segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pânico 4

Acabei de sair do cinema. Quase perco a sessão, cheguei no meio dos trailers... mal consegui escolher o lugar de sentar - o cinema já estava escuro. Depois de um trailer e meio começou o filme.

Eu era adolescente nos anos 90 e posso dizer que sou da "geração Pânico". Como sempre gostei de filmes de terror, claro que me deliciei, quando adolescente, com os clássicos dos anos 70 e 80, mas... sem sombra de dúvidas, o melhor filme feito na minha época de adolescente foi Pânico. Diferente, engraçado, surpreendente. Foi o primeiro filme de assassino maluco que realmente chamou minha atenção e me fez perceber que são eles os que mais temo. Era (e continuo sendo) fissurada por vampiros (não os que brilham na luz, ok), monstros, zumbis, fantasmas e personagens fantásticos. Mas a ideia de um maluco (ou malucos) que andam por ai e passam despercebidos me assusta muito mais.
Esses dias foi notícia de jornal o horrível massacre de adolescentes em uma escola no Rio de Janeiro. O assassino? Um maluco. Viu como eles existem! Segundo alguns sobreviventes, enquanto ele atirava, ele sorria. Há pouco tempo atrás uma notícia me deixou muito chocada. Não deu tanta repercussão como o caso da escola do Rio, mas em São Paulo, mesmo depois de ter roubado um jovem enquanto este estava chegando em casa (em um condomínio de apartamentos), o bandido volta e dá um tiro na cabeça da vítima. Pra quê? O garoto já tinha entregado tudo. O garoto já estava assustado. Mas não, o maluco precisava voltar, mirar e atirar. E tudo foi gravado pelas câmeras de segurança do tal prédio e, claro, estão na internet pra todos verem.

Pânico 4 fala um pouco disso: de malucos e de vídeos gravados e divulgados pela internet.

Quando o primeiro filme da franquia estreou em 1996, celular era uma coisa rara. Internet também. Os tempos eram outros. As razões eram outras. Mas os malucos estavam lá, afinal, já existiam.

Depois de uma queda ladeira abaixo, parece que Pânico voltou com tudo. Wes Craven (pai do meu tão querido Freddy Krugger e também de Pânico) foi bastante feliz com essa nova empreitada. Eu, particularmente gosto de Pânico 2, mas é, sem dúvida, mais fraco que o primeiro e o terceiro é o mais fraco de todos. Mas então chega essa quarta parte e... ual! Confesso que sai bem feliz do cinema.

Pois é, isso mesmo. Estou aqui pra elogiar Pânico 4!

Já comento que meu texto poderá ter alguns pequenos spoilers. Ou seja, se você ainda não viu o filme,  corra ao cinema e pegue a sessão mais imediata! Ou continue lendo por sua conta e risco.


O filme começa relendo o próprio filme. Vemos cenas de "Stab #" que sacaneam a própria franquia, dando o tão gostoso ar de comédia desse filme. Mas eles não apresentam isso ai pra gente de cara... muitos (como eu) podem pensar que se trata realmente do começo do filme. Mas ai aparece o nome do filme... Mais uma vez, você vê outra sequência inicial com Anna Paquin (de True Blood, x-men e que recebeu o Oscar por "O Pianista") e ai você se pergunta se será mais uma cena de "Stab", já que não viu seu nome nem sua foto no cartaz do filme. E sim, é! E é muito boa, por sinal. Depois de algumas risadas, mais uma sequência inicial com duas garotas que são mortas pelo cara mascarado. E então, o título que aparece não é mais "Stab", mas "Scream". Sabemos que sim, este é o começo do filme.

15 anos se passaram desde o primeiro massacre e Sidney Prescott volta a sua cidade natal para promover o lançamento de seu livro. Depois de tudo que passou e de sua luta para sobreviver e vencer os traumas, ela vira autora de um super livro de auto-ajuda ("Out of darkness").  Sua assistente tinha marcado a tarde de autógrafos em Woodsboro exatamente no dia do aniversário do massacre (pensando em lucro, claro). Só que Sidney terá que se encontrar mais uma vez com o maluco mascarado (ou malucos mascarados). Só que desta vez ele não está só atrás dela, mas de sua família. Ela tem uma prima adolescente e, desta vez, o foco dos assassinatos está sobre ela, Jill.
As duas garotas mortas na noite anterior (cena de abertura do filme) eram suas amigas... e, na manhã do tal aniversário ela e mais uma amiga recebem a fatídica ligação do tal assassino.


Coloque nesse bolo o fato de que o xerife da cidade é Dewey, o policial meio atrapalhado dos filmes anteriores que agora é casado com Gale, a jornalista que escreve o livro sobre o massacre que gera as versões de "Stab". Os dois vivem uma crise de casal... depois de dez anos de casados e de Gale ter abandonado sua carreira de jornalista, ela está frustrada. Não consegue mais escrever e se sente sem rumo na vida, até que a nova onda de crimes volta a acontecer.  Isso parece uma luz para ela que vê na motivação para descobrir o assassino (ou assassinos) uma razão para ir à luta.


