segunda-feira, 16 de julho de 2012

Premonição 4

Mais uma vez a história se repete: um jovem tem uma premonição sobre um terrível acidente e consegue fazer com que algumas pessoas sobrevivam. E então Dona Morta resolve dar uma forcinha no destino pra fazer com que seu plano enfim seja cumprido.


Dessa vez o grande acidente acontece em um autódromo (curiosamente chamado Mckinley - que também era o nome do colégio dos mortos na montanha russa no filme 3). Ah, McKinley foi um dos presidentes dos Estados Unidos (assassinado em 1901).
O "vidente" é Nick... além da premonição inicial ele tem algumas visões durante o filme (sobre as mortes, mas ele não consegue salvar as pessoas a tempo). Ele também tem uma segunda premonição durante o filme - o acidente no cinema do shopping.
Mais uma vez eles descobrem o que aconteceu anteriormente (procurando pela internet) e tentam quebrar a sequência da morte, impedindo que ela realize seu trabalho. Mas o fato é bem simples, quando ela quer... ela consegue. Não há o que fazer.


Esse quarto filme da série foi lançado em 2009 e foi dirigido por David R. Ellis - que também dirigiu o segundo. Foi o primeiro filme da série a usar o recurso do 3D (não posso dizer se valeu a pena porque não vi nesse formato - filmes 3D costumam me deixar com dor de cabeça, por isso a não ser que seja imprescindível, vejo o filme na versão 2D mesmo.)
A abertura desse filme também é algo que deve ser mencionado. Há uma espécie de homenagem aos três filmes anteriores, com as mortes recriadas em efeito "raio x". É importante lembrar que são recriações, já que algumas não foram bem daquele jeito - mas pra quem viu os filmes anteriores é super fácil de reconhecer.




Esse filme tem mais mortes, mas apesar de ter algumas cenas bem fortes, eu acho meio bobo. É muito mais do mesmo... e realmente só vale a pena pela abertura e pelas mortes que são bem interessantes.
É muito previsível e qualquer bom observador conseguiria sacar o final só de olhar pro ângulo da cena.

Nesse filme também aparecem algumas coisinhas familiares, por exemplo, o local em que eles estavam sentados pra ver a corrida era o número 180 (vôo 180, lembram?). Por falar em 180, é esse o número do ônibus que passa pouco antes do acidente final.
Quando Nick para o carro em um dos momentos do filme, para ao lado de uma propaganda: "Clear Rivers Water" - a propaganda é de água, mas o nome Clear Rivers é o da moça do primeiro filme que escapa do vôo e aparece no segundo filme).
Nesse quarto filme também tem um personagem chamado Carter. No original era o cara folgado, metido... e nesse é o racista. Ah, os dois bebem cerveja Hice Pale - marca fictícia que também aparece nos filmes 2 e 3.


Há um momento que o número 666 aparece de relance (carro 6, posto 6... número 6). A sala de cinema é de número 13 (número "azarado")...

Nesse quarto filme não há a presença do ator Tony Todd (que foi o agente funerário nos dois primeiros e a voz do demônio da montanha russa no terceiro)... A teoria de que ele é a morte personificada pode até se manter, afinal de contas, apesar de ser outro ator, nesse quarto filme há um mendigo... No final é ele que fala que é importante estar no lugar certo na hora certa! O fato é que o certo pode não ser o certo pra você... mas para a morte!


Se vale a pena ver? Sim... é um filme curto (uns 80 minutos) com algumas cenas gore legais (pra quem curte). Há um certo suspense... mas nada que vá te deixar de cabelos em pé!
Vale a pipoca (se você não se enjoar! hahahaha).

terça-feira, 10 de julho de 2012

Premonição 3

Premonição 3, de 2005, retoma a história dos dois filmes anteriores. Mais uma vez a direção ficou com James Wong com roteiro dele e, novamente de Glen Morgan (como no filme original). Apesar de ter achado a ideia muito boa no filme de 2000, agora a história parece repetitiva demais.
O terceiro filme não tem ligação direta com o original, é simplesmente a repetição de uma mesma ideia. Pra não dizer que não tem ligação alguma, são mencionados os acidentes do vôo 180 e o da estrada 23.
O número 180 aparece no final do filme como um sinal de mal agouro.


Mais uma vez adolescentes bonitos e sensuais. Dessa vez até mais, afinal de contas o roteiro e a direção deixaram dois pares de peitos aparecerem! Certamente isso agradou à uma parcela do público juvenil que espera muito sangue e peitos nas produções "meia boca" do gênero.

