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sábado, 30 de junho de 2012

Alien, o oitavo passageiro

"Alien", de 1979, dirigido por Ridley Scott, é considerado um dos filmes mais assustadores de todos os tempos. Bom, concordo em partes. O filme realmente tem um clima tenso e traz uma criatura medonha, que realmente é de assustar qualquer um.

A história (pra quem, por acaso nunca viu esse clássico) é a seguinte: a nave espacial Nostromo, que era um cargueiro - pois é, a ideia é que a nave estava transportando minérios para a terra, recebe sinais vindos de um asteróide. A ordem é que parem para investigar o local para tentar decoficar a mensagem - que poderia ser um pedido de socorro. Alguns dos tripulantes saem a campo para ir até o local que estava enviando os sinais. Lá, um deles é atacado por um estranho ser.
Apesar de haver uma regra de quarentena, que proibia a entrada na nave de tripulantes infectados, o cientista autoriza a entrada deles, sobretudo porque a tal criatura estava sufocando o tripulante e poderia matá-lo.


O que eles não sabiam é que a tal criatura, que mais parecia um carangueijo alienígena era, na verdade, apenas um hospedeiro que carregada o embrião de um alienígena muito mais forte e poderoso! E ai o "oitavo passageiro" começa a desencadear o terror absoluto na nave.

A cena do alien saindo da barriga do cara é uma das mais conhecidas da história do cinema.



O interessante ao rever esse clássico é perceber a noção de futuro que o diretor e sua equipe tinham. O filme se passa em um futuro bem distante, onde naves espaciais viajam para vários fins (como a Nostromo, que era uma nave-cargueira). Só que nesse futuro distante, os computadores são super arcaicos! Hoje em dia temos coisas muito mais modernas! Ok, eles não poderiam imaginar... mas então porque não piraram um pouquinho mais?? Em Star Wars, por exemplo, eles usam umas coisas mais interessantes, que ficam menos parecidas com a nossa tecnologia e dão um ar futurista mais plausível.

Não que isso seja um defeito. Imagina! O mais importante no filme não é o cenário, mas a relação da tripulação com esse "oitavo passageiro".

O clima tenso do filme é enfatisado pela claustrofobia provocada pela nave. Eles não tem pra onde fugir, os espaços são pequenos e escuros. Outra coisa que acentua o clima tenso é que o diretor mostra o Alien muito pouco... o que fica é a tensão de que ele vai aparecer a qualquer momento para fazer mais uma vítima. Os sons também ajudam a deixar o clima tenso: em muitos momentos é só silêncio e, no máximo, o som da respiração dos personagens! Genial!


Este é um filme imperdível, não só para aqueles que gostam de filmes de terror, mas para aqueles que gostam de cinema de um modo geral! É um clássico!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A hora da escuridão


Esta é uma produção russa e americana sobre uma invasão alienígena.
Dois amigos americanos vão até a Russia para vender uma ideia de um aplicativo para a internet (mas não dá certo, já que a ideia deles é roubada por um vigarista). Já que estavam em Moscou, eles resolveram ir até uma boate para beber e afogar as mágoas. Lá encontram duas garotas americanas. Enfim, é basicamente isso... até que Moscou é invadida por alienígenas. Mas nada de monstros verdes, gosmentos ou naves espaciais... os ETs pareciam luz. Só isso, luz! A princípio é até bonito. Mas só até as pessoas perceberem o quanto eles eram mortais! Ai é aquela correria pra tentar escapar e sobreviver. E é isso.


Confesso que não gostei nem um pouco do filme. Primeiro fiquei muito brava porque ele me foi vendido como filme de terror e, em nenhum momento (nenhum mesmo) eu senti medo... nem um medinho de nada. A situação até poderia ser aterrorizante, mas o diretor não conseguiu passar essa sensação. Outra coisa que me deixou muito brava foi o fato do filme ser em 3D. O ingresso é mais caro e, de boa, não precisava! Não tem nada que faça com que o efeito 3d seja necessário.
Ou seja, um filme fraco, com efeitos especiais medíocres, que não me causou nenhuma emoção (nada... nem medo, nem dó de personagens, nem nada).


Nem queria perder meu tempo escrevendo sobre ele aqui no blog, mas dai pensei no fator "utilidade pública"! Além disso, achei o filme tão ruim, mas tão ruim que tenho até medo de precisar vê-lo novamente! (como uma espécie de tortura).

Tenho pena de alguns atores que pagaram mico na produção. Mas enfim, cada um tem que assumir as bombas que faz!

Mesmo. O filme é uma bomba!


Ah, só um comentário sociológico. O filme se passa em Moscou, Russia. O diretor é russo. Mas até boa parte do filme, dá a impressão que eles querem mostrar o quanto a Russia está americanizada (foco em várias marcas, out doors, cartazes... sobretudo o Mc Donald's - a ponto de me questionar se eles patrocinaram o filme!). Parece que há uma necessidade de criticar a Russia!