Dessa vez o mascarado está menos estabanado (se bem que Sidney consegue dar vários chutes e derrubá-lo de escadas várias vezes) e muito mais sangrento. A produção deve ter sacado que, depois de "Jogos Mortais" e "O Albergue" a moçada gosta de ver sangue. Mas calma... não tem tanto sangue assim! Digo que é mais sangrento se comparado aos três primeiros filmes. Acontecem mais mortes e algumas são bem interessantes, inclusive.

O filme trabalha com a febre do momento: a internet, os blogs, as redes de relacionamentos, o youtube. Dessa vez o assassino não quer só matar as vítimas, mas filmar tudo e publicar na rede pro mundo todo ver. Quer ser imortalizado. Quer ser famoso. Quer ter fãs. A busca incessante por fama na rede faz com que muitos jovens fazem de tudo para consegui-la. E isso pode ser perigoso.


Também vemos várias conversas sobre filmes de terror, sobre o próprio filme e sobre as continuações e remakes. Wes Craven foi bastante feliz nisso, na minha opinião. Critica a indústria do cinema americano que só pensa em refilmar sucessos do cinema oriental (e europeu, visto o incrível "Deixa ela entrar", sueco, que ganhou uma refilmagem americana boa mas desnecessária). No clube de cinema do colégio eles discutem não mais só as sequências (como em Pânico 2, por exemplo), mas os tais remakes. E concluem que o assassino não está fazendo uma continuação, mas um remake. Só que agora, com novas regras. Se é um remake, as coisas começam do mesmo modo... a história parece a mesma... Duas garotas... uma outra... depois uma festa com massacre... Mas a partir daí as coisas começam a mudar, afinal de contas, o novo diretor também precisa mostrar seu talento.

O filme tem alguns defeito... sim, mas eles são perdoáveis. Pra mim, uma das coisas mais absurdas nesse tipo de filme é o como parece fácil dar uma facada em alguém... A faca tem que ser MUITO boa. Tem uma cena, por exemplo, em que um personagem leva uma facada na cabeça, bem no meio da testa! Tem osso!!! Parece tão fácil... quase como se o assassino estivesse enfiando a faca em um travesseiro.
Além disso o assassino sempre parece maior que os personagens quando eles são descobertos - isso nos três anteriores também! Parecem maiores e mais fortes! Talvez seja uma super força do além que surge quando eles vestem a tal roupa! rs

Mas os pequenos defeitos não diminuem a graça do filme. Atuações boas (além do trio dos anteriores - Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox)  como a da jovem Emma Roberts como Jill (a prima de Sidney) e de Hayden Panettiere (a Claire de "Heroes") como Kirby, um personagem super legal, que dá um ritmo ótimo ao filme.

Mais uma vez o final surpreende. Pelo menos a mim surpreendeu! E gostei bastante! Coerente e, ao mesmo tempo, assustador. Do tipo que eu morro de medo, com malucos bem malucos!

Vale a pena ver o filme pelo roteiro, pelas atuações, pelos sustos, pelas risadas, pelo assunto abordado, pelas mortes (apesar de nem todas serem tão incríveis - vale o destaque para a morte no quarto... a do closet como bem legal e a da garagem como a mais boboca! Ah, eles podiam ter feito algo mais emocionante lá! Bom... mas pelo menos saíram do óbvio em cenas de mortes em estacionamentos... É tão simples que deixa de ser cliché! rs).

Além disso, tem uma fala no fim do filme que eu, particularmente, achei sensacional!!!!! Sobre remakes!
Não vou dizer qual é! Se você viu o filme sabe do que estou falando, se ainda não viu, quando ver, entenderá! Só digo que concordo plenamente!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Devil

Esses dias eu vi o filme "Devil" (Demônio), dirigido por John Erick Dowdie, com roteiro de Brian Nelson (inspirado em uma história escrita por M. Night Shyamalan).


O filme conta a história de cinco pessoas que ficam presas em um elevador de um arranha céu comercial. Estar preso em um elevador com desconhecidos já seria algo extremamente complicado, até bem difícil e assustador para alguns, mas nesse caso a coisa é bem pior. Coisas estranhas começam a acontecer e alguém ali dentro não é quem diz ser. Quem é o responsável por tudo?

Ok... a história é basicamente essa.
Claro que uma história pensada por Shyamalan vai ter alguma coisa sobrenatural... Mas ele, há tempos (pelo menos na minha humilde opinião) não fez nada sensacional. Depois do fenomenal "Sexto Sentido" até vieram alguns filmes bons - eu gosto muito de "Corpo Fechado", "Sinais" e "A Vila" (e só... e olhe lá!) - mas os outros são de dar dó!
O fato é que, pra mim, essa história é genial! Sim, essa de "Devil". Mas, calma! Eu não disse que o filme é. Pelo contrário. O filme é sem graça e com atuações medíocres. Essa é uma história que, se bem trabalhada (culpa do roteirista) poderia ter rendido um filme surpreendente. Se Brian Nelson tivesse omitido o "demônio" do título e de certas imagens "bizonhas" do meio, poderia ter nos conduzido a um enigma: os acontecimentos eram fruto de um maluco ou de forças sobrenaturais? As crendices do funcionário da segurança até ajudariam para nos fazer pensar em forças demoníacas... mas a razão dos outros poderia nos mostrar que tudo era fruto de um maluco psicopata. Seria muito mais legal. Ainda mais se o roteiro nos levasse a realmente acreditar na hipótese do maluco.
(um certo spoiler vem pela frente)
O final com a coincidência - a ligação entre um dos presos no elevador com o policial - poderia ter um gostinho de "noooossa!!!" se esse mistério do demônio não fosse escancarado desde o início. Faria muito mais sentido a ideia do perdão, de aceitar que forças demoníacas existem (e se o Demônio existe, Deus também existe), sobretudo pra ele.