O filme foi lançado em 2005 e não conseguiu chamar a atenção tanto quanto os outros dois. Uma das razões foi a estreia, um ano antes, de "Jogos Mortais" que, vamos combinar, se tornou uma febre na época. Além disso "Efeito Borboleta" também chegava pra discutir (de um jeito diferente) a tentativa de mudar os planos da morte.

Dessa vez a visão é de um acidente em um parque de diversões. Wendy vê um acidente terrível com a montanha russa e bom, ai é a mesma história. Um grupo consegue sair do brinquedo e o acidente realmente acontece. Em seguida as pessoas vão morrendo de maneiras absolutamente estranhas.


Bom, percebi algumas coisas interessantes revendo o filme. Primeiro, na abertura, enquanto passam os créditos, aparecem várias imagens de parques de diversão com palavras remetendo à sorte ou ao azar. Em um dos desenhos aparece uma mulher com pregos no rosto - o jeito como uma das garotas morre.
Também aparecem duas mulheres chamadas "Irmãs elétricas" dizendo que elas desafiam a morte. Isso poderia ser uma referência às amigas (quase irmãs) Ashley e Ashlyn que morrem na camara de bronzeamento artificial (meio que eletrocutadas) ou as irmãs Wendy e Julie que escaparam da morte duas vezes.


Outra coisa, como revi agora não teve como não lembrar do acidente que aconteceu recentemente aqui no Brasil com a garota que caiu da Torre e morreu lá no Hopi Hari, sobretudo porque o primeiro brinquedo que aparece é algo equivalente. Quando Wendy tira a foto, percebe que apareceu apenas os dizeres "High di e" (morte no alto) ao invés de "High dive" (mergulho no alto) que aparecia normalmente. Isso já dá um indício de que as pistas estarão nas fotos. Pois é, as mortes foram mostradas nas fotografias feitas por Wendy.

Ah, outra coisa interessante - mas eu não posso afirmar absolutamente - é que a voz do demônio da montanha russa é a mesma do ator que faz o agente funerário nos dois primeiros filmes, aquele que acho que é a representação da morte. Ele fala algumas coisas interessantes dessa vez: "Você pode fugir, mas não pode se esconder", "este é o começo do fim", "você não pode voltar"...


Pouco antes da morte de Frankie aparece um caminhão de cerveja igual ao que aparece no segundo filme (que é a mesma marca que Carter bebe no primeiro). É esse caminhão que atrapalha Kevin e Wendy de saírem do carro.

O filme também tem aquela história de tentar atrapalhar a ordem e pular um. Mas, como sempre, a dona morte não gosta de ser enganada.

Apesar de terem sobrevivido três pessoas: Wendy, sua irmã Julie e Kevin, cinco meses depois eles se encontram num metrô (trem?). Wendy tem uma nova visão. Dessa vez um acidente terrível no trem levaria a vida deles. Nesse momento ela vê o número 180 no trem ao lado... como uma espécie de assinatura da morte. Só que tem um problema... eles estão indo em direção da última estação ("final destination") e não há como sair do trem. Bom, e é assim que a dona morte gosta.


Bom, vale a pena assistir... mas é bom que fique claro que é absolutamente mais do mesmo. A mesma história com personagens e mortes diferentes, e só.

Mas vale a diversão e a pipoca!!

Premonição 2

"Premonição 2" parte da mesma ideia do original: alguém tem a visão de um acidente, um grupo consegue escapar só que daí um a um vão sendo "ceifados" pela morte.

O segundo filme não foi escrito e nem dirigido por James Wong, mas por David R. Ellis que segundo o IMDB tem participação em diversos filmes de ação como dublê... além de ter dirigido "Serpentes a bordo"... enfim, nenhum grande mestre.


Bom, o segundo filme é interessante. Nele há uma importante ligação com o primeiro. Como Alex tinha visto o acidente de avião e impediu algumas pessoas de embarcar, a posterior morte dessas pessoas impediu algumas outras de morrerem. Coincidentemente era pra essas pessoas terem morrido no acidente da estrada mas Kimberly tem uma visão e os impede de entrar na estrada.

Algumas informações a seguir podem ser spoilers (caso ainda exista no mundo algum fã do gênero que não viu esse filme).

O filme começa no aniversário de um ano da tragédia com o vôo 180. (Aparece a notícia na tv). A câmera vai "passeando" pelo quarto de Kimberly e foca em um chaveiro em que se lê "Road RIP" (RIP pra quem não relacionou uma coisa a outra é uma sigla para "rest in peace", muito usada em túmulos). Bom, provavelmente está escrito "road trip", mas a letra T é tampada.