Quando o vigarista avisa aos rapazes americanos que roubou sua ideia, diz: "This is Russia!" (oi! como assim? Lá eles são ladrões? Lá roubar é normal?). Na boate, quando acaba a luz (sinal da chegada dos ETs) alguém fala "Ah, Moscou...", como se isso fosse normal por lá! (ou como se só lá acabasse a energia!).
Ai, no final, eu fiquei com a ideia de que o diretor deve ser um saudosista da União Soviética! Pois os sobreviventes pareciam soldados soviéticos! Na hora dos guerreiros, dos sobreviventes, dos que podem salvar a humanidade: a velha Russia! A Russia orgulhosa do seu arsenal bélico, dos seus submarinos! (Senti uma certa nostalgia da Guerra Fria).

Mas enfim, bomba!

Só percam seu tempo se realmente não tiverem mais nada pra fazer! (E olha que, de verdade, ficar em casa vendo Domingão do Faustão pode ser mais divertido!).

#desculpe o desabafo!

terça-feira, 13 de abril de 2010

PULSE


Hoje me deu vontade de voltar a escrever aqui nesse blog (nem sei se alguém lê, mesmo assim, vim escrever). Passei em uma videolocadora aqui perto de casa que está fechando e vendendo alguns títulos e fui lá procurar algo pra comprar e ver (algo que fosse barato - tinha pouco mais de sete reais no bolso). Comprei 2 DVDS pela bagatela de R$7,00; DVDs originais (mais velhos e gastos - afinal eram de uma videolocadora); um deles foi pra fazer uma série de posts que venho pensando há tempos: sobre os grandes vilões do cinema. Pensei em começar por Hannibal Lecter (meu preferido). Já tinha os filmes "O Silêncio dos Inocentes", "Hannibal" e "Dragão Vermelho"... mas me faltava "Hannibal, a origem do mal" (que já vi na TV). Comprei tal DVD pela bagatela de 3,90. Com os outros 3,00 que me sobraram comprei um filme que não tinha visto e que também nunca tinha ouvido falar. Não tinham muitas opções de terror na loja (e os outros, mais bacanas, estavam mais caros e fora do meu orçamento minguado). O filme é PULSE e é sobre ele que falarei nesse post.

PULSE
titulo original: (Pulse)

lançamento: 2006 (EUA)
direção: Jim Sonzero
atores: Kristen Bell , Ian Somerhalder , Christina Milian , Rick Gonzalez , Jonathan Tucker
duração: 90 min
gênero: Terror

Pulse é um filme bem fraco (para aqueles que gostam de terror), mas não é de todo ruim. A ideia original é boa (garotos investigam ondas magnéticas em busca de uma super rede e, acabam descobrindo em uma frequencia diferente, o mundo dos mortos. O problema é que isso faz com que os mortos consigam atingir nosso mundo usando a rede. O caminho é aberto e não pode mais ser fechado. Esses mortos querem vida e por isso tiram-na dos vivos. Usam a rede para chegar até as pessoas: internet, telefones celulares e afins. Ou seja, não há como fugir. A única maneira é sair das cidades e ir pra locais ermos onde não há conexão nenhuma... nenhum sinal de celular, por exemplo! (Oh, não! Isso sim é assustador!!! hehehehehe).
A ideia de usar o tema da tecnologia e das ondas que levam informações foi bem interessante pra mim. Mais um filme que tem uma boa ideia mas um péssimo roteiro. Vi que ele foi baseado em uma história oriental de Kiyoshi Kurosawa (que virou o filme "Kairo"). Não vi o filme original, apenas alguns videos no youtube. Me pareceu bastante parecido com o americano... algumas cenas eu poderia até dizer que o diretor Jim Sonzero copiou do original... Enfim, o fato é que mais uma vez vejo uma história bacana que foi "assassinada"  no cinema. Penso que as histórias japonesas são melhores se contadas (como os causos que ouvi tanto quando criança no interior) do que se transformadas em filmes. Penso o mesmo de "O chamado", "O grito", "Espíritos" e outros filmes japoneses que foram adaptados pelo cinema americano. Creio que se tivesse ouvido essas histórias sentada em volta de uma fogueira, teria arrepiado de medo.
Voltando a falar de PULSE, é um filme sem muitos sustos e sem muitos momentos de tensão. Não é um daqueles filmes que ficamos presos na poltrona, tensos... Há alguns momentos de susto: sim, mas só para os mais desavisados e que se assustam falcilmente. Vale a pena ver? Bom, se você gosta de terror oriental, sim. Se entende um pouquinho de redes e frequencias eletromagnéticas e gosta de teorias de conspiração: também. Agora se você é fã do bom e velho filme de terror, repleto de suspence, sustos e sangue: não perca seu tempo.
Pelo que vi na internet (só agora depois de tê-lo comprado e visto) é que muita gente não gostou. Mas também há quem o defenda.



Em breve: HANNIBAL
(A ideia é falar de meus vilões preferidos).