Fora esse problema do roteiro ruim, algumas cenas são bobas demais. Há uma em que o segurança crente quer mostrar que é o demônio porque coisas ruins acontecem... e ele usa o exemplo de uma torrada que cai no chão do lado da manteiga! Afe!
Além disso, alguns personagens são apresentados de modo vago... algumas informações sobre eles são jogadas e não servem pra nada...

Ah, o suicídio do início do filme é absolutamente esquecido... nem parece que aconteceu. Então eu penso: pra que ter?

O filme é bom? Não.
Vale a pena ver: depende!
Se você estiver de bobeira até vale. São só 80 minutos.
Se você gosta de boas histórias veja... Mas saiba que foi uma ótima história "queimada". (Poxa, porque não fui eu que fiz o roteiro?? hahahahahahahahaha)

Ouvi dizer que algumas pessoas gostaram do filme e que outras não. Alguns disseram que ficaram presos  à trama. Eu fiquei, confesso... mas, provavelmente porque gostei muito da história.

Ou seja. É ruim mas é bom!
Vale a pipoca!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Cisne Negro

Esses dias, enfim consegui ver o tão comentado Cisne Negro (Black Swan). Li algumas críticas positivas e outras negativas, o que me deixou ainda mais curiosa a respeito.




Cisne Negro nos coloca no universo do balé, mostrando que este não é exatamente um lugar de glamour ou beleza somente, como muitos imaginamos. O filme dirigido por Darren Aronofsky conta a história de Nina, uma bailarina veterana de 28 anos que sempre sonhou em conseguir um lugar de destaque na companhia de dança. Meiga, doce e perfeccionista, Nina é uma bailarina dedicada que vive para o balé. Sua chance chega quando o diretor da companhia resolve que a primeira bailarina deveria ser substituída por já estar “velha”. Precisavam de sangue novo para começar a nova temporada de clássicos, para quem sabe, assim, atrair o público de volta ao teatro. A primeira obra da nova temporada é “O Lago dos Cisnes”, do compositor russo Tchaikovsky. Thomas, o diretor, quer que essa nova primeira bailarina interprete os dois personagens principais da obra, o cisne branco e o cisne negro, opostos não só nas cores mas na personalidade. Nina é perfeita para o papel de cisne branco, mas falta-lhe força, sensualidade e liberdade para o cisne negro. Ainda assim, é a escolhida e precisa a todo custo encontrar esse seu outro lado para manter-se no tão sonhado posto. Acontece que chega à companhia Lily, uma bailarina vinda de San Francisco que é o oposto de Nina e, portanto, perfeita para o papel de cisne negro.




A obsessão de Nina por perfeição, aliada ao medo de perder o papel para Lily, deixam a bailarina ainda mais perturbada. Nina já era uma garota com problemas – sua mãe (ex-bailarina frustrada por ter abandonado a carreira por causa de sua gravidez precoce) a trata como uma criança e, de certa forma, transfere para a filha tudo o que ela queria mas não pode ser. Ela também é bulímica, preocupadíssima com a forma e de nervosismo, acaba  por se auto-flagelar com as unhas inconscientemente... Nina fala baixo, só se veste de tons claros, é magra demais, frágil demais, se cobra demais.

E a história é essa. A luta dessa bailarina em busca da perfeição, em busca de seu cisne negro.
Este é um filme muito bonito. Imagens bonitas, atrizes bonitas, luz bonita, trilha sonora bonita, figurinos e maquiagens bonitas. A fragilidade de Nina, lindamente interpretada por Natalie Portman (que, segundo consta, fez um ano intensivo de balé e emagreceu vários quilos para o papel) dá o tom ao filme que, pra algumas pessoas, é parado. Ai eu me pergunto: como um filme que fala da fragilidade humana, que tem uma personagem frágil e tão doce que praticamente não fala, mas sussurra pode ter ritmo acelerado. Creio, inclusive, que se tivesse estragaria. Outra reclamação que ouvi foi que o filme tem cenas fortes demais, tanto de sexo como de sangue. Bom, o filme realmente tem cenas de sexo (incluindo a tão comentada cena lésbica entre Nina e Lily) mas todas elas são absolutamente necessárias, nenhuma é em vão, nenhuma foi jogada ali apenas para aumentar a audiência. Claro que muito marmanjo foi ao cinema por isso... assim como, provavelmente muita gente foi ao cinema para ver um filme sobre balé, com lindas bailarinas dançando lindamente e também ficou decepcionado. Sobre o sangue, realmente pode incomodar algumas pessoas, algumas cenas chegam a causar mal estar. Mas que fique claro, Cisne Negro não é um filme “de balé”, não é um filme de terror, não é um filme de sexo... é um drama psicológico pesado, ambientado no universo do balé com visões, deformações, sangue, suor e sexo.