Quando Kimberly está saindo de casa para a viagem, o pai percebe que há uma mancha no chão onde estava o carro... é óleo, mas parece sangue. O pai liga para que ela averigue, mas os amigos não deixam.

Uma mendiga aparece do lado do carro com latinhas de refrigerante, o saco se rompe... No rádio fala do aniversário do acidente quando um ônibus escolar passa por eles. Kimberly troca a estação e toca a música "Highway to hell" do ACDC. Bom, "estrada pro inferno"!
Um caminhão de madeira enorme quase bate no carro e depois um outro passa por eles. É um caminhão de cerveja - curiosamente está escrito "beba com responsabilidade", mas o motorista está bebendo! A marca é fictícia: Hice Pale Ale. Bom, é a mesma marca da cerveja que Carter estava bebendo no café em Paris pouco antes de ser atingido pelo luminoso e morrer.

Kimberly também vê um garotinho brincando com um caminhão e uma caminhonete vermelha, como a de Kimberly. Ele faz os dois veículos baterem.


Logo depois acontece a visão... e todo o mega acidente.

Bom, isso foi a visão. Kimberly desperta exatamente na hora que a mendiga se aproxima do carro. Ouve o rádio, vê o ônibus escolar (que agora é um ônibus do colégio das vítimas do vôo 180), muda a estação... quando toca ACDC ela entra em pânico. Tenta impedir as pessoas de entrarem na rodovia colocando o carro no meio da pista. Um policial vai conversar com ela... quando ela sai do carro, o acidente acontece à frente deles... E um caminhão vindo na transversal atinge com tudo sua caminhonete, matando seus amigos. Ela olha pra placa de trânsito e lê o número 180.

Ela lembra do acontecido no ano anterior e pensa que pode estar acontecendo novamente. Pra variar, as vítimas "salvas" não acreditam que entraram para a lista da morte.


O primeiro a morrer de modo estranho foi o cara que ganhou na loteria. Ele se considerava muito sortudo pois tinha ganhado na loteria, escapado de um acidente daqueles... e, quando tudo parece dar errado, ele acha que tinha novamente escapado. Mas não, a morte não estava nem ai pra "sorte". Lembrando o que o agente funerário (Morte?) disse no primeiro filme: "Na morte não há acidentes, nem coincidências, nem azar e nem saída".

Depois disso, Kimberly com a ajuda do policial, que parece ser o único a acreditar nela, vai até Clear - que tinha sobrevivido ao acidente do vôo 180 e continuava viva (Alex tinha morrido atingido por um tijolo? Oi?) Clear tinha se internado em um manicômio, achava que ali estaria protegida de tudo.
Mas as palavras de Kimberly sobre ela ser covarde a fizeram sair de lá e tentar ajudar os sobreviventes.

As duas juntas chegam a conclusão que, desta vez a morte estaria agindo ao contrário... Já que os primeiros a morrer depois do acidente foram seus amigos e, depois deles o garoto da loteria - que na visão de Kimberly morreu pouco antes deles. Dessa forma ela consegue montar uma lista da possível ordem das mortes - só que num acidente como aquele, não teria como ser exata.

Os próximos seriam uma mãe e seu filho adolescente. O garoto não consegue escapar - se bem que eu acho que se ele tivesse morrido no consultório do dentista (como de início parece que vai acontecer) teria sido mais interessante!

Eles vão procurar o agente funerário - que ele é alguma coisa especial isso é! Dessa vez ele conversa mais ou menos na mesma ideia, de que não dá pra  fugir da morte. Diz que "somente vida nova pode derrotar a morte" e que deveriam seguir os sinais. Ah, ele sabe o nome da Kimberly sem ela ter dito!!!

Nora, a mãe do garoto morre um tempo depois, quando os outros sobreviventes se juntam para conversar sobre o que está acontecendo. Bom, nem todos. A grávida não estava lá.


Pensam que o bebê que ela espera pode ser a tal nova vida que o agente funerário falou. Pensam que se ela conseguir dar a luz ao bebê, tudo acabará.

Ao tentar encontrá-la, eles descobrem que há uma ligação entre todos eles e as mortes dos sobreviventes do vôo 180. Rory, o drogado, lembra que perdeu um concerto num teatro de Paris. Ele tinha as entradas mas além de estar "bem louco", um cara morreu bem ali perto porque tinha sido acertado por um luminoso (Carter). O teatro pegou fogo e todos morreram. Kat não morreu em uma explosão de gás em um hotel, que matou todos os hóspedes porque se atrasou - o ônibus que estava tinha atropelado uma garota (Terry). O policial Tom não morreu em um tiroteio que matou vários outros policiais porque saiu para atender a um chamado de acidente de trem que tinha batido em um carro, com um garoto morto por um estilhaço (Bill). O professor Eugene deveria ter morrido em um atentado no colégio, outro professor morreu - era pra ele estar dando aula naquela turma naquele dia, mas teve que substituir uma professora que tinha morrido (Sra. Lewton). Kimberly tinha ficado boquiaberta vendo na tv a reportagem sobre o "suicídio" de um garoto (Tod). Não acreditava que tivesse sido suicídio... só que por isso, se atrasou para se encontrar com a mãe, que foi morta por ladrões.
Se todos tivessem embarcado no vôo 180, todos ali também estariam mortos. Ou seja, a morte deveria estar muito brava com eles!



Só que no caminho pra encontrar a grávida, eles sofrem um novo acidente (que foi meio que ocasionado por ela - que estava sendo levada pro hospital pra ter o bebê).
A princípio ninguém se fere... mas depois! Ai ai ai... mais mortes! Só restam Kimberly e o policial - Clear também morre - carbonizada, como deveria ter sido nas duas outras vezes (avião e no carro, quando Alex a salva).
Não entrarei em detalhes de todas elas. O importante é que quando o bebê nasce Kimberly percebe que não acabou não... A mulher teria sobrevivido ao acidente! Ou seja, não é essa nova vida!
Ela liga as pistas e percebe que precisa "quase morrer".

Bom... parece que tudo tinha terminado bem. Ela consegue sobreviver, ganhar uma nova vida. Eles parecem estar felizes. Mas ai, é claro que a dona morte não gosta de deixar barato né?!


É bacana esse filme também. Dessa vez não há o apelo para personagens adolescentes bonitos. A maioria das pessoas envolvidas são mais velhas. Dessa vez a morte parece um pouco mais malvada!
Bom, eu fico pensando... É bem sádica essa dona morte. Por que ela não mata as pessoas com ataques cardíacos ou coisas do gênero? Bom, por que se fosse assim, não existiria um filme!!! hahahahaha!

Espero que a Dona Morte esteja bem entretida com outras coisas antes de olhar o meu nome na listinha! Por que... eu sei que ele está nela... Assim como o seu!

Premonição

Esses dias, depois de ter revisto "Eu sei o que vocês fizeram no verão passado", filme da época que eu era adolescente, resolvi rever, no mesmo pique, "Premonição", que também foi um sucesso naquela época.
Depois das sequências sem fim de clássicos dos anos 80 (Sexta-feira 13, A hora do pesadelo; Hallowen...), parecia que os anos 90 estava começando a criar uma nova safra de filmes de terror, que começou com Pânico. Eram filmes voltados pro público adolescente, com jovens bonitos e sensuais, uma pitada de humor e um vilão, que só seria descoberto no final. Esse era o esquema de Pânico, que foi copiado por "Eu sei..." e "Lenda Urbana" (outro que pretendo rever), que levaram multidões de adolescentes ao cinema. Ai, em 2000, surge "premonição". A fórmula teen é mantida, os personagens são adolescentes bonitos mas, o vilão não é um mistério, é a própria morte. Ou seja, não é um vilão que pode ser preso ou morto, mas que nos rodeia o tempo todo e nos torna absolutamente passivos. Nada podemos fazer para impedir a morte. Nada?


Lembro que na época (eu tinha a idade dos protagonistas) gostei demais do filme e até fiquei meio paranóica com algumas coisas bobas. Por exemplo, eu tinha (tinha?) muito medo de carro e sofri um assidente relativamente grave na Rod. Presidente Dutra... não estou me chamado de heroína, mas... se não fosse um berro meu, provavelmente todos teríamos morrido. Ninguém morreu, mas ai eu ficava o tempo todo pensando se eu não tinha enganado a morte e se ela não estaria brava comigo! Bom, ninguém daquela turma morreu (ainda)...

Premonição foi dirigido por James Wong que, nos anos 90 tinha dirigido alguns episódios de "Arquivo X". Pelo que parece, Wong tinha escrito o argumento de "Vôo 180" para um episódio do seriado, mas não foi aprovado. Então ele resolveu levar a ideia adiante. Um amigo seu, Glen Morgan, com quem trabalhava em "Arquivo X" resolveu comprar a ideia e, juntos, criaram "Final destination", nome original do filme. A dupla voltou a série em "Premonição 3".