A maioria das pessoas tem o estereótipo do balé e não conhece de fato esse universo que foi apresentado em Cisne Negro. Por se tratar de uma obra de arte e por focar nos problemas de Nina, muitos podem achar exagerado... Mas não é. Horas e mais horas de ensaio, repetições, calos, bolhas, suor e sangue nos pés fazem parte da vida de toda bailarina de uma grande companhia. Acrescente a isso o fato dessa bailarina buscar a perfeição: mais ensaios, mais repetições, ainda mais bolhas, calos, suor e sangue. Sobre esse universo do balé achei sensacional, por exemplo, o modo como foram mostrados os ensaios exaustivos, os barulhos das sapatilhas no assoalho, a preparação da sapatilha (meu marido achou super estranho elas serem “estragadas”...


Um elemento muito importante na narrativa que não posso deixar de comentar é o espelho. Sejam os espelhos usados nas aulas de balé, sejam os espelhos da casa de Nina, sejam os reflexos das janelas do metrô, seja o derradeiro espelho do camarim da primeira bailarina.
Reflexos sombrios, reflexos que se separam do corpo... Tão poético, tão assustador. As cenas que Nina se olha no espelho e seu reflexo está um pouco atrasado em relação aos seus movimentos são sensacionais! Fico inconformada em saber que algumas pessoas não repararam nisso. A ideia dos espelhos é genial. Não é nova, mas ilustra perfeitamente a perturbação de Nina, sua busca por seu oposto. O final (e o espelho que está relacionado diretamente a ele) é apoteótico. Freud ficaria em estase se estivesse vivo! Hehehehehe!!!


As “Ninas” de preto que a doce Nina pensava encontrar pelas ruas, nos trens, nos reflexos dos espelhos se ligam à metamorfose que, aos poucos, ela vai sofrendo em busca do cisne negro. Sua loucura a faz criar uma realidade paralela na qual já não consegue diferenciar o que é ou não real. Isso a conduz à sua meta, mas também à sua ruína.

É difícil escrever sobre esse filme, sobretudo sem cair naquilo que já foi escrito... Sem contar o final...


Pra mim esse é um dos melhores filmes que eu já vi (o que torna ainda mais difícil escrever sobre ele). Tudo o que eu tenho a dizer é que é imperdível.


Provavelmente não vai ganhar o Oscar de melhor filme (o que eu acho uma pena – mas já estou acostumada: eles não premiam filmes de ARTE), mas creio que, ao menos, Natalie Portman levará a estatueta de melhor atriz.

domingo, 31 de outubro de 2010

Dia das Bruxas

Hoje é 31 de outubro, dia das bruxas!


Gostaria de escrever um post sobre o assunto, ou então indicar filmes... Mas vários sites e blogs já fizeram isso. Ai pensei em indicar filmes ruins, mas também o Boca do Inferno fez isso. hehehehehe!

Já que é Halloween e feriado, que tal você rever os filmes da série "SAW"? Afinal de contas, semana que vem estréia o sétimo e (espero) último. Quando falo "espero" não é porque não gosto da série... (veja o post anterior).

Pra quem gostou do primeiro "Atividade Paranormal" (que não é o meu caso) vá ao cinema ver o "2".

Indico o site Boca do Inferno que trouxe várias coisas bacanas sobre o assunto. Esse que é o site que me inspirou a criar esse blog!

http://bocadoinferno.com/artigos/halloween-origens-lendas/

Ou então, faça como eu. Releia Harry Potter!


Happy Halloween!

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Saw


Acabei de assistir a Jogos Mortais 6... eu não tinha visto ainda. Não vou, neste post, contar o enredo de cada um dos 6 filmes... Só fazer alguns comentários.
Confesso que, a princípio, gostei muito dos dois primeiros, mas depois perdi um pouco o interesse... Só que mais tarde, analisando os filmes, mudei de ideia. A história é genial. Não tenho certeza se continuará assim, já que semana que vem estreia o que estão chamando de última parte. Espero realmente que seja. Acho que já está longo demais e precisa de um fim pra poder se tornar uma obra-prima completa.