Para quem ainda não viu, a história é basicamente esta: Alex é um jovem de 17 anos que está se preparando para conhecer a França com seus colegas do colégio. Tudo estava preparado, mas ao entrar no avião o jovem tem uma premonição: ele vê um assidente, o avião explodindo e todos eles morrendo. Quando acorda desse transe percebe que ainda está no avião e começa a gritar pra todos ouvirem que o avião vai cair e que eles precisam sair dali. Claro que as pessoas pensam que é só uma crise de medo de um adolescente mas, uma briga faz com que alguns deles sejam retirados de lá por policiais. Alex e mais seis pessoas ficam de fora do vôo... até que o avião que tinha acabado de decolar, explode!

Ao invés de ficarem gratos por Alex, de um jeito ou de outro, ter os tirado de lá... eles ficam assustados. Afinal, como ele sabia? Era difícil acreditar em "visão"!

Só que os sobreviventes começam a morrer de forma absolutamente estranha... e, curiosamente, na ordem que morreriam caso estivessem no avião. Ou seja, eles não podem fugir da morte! Eles conseguiram enganá-la por um momento, mas não para sempre!

Esse é o argumento básico do filme, mas agora eu gostaria de colocar algumas outras informações (algumas delas só percebi vendo o filme novamente - pra quem não viu, pode soar como Spoiler!)


A começar pelo vôo. O fatídico vôo 180 (o número do vôo era o nome original do filme, mas foi mudado - provavelmente para garantir continuações!). O número 180 aparece várias vezes no filme.
Na noite anterior ao embarque, enquanto Alex está dormindo, o relógio digital marca 1:00 e, muda momentaneamente para 1:80!
Alex tinha uma etiqueta de aeroporto em sua mala e fala que vai deixá-la lá para dar sorte, mas a mãe a arranca sem que ele perceba, dizendo que isso era uma bobagem. Bobagem?
Ai tem a coincidência da hora do vôo com o aniversário de Alex: 9:25 é o horário... e o seu aniversário é dia 25 de setembro (eles usam 09/25). Sua poltrona é a 25 da fileira I, que é a nona fileira... mais uma vez 09/25.
Outra coisa recorrente no filme é a música de John Denver, um músico americano que morreu em um assidente de avião. Toca John Denver em vários momentos importantes: no banheiro, antes deles embarcarem... A professora coloca John Denver pouco antes de morrer... Quando eles estão em Paris, no Café... Ah, a primeira vez que toca John Denver eles estão num banheiro e é exatamente num banheiro que acontece a primeira morte depois do avião.

Outra coisa interessante é a conversa que eles tem com o agente funerário. É ele que comenta que a morte tem sempre um esquema e diz "Na morte não há acidentes, nem coincidências, nem azar e nem saída" e, quando estão saindo diz a Alex: "Vejo você em breve". Ah, detalhe... o cara diz saber quem eles eram. Sabia como? Ou seja, algumas pessoas acham que aquele cara era a própria morte personificada. Será?

Alex começa a ter pequenas visões ao longo do filme. Por exemplo, antes de Terry (a segunda) morrer, ele vê o reflexo de um ônibus no vidro da lanchonete...


Ele consegue entender o esquema da morte, refletindo sobre o que ouviu do agente funerário e, depois da morte de Terry. Além disso, uma reportagem da tv mostra o que aconteceu realmente ao avião e a sequência da explosão... Por ai, Alex percebe que estão morrendo na ordem que morreriam se não tivessem saído. Por isso, ele sabe quem será o próximo.

A morte da professora é bem interessante... Uma série de fatores fazem com que ela chegue ao seu destino final. Uma coisa bacana é que na sua casa há uma porta com vitral e a imagem é uma espada. Em um momento, ela se abaixa pra pegar alguma coisa no chão e parece que aquela espada vai ferí-la... Bom, não foi exatamente uma espada, mas uma arma branca.

Alex e os outros 3 sobreviventes se unem para discutir o esquema da morte. Carter seria o próximo, mas Alex consegue salvá-lo. Com isso, a morte pula Carter e vai direto ao próximo: Billy. Percebem que é possível enganar a morte. Mas o próximo seria Alex... Só que ao ver no jornal a foto de duas garotas do colégio, percebe que ele não estaria no seu lugar, pois teria trocado de lugar com uma delas. Clear era a próxima. Alex também consegue salvá-la... mas não morre.


Seis meses depois eles (os três sobreviventes) conseguem, enfim, ir à França. Só que no café (que se chama Milo81), Alex percebe que está tocando John Denver... e que se ninguém o salvou, ele continuava sendo o próximo... E é claro que a dona Morte sabe disso! Coloca mais um acidente entre eles, só que Carter consegue salvar Alex, tornando-se consequentemente, o próximo outra vez. E ai... bom, ai a morte sabe o que fazer!!!!