Os filmes contam a história de John Kramer, um homem que pra mim não pode ser chamado de vilão. John, o “Jigsaw” é uma espécie de serial killer... mas ele não mata ninguém. Coloca as pessoas em uma espécie de jogo no qual devem refletir sobre suas vidas e tomar escolhas que podem resultar na morte de pessoas (ou dela mesma). Ninguém que participa dos jogos de Jigsaw é inocente ou bonzinho. Elas precisam estar ali. Precisam refletir sobre suas vidas. Precisam aprender a fazer escolhas certas. Esses jogos são como uma terapia que ele acredita realmente funcionar.
John era casado com Jill Tuck, uma terapeuta. Ela trabalhava com dependentes químicos, na tentativa de livrá-los do vício. Mas foram feridos “mortalmente” por um deles... Um daqueles que Jill tentava curar faz com que ela perca o bebê que esperava com tanto amor. Isso machucou muito John. Além disso ele descobriu que tem um câncer muito severo. Ou seja, é um cara que não tem mais expectativa de vida e que resolve ajudar as pessoas a refletirem sobre a vida delas.
Ok, ok... os métodos empregados por John são um tanto sádicos! Além disso, quem é ele pra escolher quem precisa ser testado? Quem é ele pra julgar o que é certo ou errado? Talvez isso o torne um tipo de vilão, mas continuo acreditando que ele, na verdade, é só alguém que quer ajudar... uma espécie de anjo torto. Tá mais pra filosofo que maníaco. Afinal, ele sempre joga na nossa cara (em todos os filmes) que não sabemos dar valor à existência. Essa série e esse personagem me fazem pensar sobre mim e minha vida. Primeiro, que escolher nunca é fácil e sempre que escolhemos um lado, deixamos outro (ou outros). Segundo, não dá pra ajudar todo mundo. Terceiro se realmente amamos a vida é preciso pensarmos em nós mesmos. Claro que devemos tentar ajudar quem amamos... Mas mais importante do que fazer por ela, é fazer com que ela se ajude. Cada um precisa superar seus obstáculos, cada um precisa fazer suas escolhas. Sabe... aquela velha história de não dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Bom, ele também não é tão mau assim, pensem um pouco. Muitas pessoas (e isso me irrita profundamente em algumas “vítimas”) simplesmente não conseguem entender as regras!!! Não vou citar nomes pra não escrever spoilers... Mas algumas são óbvias pra quem viu os filmes! Dá ou não dá raiva!?? Muitas vezes é só relaxar e deixar as coisas acontecerem... Mas não, somos incapazes de ouvir os outros e de ter calma. Olha só se Jigsaw é ou não é um sabedor da alma humana?
Outra coisa que me irrita nas “vítimas” é que não conseguem se controlar e fazem tudo errado ou então não conseguem sacar as coisas. Ok, estão sobre pressão... Não deve ser nada fácil pensar com calma numa situação limite como as propostas por ele... Mas ainda assim. Mais uma vez eu digo. O problema não é ele, mas a nossa fraqueza, nossa maldade, nossa incapacidade em lidar com a vida.
Sabe do que eu me lembrei... Não tem nada a ver com os filmes... Quando estamos em um avião, a aeromoça fala pra, em caso de pane e despressurização, colocarmos as máscaras de ar primeiro em nós mesmos e só depois ajudar alguém! Nunca passei por um acidente aéreo (e, espero nunca passar!!!) mas certeza que, muita gente morre porque não escuta isso e quer salvar alguém do lado que parece mais frágil. Primeiro nós! É difícil ouvir, é difícil seguir as regras, é difícil assumir que precisamos pensar primeiro na gente mesmo (como poderemos ajudar alguém sem antes estarmos bem?).


Os filmes nos fazem refletir demais. Acho que por isso que eu até não ligo tanto pro lado gore. Adoro filmes de terror e suspense, mas prefiro muito mais os psicológicos que os simplesmente violentos. Acontece que, pra mim, essa série é muito mais psicológica que violência pura. Claro que muitos vão dizer que Saw é só sangue, mutilações e carnificinas em geral. Mas continuo afirmando, pra mim não é!
John diz coisas incríveis nos filmes... Não marquei pra escrever aqui direitinho, mas algumas ideias ficaram na minha cabeça. Ele diz que não é assassino, e que na verdade, despreza os assassinos... que o que ele faz é reabilitação. John Kramer nos ensina a não menosprezar a vida.
Acho que o pessoal que pensou na continuação da série pode até ter errado em alguns momentos (a história é ótima, mas poderia ser resumida em uns 3 filmes...) Quiseram lucrar demais e, agora, todo ano no Halloween tem mais um Saw. Isso até já virou motivo de piada. Uma vez, vendo “Two and a half man” apareceu uma piada em que o garotinho (que é um folgado escroto) era mais velho, e um “perdedor” que trabalhava num cinema vendendo pipocas. O cartaz atrás dele era Saw # (um número imenso que não me lembro mais... Mas coisa de 32, 25... por ai! Hehehehehe). Por isso espero realmente que em novembro essa história acabe.
Se acabar (e acabar direito) pode se tornar um ícone do mundo do terror. Uma obra-prima! Será encerrado e então cultuado. Agora, se começar a palhaçada de continuar mais e mais... Afe, até eu que curto a série vou perder o respeito.

No filme 6 muitas coisas começam se resolver e, a situação já está no limite.