Me deu uma super vontade de rever os outros filmes da série (bom, ainda não vi o 5). Sei que, de certa forma, são mais do mesmo... mas quero "investigar" possíveis relações.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Do Inferno

Hoje revi "Do Inferno, filme de 2001 com Johnny Depp no elenco.
A vontade de rever esse filme partiu de uma conversa, há alguns dias, com alguns colegas de trabalho que comentavam sobre os quadrinhos "From Hell" que deram origem ao filme. Na ocasião eles falavam que o filme não tem nada a ver com os quadrinhos e, uma das coisas mais importantes  é que no HQ a história é contada sobre o ponto de vista do assassino. Bom, eu não li mas confesso ter ficado bastante curiosa pra ler. O texto é de Alan More (que também escreveu "V de vingança") e a arte de Eddie Campbell.
Mas vamos ao filme.


"Do Inferno" conta a história do famoso Jack, o estripador, que está sendo investigado pelo inspetor Frederick Abberline (papel muito bem interpretado por Johnny Depp).
Jack, o estripador realmente existiu. Foi o primeiro assassino em série da história - bom, o primeiro que se tem notícia! E "notícia" é realmente algo importante nessa história, já que na época (segunda metade do século XIX) a imprensa ganha mais notoriedade. O caso foi altamente noticiado... todos falavam disso. Mas, na vida real, o criminoso nunca foi pego. Isso, é claro, fez com que várias suposições fossem feitas à respeito de quem e por quê.

O filme mantém algumas coisas reais dos fatos ocorridos em Londres em 1888. As vítimas do assassino realmente eram prostitutas... várias realmente foram encontradas nas ruas que aparecem no filme... elas realmente frequentavam o pub Ten Bells (que existe até hoje e, é claro, faz parte de um circuito turístico que refaz os passos do assassino! Sim, isso existe! hehehehe).

Vou contar algumas coisas que podem ser consideradas spoilers, mas enfim... acho importante para colocar minhas ideias!


Um grupo de prostitutas de Whitechapel está sendo ameaçado por cafetões locais que exigem que as coitadas paguem cada vez mais dinheiro para eles. A quantia que eles pedem é alta demais e elas não conseguem pagar. Uma delas, Annie, teve muita sorte, pois há algum tempo tinha sido tirada dessa vida por um homem rico. Eles se casaram e tiveram uma filhinha. Mas uma coisa muito estranha acontece... Alguns homens invadem o quarto em que Annie está com seu marido. Eles o levam, amarrado em uma carruagem e Annie, em outra. Esse sequestro é seguido de um brutal assassinado: uma das garotas aparece morta.
O inspetor Abberline desconfia que o crime não tenha acontecido pelas mãos de um assassino qualquer, mas por alguém que conhecesse o modo de cortar carne, ou seja, um açougueiro... ou quem sabe, um médico.
O fato é que na história, Abberline se encontra em uma rede de intrigas que vão além de seus poderes. Ele começa a desconfiar de pessoas poderosas e isso pode ser perigoso para ele.
Além de sua desconfiança de detetive, o inspetor tem visões... nelas, vê o assassino cometendo seus crimes, vê os rostos das vítimas... mas não o do assassino.

Descobrimos que Annie tinha sofrido alguma coisa parecida com a lobotomia (ok, sei que a lobotomia só foi inventada em 1935, mas não sei o nome do procedimento que eles usam no filme... sei que o resultado é meio que o mesmo)... mas ela não era louca. Ou seja, por quê?? Tem algo errado ai!

Ai vamos ligando as peças (ou melhor, Abberline vai ligando as peças) e descobrimos que o "marido" de Annie era o príncipe! Oh, que escândalo!!! E ele estava com sífilis!


A invenção do filme (invenção??) é que os assassinatos foram uma forma de silenciar as moças que sabiam que o príncipe tinha uma filha com uma prostituta. Era preciso "punir", de certa forma, as prostitutas por essa quase destruição da força da monarquia. E quem vai ajudar: a maçonaria!
Pois é... a maçonaria é a responsável. Todos eles sabiam... mas não falavam nada. Claro que o assassino acaba saindo do controle, afinal, como a própria rainha diz, ele não precisava ter feito todo aquele "show de horrores". E então, claro, a própria maçonaria o pune.

Não sei se o filme tem a intenção de criticar a maçonaria... mesmo. Creio que se tem uma crítica, é mais à monarquia... afinal, a maçonaria agiu a mando da coroa.


Bom, de forma geral, este é um filmão!
Não é exatamente um filme de terror (apesar de ser catalogado dessa forma), é mais um filme de suspense. Os atores estão ótimos, a fotografia é linda (A visão noturna de Londres, o preto e o vermelho! Incrível!)... É bem interessante lembrar que Abberline é viciado em ópio e adepto da famosa "fada verde", o absinto - claro que, com algumas gotas de veneno! Inclusive, suas visões sempre eram "verdes", graças ao estado de "graça" alcançado pelos alucinógenos - que eram muito comuns naquela época.

sábado, 30 de junho de 2012

Deixa ela entrar / Deixe-me entrar

Já faz um tempo que vi esses filmes, mas só agora tive um tempinho pra vir até aqui escrever alguma coisa sobre eles.
Para quem ainda não viu e não sabe nada a respeito, "Deixa ela entrar" (Lat den rätte komma in) é um filme sueco de 2008 que chegou por aqui na Mostra Internacional de Cinema e "Deixe-me entrar (Let me in) é uma refilmagem da mesma história feito por americanos em 2010.

Gosto muito dos dois filmes, mas é evidente que o segundo é desnecessário. Como o próprio diretor do filme sueco disse, bem que os americanos poderiam se contentar em ler as legendas!
O motivo do meu comentário é que os dois são praticamente iguais. Sei que ambos foram feitos a partir de uma mesma história, o best seller escrito em 2004 por Johj Ajvide, que também assina no roteiro da versão original (e colabora para a versão americana), mas bem que o segundo poderia ter sido um pouco diferente... (ou não existente! rs).

Trata-se de uma história de vampiros, ou melhor, do envolvimento de uma vampira com um garoto comum. Opa! Isso parece Crepúsculo!!! Calma! Gostaria de enfatizar que a semelhança termina por ai. Nesse filme os vampiros são seres que precisam de sangue humano, não podem ser expostos à luz do sol e precisam ser convidados para entrar nos lugares. Ou seja, a boa e velha tradição vampiresca! Nada daqueles vampiros vegetarianos que brilham ao sol.



O menino Oskar (Owen na versão americana), de 12 anos, vive com sua mãe divorciada em um conjunto simples de apartamentos no suburbio de Estocolmo. Ele é muito sozinho e sofre com a perseguição de alguns garotos metidos a valentões da escola. Em sua solidão, imagina-se agredindo seus agressores com uma faca, numa espécie de válvula de escape. Evita falar sobre isso com a mãe e, sempre que aparece machucado (por causa dos meninos) inventa histórias, para não admitir que é uma vítima. Acontece que chega no conjunto onde ele mora uma menina um pouco estranha, a pequena Eli (Abby na versão americana). Eles acabam ficando amigos, já que os dois tem problemas... e são solitários. A doce garota é na verdade uma vampira que precisa de sangue pra sobreviver. Ela vive com um homem que a protege. Ele não é um vampiro, mas sai em busca de sangue para levar a ela. Acontece que ele já não está tão em forma e se atrapalha para conseguir o que precisa, obrigando a menina a ter que resolver seu problema sozinha.

Bom, se contar mais acabo entregando a história! E não é essa a intenção. Acredito realmente que "Deixa ela entrar" deva ser visto por todos aqueles que gostem de cinema fantástico, histórias de vampiros ou simplesmente bons filmes que falem de amor e amizade.


Algo que me chama muito a atenção é a montagem dos filmes. No original, as cores são frias, combinando com o clima frio das cenas, tão cheias de neve. Não há muitos efeitos especiais e as coisas acontecem tão poeticamente (sobretudo a trilha sonora) que nem achamos ruim, pelo contrário... nem é necessário. Os atores escolhidos para os papais principais, os dois adolescentes, são ótimos! Além disso caem como uma luva para a história: Oskar, lorinho, com carinha de anjo... fraco e até mesmo com um rosto meio feminino. Eli, morena, com olhos grandes e traços fortes e masculinos.


Na versão americana, as cores são mais avermelhadas - apesar da história também se passar no frio, com muita neve. O menino Owen também tem uma carinha de frágil, mas a menina também tem. Abby é tão lindinha que dá vontade de abraçá-la... mesmo quando está toda suja de sangue. Acho que isso tira um pouco das "entrelinhas" do filme original (nas duas versões, em um determinado momento, ela diz ao menino que "não é uma garota"... claro que muitos pensam: claro que não, ela é uma vampira! Mas na versão origal há mais do que isso!).