Bom, daqui uns dias (depois que eu ver o sétimo) volto aqui e escrevo outro post mais completo, com uma análise mais profunda de tudo isso. Por hora quero dizer pra vocês verem Saw. Mas verem mesmo, não só pelo sangue e pelas tripas... Mas pelas ideias lançadas. Pela reflexão. Mas tem que ver todos, desde o começo. Não dá pra ver fora da ordem, já que muita coisa se perderá. Os personagens estão ligados, os fatos são quase todos simultâneos.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

O último exorcismo

Antes de qualquer coisa, gostaria de deixar claro que este blog não se pretende ser um veículo de críticas e análises profundas sobre filmes de terror. É apenas um lugar em que venho e escrevo sobre algo que gosto do jeito que eu quero - afinal, a liberdade da internet me permite isso.
Ontem fui assistir o comentado (tanto pelo bem como pelo mal) ÚLTIMO EXORCISMO. Sai de casa sem muitas expectativas, afinal já tinha lido várias críticas negativas e, apesar de ter lido e ouvido coisas positivas também, achei melhor somente me sentar na frente da tela e esperar para tirar minhas próprias conclusões.
Já aviso que este post terá spoilers, pois não posso deixar minha opinião se não colocar alguns.


O filme se pretende ser um falso documentário (o que na minha opinião já é uma ideia bastante batida), mas  ok... por que o que vemos não é uma fita "encontrada", mas um documentário editado, com créditos, trilha sonora e edição. Ok, isso não me incomodou.). Ele começa com a história do reverendo Cotton Marcus, um pastor celebridade que atrai muita gente pras suas pregações pelo seu estilo engraçado, empolgante e alegre. O fato é que ele não acredita mais naquilo tudo mas mesmo assim, continua (já que, como ele mesmo diz, se acostumou e tem uma família para sustentar). Acrescente a isso o fato dele ser um exorcista.
É bem interessante o ponto de vista dele sobre isso, já que não acredita nisso. Pra ele o exorcismo é muito mais como um placebo, mas algumas pessoas precisavam daquilo, por acreditar que realmente estavam possuídas. E por isso ele continua fazendo. Dos tantos exorcismo que acontecem no mundo todo (feitos por pessoas de várias religiões) alguns não são bem sucedidos. Um garotinho tinha morrido asfixiado em um (que não tinha sido ele que fez), mas aquilo o deixou mal. Ele tinha um filho da mesma idade e começou a ter pesadelos em que ele, em um exorcismo, sufoca o próprio filho com uma sacola plástica. - Todas essas coisas são contadas por Cotton no documentário (não tem cenas de flash back).
Ele recebia muitas cartas de pedidos de famílias desesperadas e resolve levar o grupo de documentaristas com ele para mostrar como realizava o exorcismo, para mostrar como tudo era uma farsa, mas que funcionava.
Saem, então, para encontrar a família Sweetzer (formada por 3 pessoas: Louis, o pai - um cara super crente e cristão ortodoxo; o filho Caleb, um adolescente super estranho e a filha Nell, a supostamente possuída). Louis perdeu a esposa anos antes e desde então cria sozinho seus dois filhos. Comenta sobre a dificuldade em fazer isso e revela que tirou Nell da escola para educá-la em casa. A garota matava animais durante a noite e não se lembrava dos feitos na manhã seguinte...
Reverendo Cotton decide realizar o exorcismo (e usa de todo seu arsenal de charlatanismo para mostrar como ele acontece - isso inclui gravações em latim, sons de demônios, anéis que dão choque, um crucifixo que solta fumaça, fios fazem com que coisas balancem...). Depois do "show", e de tudo parecer bem e resolvido, eles vão embora pra um motel e, no meio da noite... do nada, a menina Nell aparece no quarto de Cotton. Ela passa mal (vómito) e eles a levam pra um hospital. O pai não autoriza a realização de testes psiquiátricos por não acreditar na medicina tradicional (já que esta não conseguiu salvar sua esposa), acredita profundamente que a menina continua possuída. Cotton se desespera por acreditar que a menina sofre graves transtornos psicológicos... e essa crença é acentuada, quando ligam do hospital dizendo pra suspender um dos remédios prescritos, já que quem os prescreveu não sabia que a menina estava grávida! Pois é... grávida!
Cotton e a equipe acreditam que ai é que mora o problema da garota: foi estuprada pelo próprio pai (que, convenhamos, é mais maluco que ela... além de ser um bêbado). Os acessos de fúria da menina continuam e a preocupação por seu bem estar só aumenta. Cotton sente-se responsável por ajudá-la.
Contam pro pai sobre a gravidez e ele, crente até o fim, acredita que sua filha foi "profanada" pelo capeta. Não quer, de jeito nenhum, acreditar que ela possa ter problemas mentais. E... claro, não assumiria tê-la engravidado caso o tivesse feito.
Caleb é atingido pela menina em outro acesso de fúria (ela o corta no rosto) e escreve um bilhete desesperado para Cotton - "Não a deixe sozinha com ele". Isso acentua as suspeitas do reverendo e da equipe técnica sobre Louis.
Ah, já ia me esquecendo: a menina faz uns desenhos meios estranhos (ela diz que não se lembra de tê-los feito...)


Enquanto o pai está com o filho no hospital (pra "arrumar" o estrago feito pela menina), Nell tem outro acesso... levanta da cama, rouba a câmera deles (que estavam dormindo), vai até o celeiro e mata um gatinho (é a cena mais "forte" do filme). O pobre bichano é morto com a câmera... sim, ela bate várias vezes nele com a câmera, que fica ensanguentada. Depois volta pra casa e tenta se aproximar de Cotton, mas é surpreendida pela equipe. Todos acordam, percebem o que aconteceu... (eles assistem o que ela gravou... isso não aparece, mas sabemos disso porque comentam sobre o gato). A menina é trancada no quarto...
O pai chega e se desespera com a situação e diz que se eles não forem fazer o exorcismo, devem sair de sua propriedade que ele mesmo resolverá tudo do jeito dele (detalhe: matando a menina, já que Cotton diz, no começo, que só existem duas saídas para se livrar daquele demônio: o exorcismo ou a morte).


Cotton resolve ajudar (para tentar salvá-la) e vão todos para mais um exorcismo. Só que dessa vez, a menina se contorce toda... (e faz aquele movimento do cartaz! Nossa... quanto alongamento! - Já que comentam por ai que a atriz Ashley Bell fez todas essas posições sem precisar de dublês ou efeitos especiais!). Cotton questiona o tal demônio que fala pela menina... dizendo ser só uma criança que não sabe o que fala. Depois de alguma enrolação e nenhum clímax, aparece na fazenda o pastor da cidade com sua ajudante (que tinha algumas diferenças com Louis, mas que mesmo assim resolve ajudar a família); estão todos no quarto conversando sobre a gravidez dela... e a menina comenta sobre um Logan, menino que trabalhava na fazenda e que a seduziu. Tudo parece ter se resolvido. Ela desabafou, e agora poderá ficar mais leve e tranquila.
Mas Cotton, antes de ir embora, decide procurar o tal Logan... nisso descobre que ele é gay e que só a viu uma vez, há uns meses numa festa da igreja.
Bom... mas como se ela não ia mais a igreja? Ou ela ia e mentia pro pai? Será que ela estava escondendo alguma coisa? Será que era realmente o pai o maluco que a engravidou? Ou teria sido outra pessoa? O irmão Caleb?
Intrigado, Cotton decide voltar à fazenda... apesar da equipe não estar a vontade. Voltam. A casa está vazia... mas percebem que foi toda "profanada" com símbolos satânicos (pentagramas e outros símbolos que já vi em livros de bruxaria). Mas a casa está vazia. Ouvem gritos e percebem uma fogueira.
Oh! Há uma galera ali, no meio do mato realizando uma espécie de ritual satânico conduzido pelo pastor!!! Nell está amarrada a uma mesa (altar) e seu pai, vendado, amarrado a uma árvore. O pastor (e satanista?)  retira da menina um feto (aborto?) que diz ser o demônio! Joga o bebê (que é tão pequeno que mais parece um feto mal formado) na fogueira e o fogo aumenta. Cotton decide ir até eles e, aparentemente em dúvida (Oh, será que é tudo verdade! Será que essas coisas realmente existem!) pega seu crucifixo e vai lutar contra o demônio. Os outros dois da equipe tentam fugir mas são capturados pelos fanáticos.
E é isso.
O cameramen corre, corre, corre... A câmera filma o chão, tá escuro (muuuuuito Bruxa de Blair) e, quando para, vira pra olhar pro outro lado e vê Caleb (sim, o irmão estranho) com uma faca... e este corta sua cabeça (é o que parece) e a câmera cai. Acabou o filme.

Bom, pra mim é um filme quase bom. Tinha tudo pra ser bom. A ideia era boa... (apesar de não ser inédita). Esse negócio de questionar a fé, o fanatismo, de mostrar o charlatanismo de padres e pastores... de nos fazer ficar na dúvida sobre a veracidade dos fatos... Se Nell estava realmente possuída ou se seus problemas vinham de questões psiquiátricas (causados por abuso sexual, a morte da mãe, o isolamento).
Pra mim o filme "cagou no pau" em fazer o fim como a gatota tinha previsto em seus desenhos. Isso tirou a possibilidade da dúvida (que na minha opinião teria sido muito mais interessante, gerando várias discussões). Ok, o gatinho que ela desenha... beleza. Afinal de contas, foi ela que matou o bichano e aquilo poderia ter sido um ato inconsciente. Mas ah... colocar Cotton com o crucifixo cercado pelo fogo! Ah... foi exatamente assim sua última cena! E a moça em pedaços e o cameramen decapitado! Ah... me decepcionei (e... nem mostraram as cenas, pelo menos se mostrassem teriam agradado a galera que gosta de sangue nos filmes).
O fato é que pra mim teria sido muito mais legal se a gente tivesse a dúvida reforçada. Eu, por exemplo, quando vi o pastor ali, conduzindo um ritual pensei: que legal! Foi ele quem estuprou a menina!! Legal, o filme vai criticar esses tantos padres e pastores que abusam sexualmente de crianças e adolescentes! Foi ele e, por ser quem é, pode ter conseguido fazer com que Caleb pensasse mal do pai... achando que o pai fosse um monstro, que ele era mal e o responsável pelo que vinha acontecendo a Nell. Não seria difícil convencer um adolescente estranho, ainda tocado pela morte da mãe que o pai é mal (ainda mais um pai como o Louis, todo estranho).
Além disso, poderia sim ficar a ideia de real possessão... que demônios existem e a menina tinha sido escolhida pra mãe do filho da besta!
O fato é que se eles não deixassem claro, a discussão prevaleceria... mas com o fim que fizeram, fica só... "viu, era tudo verdade! Tenham fé em Deus! Acreditem no diabo!"
Ah... raso, superficial demais.
O filme poderia ter acabado com eles indo embora... sem morrer... Ou então sendo sim perseguidos pela turma do pastor... mas com a câmera caindo, quebrando e parando de gravar... (mas ai... como eles teriam as imagens? E mesmo na situação proposta pelo diretor... como eles teriam as imagens??? A câmera e todo o material da equipe escaparam miraculosamente? Se eles os mataram, destruiriam as provas disso!).
Seria muito mais real se a equipe fosse embora correndo, ok... desligasse a câmera e fossem editar todo o material pra gente ver o que vimos no cinema.
Enfim, se vale a pena ver o filme... sim, vale. Mas sem expectativas.
Como eu disse, gostei do filme até os minutos finais... e, bom, isso não foi a primeira e nem será  a última vez que acontecerá.
Precisamos de roteiristas bons e corajosos! Ousados e criativos!!!
Nota 3,5 (de 5)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Poltergeist