Algumas pessoas não gostaram da versão americana. Penso que muito disso foi a birra causada por terem refilmado um filme tão perfeito (e tão recente). Eu já disse que acho desnecessária a cópia americana, mas tenho que assumir que gostei dela também. Gosto mais da versão do filme americano para a segunda tentativa de obter sangue pelo "cuidador" da menina... e também a cena da piscina é mais emocionante e sangrenta. Outra coisa que há na versão original que foi tirada no remake foi a cena dos gatos... quem ver os dois provavelmente concordará comigo: a cena é interessante... mas um pouco inverossível, afinal de contas, alguém que acabou de ser atacado... e está sangrando não iria pra casa pra depois ir a casa de um amigo... iria direto ao hospital!




Em uma época em que tanto se fala de bullyng, esse é um filme que mostra a revanche do zuado! O garoto franzino que é sacaneado pelos mais fortes, zuado e humilhado, resolve mudar as coisas e se vingar. Em uma cena (nos dois filmes) a menina diz que ele precisa revidar, que enquanto ele não revidar, os garotos não pararão de atormentá-lo. Que ele precisa enfrentá-los para impor respeito... e que se não der certo, ela o ajudará.






Mais do que um filme de vampiros, é portanto uma história de um garoto triste. É a história de uma amizade que vai além de preconceitos. Os dois são diferentes. Os dois são excluídos. Não há nessa história o glamour dos vampiros tradicionais, mas mostra a dificuldade de ser diferente em um mundo em que todos querem ser iguais. Em um determinado momento quando Eli (Abby) pergunta a Oskar (Owen) se ele ficaria com ela mesmo que ela não fosse uma garota, ele diz que sim. Ele não está envolvido pela garota, mas pela pessoa que ela é.

Vejam, comentem.

Não sou muito boa com as palavras... mas gosto de tentar escrever! rs

Alien, o oitavo passageiro

"Alien", de 1979, dirigido por Ridley Scott, é considerado um dos filmes mais assustadores de todos os tempos. Bom, concordo em partes. O filme realmente tem um clima tenso e traz uma criatura medonha, que realmente é de assustar qualquer um.

A história (pra quem, por acaso nunca viu esse clássico) é a seguinte: a nave espacial Nostromo, que era um cargueiro - pois é, a ideia é que a nave estava transportando minérios para a terra, recebe sinais vindos de um asteróide. A ordem é que parem para investigar o local para tentar decoficar a mensagem - que poderia ser um pedido de socorro. Alguns dos tripulantes saem a campo para ir até o local que estava enviando os sinais. Lá, um deles é atacado por um estranho ser.
Apesar de haver uma regra de quarentena, que proibia a entrada na nave de tripulantes infectados, o cientista autoriza a entrada deles, sobretudo porque a tal criatura estava sufocando o tripulante e poderia matá-lo.


O que eles não sabiam é que a tal criatura, que mais parecia um carangueijo alienígena era, na verdade, apenas um hospedeiro que carregada o embrião de um alienígena muito mais forte e poderoso! E ai o "oitavo passageiro" começa a desencadear o terror absoluto na nave.

A cena do alien saindo da barriga do cara é uma das mais conhecidas da história do cinema.



O interessante ao rever esse clássico é perceber a noção de futuro que o diretor e sua equipe tinham. O filme se passa em um futuro bem distante, onde naves espaciais viajam para vários fins (como a Nostromo, que era uma nave-cargueira). Só que nesse futuro distante, os computadores são super arcaicos! Hoje em dia temos coisas muito mais modernas! Ok, eles não poderiam imaginar... mas então porque não piraram um pouquinho mais?? Em Star Wars, por exemplo, eles usam umas coisas mais interessantes, que ficam menos parecidas com a nossa tecnologia e dão um ar futurista mais plausível.

Não que isso seja um defeito. Imagina! O mais importante no filme não é o cenário, mas a relação da tripulação com esse "oitavo passageiro".

O clima tenso do filme é enfatisado pela claustrofobia provocada pela nave. Eles não tem pra onde fugir, os espaços são pequenos e escuros. Outra coisa que acentua o clima tenso é que o diretor mostra o Alien muito pouco... o que fica é a tensão de que ele vai aparecer a qualquer momento para fazer mais uma vítima. Os sons também ajudam a deixar o clima tenso: em muitos momentos é só silêncio e, no máximo, o som da respiração dos personagens! Genial!


Este é um filme imperdível, não só para aqueles que gostam de filmes de terror, mas para aqueles que gostam de cinema de um modo geral! É um clássico!