Nesse clima de "espíritos" (com a fama do filme brasileiro "Nosso Lar") resolvi rever um grande clássico desse tema: Poltergeist. Para animar o domingão frio e chuvoso (dia da eleição - que também, vamos combinar, daria um ótimo filme de terror!) assisti Poltergeist ao lado de minha sobrinha de 7 anos! Isso mesmo, é bom aprender a gostar desde cedo! hahahahahaha! E ela nem ficou com medo!

Não sei se é porque estou crescidinha, mas achei o filme bem fraco! (No quesito MEDO) - como disse, nem minha sobrinha de 7 anos ficou. Eu tinha em minha memória que este era um filme assustador! Sei lá o que aconteceu! (Talvez seja porque, atualmente, os fantasmas não assustam mais... temos muito mais medo dos malucos de carne e osso que podem aparecer a qualquer momento - é só olhar as páginas dos jornais!)

Ainda assim é um filme bem legal! (Aos mais jovens que ainda não viram, vale a pena ver!)

É engraçado ver os efeitos bem mal feitos (mas que na época eram sensacionais!). Poxa, o filme é de 1982, o ano que eu nasci (e... vamos combinar, já não sou nenhuma menininha! hahahahaha)



O filme conta a história da família Freeling que é atormentada por fantasmas em sua casa. Tudo começa com a pequena Carol Anne ouvindo vozes e conversando com o televisor. Depois os fantasmas começam a se comunicar movendo móveis. A princípio, tudo acontece de maneira bastante amistosa... mas, aos poucos, as coisas vão ficando mais assustadoras, até que em uma tempestade a paz acaba! A menininha é, então, sequestrada pelos espectros. Todos se desesperam e pedem ajuda a especialistas. Primeiramente pedem socorro a cientistas que garantem resolver os problemas... mas nem eles imaginavam que as coisas estavam tão feias naquela casa. A situação se torna desesperadora e resolvem chamar uma médium. Ela (uma figura minúscula com uma voz fininha!) sabe o que está acontecendo e os ajuda a resgatar Carol Anne.
Então descobrimos que aquela casa tinha sido construída sobre um antigo cemitério.
A família decide sair daquela casa para tentar uma nova vida. Quando tudo parece resolvido, eles (os espíritos) retornam, com ainda mais força.


Sabemos que o filme teve continuação (dois outros filmes: Poltergeist II - O Outro lado, de 1986 e Poltergeist III - O Capítulo Final, de 1988). Estes não foram tão elogiados como o primeiro, que se tornou um clássico dos anos 80.


É um filme bem feito, com uma ótima trilha sonora (chegou a ganhar oscar na época) e muita mão de Steven Spielberg (roteirista e produtor). Além disso, foi bastante cercado por polêmicas - já que alguns atores morreram de modo estranho. Por exemplo, Dominique Dunne, que interpretou a filha adolescente, morreu no mesmo ano do lançamento do filme, asfixiada pelo seu namorado (bom, isso não ficou provado até onde eu sei... O fato é que o cara dizia tê-la encontrado em estado de choque... Ela ficou em coma alguns dias e morreu. A menininha loirinha que fez Carol Anne (Heather O'Rourke) também morreu estranhamente aos 12 anos, logo depois de ter filmado o terceiro filme, em 1988. Bom... se os espíritos tem alguma coisa a ver com essas mortes... eles não quiseram chegar perto de Spielberg, heim!?






Vejam esse filme! Vale a pena! Não porque seja muito assustador, mas por ser um grande clássico do cinema de horror, feito com muito cuidado. Esse filme influenciou muitos outros que vieram depois.
Mas fique tranquilo... apesar de algumas gosmas, dá até pra assistir comendo pipoca! (E pra convidar as crianças, como eu fiz! hehehehehe)



Título original: (Poltergeist)
Lançamento: 1982 (EUA)
Direção: Tobe Hooper