sexta-feira, 22 de junho de 2012

A Hora do Espanto 2011

Costumo não gostar de remakes (poxa... não há mentes criativas em Hollywood?) mas vi, enfim, o remake do clássico dos anos 80 "A hora do espanto". Gosto muito do filme antigo e por esse motivo fiquei com uma pulguinha atrás da orelha.



O remake está atualizado para uma era de internet, sms e "Crepúsculo". Há até uma piadinha sobre a série no filme!

Charlie é um garoto normal de uma pequena vila americana. Tem um passado nerd vivido ao lado de Ed... mas tenta escondê-lo para se misturar com a turma mais popular da escola. Tem uma namorada gata e despreza o amigo de infância.
Sua vida irá mudar quando a casa ao lado é ocupada por um vizinho muito estranho: Jerry. Ele é um super gato, sedutor, de hábitos noturnos. Ele parece ser um cara bem legal, simpático e prestativo... mas, depois de alguns acontecimentos, Charlie descobre que ele é um vampiro.
Seu amigo Ed já tinha percebido, graças às suas nerdisses! Mas Charlie demorou para acreditar... achando que o rapaz era um idiota... afinal, vampiros não existem!!! hahahahaha!



Incapaz de convencer alguém, Charlie procura Piter Vincent, que nessa versão é um jovem mágico charlatão que tem um show de horror na tv. Ele é um personagem exótico e cheio de problemas... chega a ser caricato! A princípio ignora Charlie, até perceber que ele estava falando a verdade.

Bom, apesar de ser um remake e de eu ser bastante fã do original, não fiquei incomodada com a nova versão não.  Não supera o antigo, mas não faz tão feio assim.
O diretror (Craig Gillespie) consegue manter algumas características do filmes original, como por exemplo o humor. Algumas cenas clássicas também são mantidas, como por exemplo a bocarra da namoradinha do Charlie na cena da Boate - claro que com efeitos especiais bem melhores! rs


Os atores me surpreenderam... Achei Colin Farrell gatíssimo! hahahahahaha! É que isso é importante pra manter o clima do filme original! (Eu era apaixonada pelo vampiro - que dá de dez a zero no Edward!)

Apesar de não gostar de remakes, gostei desse... preciso assumir! Claro que no começo eu ficava comparando os dois filmes, mas depois me deixei levar pelas alterações...

A única cena que não gostei muito foi a da perseguição com o carro... meio bobo... meio trash (bom, talvez essa tenha sido a intenção do diretor, já que o original era mega trash!)
Indico.
Ah, cheguei até a levar alguns sustos!!! hehehehehe

Boa pedida para uma tarde chuvosa de julho... comendo pipoca embaixo do cobertor!!!

O Pacto (Suicide Club)

Depois de ter visto "Jogos Suicidas" procurei algum outro filme sobre o assunto e encontrei esse japonês: "O Pacto".


Não gostei nem um pouco do título em português, já que existem outros filmes, que não têm nada a ver com este, com o mesmo nome.

Imagine só que assustadoramente bizarro, se a seguinte cena acontecesse perto de você... naquele dia, depois do trabalho... quando você está na plataforma do metrô: 54 estudantes, do nada, se juntam na plataforma, dão as mãos, fazem uma contagem e... puft, saltam sobre a linha cometendo suicídio coletivo!


Chocante, não é? Pois é exatamente assim que começa esse filme. E a cena não economiza em gore! O trem esmigalha todos aqueles adolescente, fazendo sangue voar pela plataforma, aterrorizando as pessoas que estavam ali... Medonho. Confesso que naquele instante pensei em desligar tudo e sair correndo dali! Pensei nos meus alunos adolescentes (muitos orientais como os do filme), lembrei de um ex aluno que se matou (pulando de uma ponte na 23 de maio) e tive vontade de chorar.
Fazia tempo que uma cena de filme não me deixava tão impressionada.


Dei uma pausa, respirei fundo e voltei a ver o filme.
Não sei exatamente se gostei... na verdade preferia não ter visto, mas não porque seja ruim... é que realmente achei bem chocante. Me deixou mais boquiaberta que o famoso "A Serbian Film" (que deixou muita gente de cabelo em pé).

Bom, depois do suicídio coletivo no metrô, começa uma investigação policial... Seria aquilo uma fatalidade ou um crime arquitetado por alguém ou por algum grupo? A situação se complica (fica ainda mais perturbadora) quando a polícia encontra na estação uma bolsa com uma "corrente" de pele humana, com pedaços de peles tatuadas que, obviamente, eram dos envolvidos no incidente do metrô). O que deixa as coisas ainda mais polêmicas, é o aparecimento de um site que é automaticamente atualizado após os suicídios. A polícia e a mídia tentam abafar o caso (como fazem sempre que acontecem suicídios - você já reparou que esse tipo de notícia não aparece na midia??? Você sabia que quase todos os dias pessoas se jogam nas linhas do metrô de São Paulo? Nada de notificações, e por quê? Para evitar comentários... para evitar que outras pessoas façam o mesmo).


No filme, foi impossível abafar um caso daquele tamanho, apesar dos esforços da polícia. Ele ganha proporções assustadoras e o suicídio começa a virar "moda".

Os jovens tratam os acontecimentos com descaso... como se isso fosse algo banal, como se a vida não valesse tanto assim. Algumas cenas são de arrepiar, ainda mais porque são todos adolescentes (também têm alguns jovens adultos, mas o "bicho pega" mesmo entre os mais novos). Nossa... eles falam em se matar como se estivessem combinando de ir ao shopping. As mortes soam como um pacto mesmo... uma ligação eterna entre essas pessoas! Credo!


No filme há uma banda pop que tem alguma conexão com as mortes... durante o filme praticamente todo eles cantam coisas que, de certa forma, incentivam a molecada. As letras parecem inocentes... mas podem gerar outras interpretações... afinal de contas, todos ouvem "Desert"!



O filme é meio enigmático, nem sei se entendi direito, mas na boa... nem quero ver outra vez pra tentar entender melhor. É uma daquelas produções que, certamente, gerou fãs e fez outros tantos detestarem. Eu realmente não sei em que grupo me incluo. Achei sensacional... mas fiquei chocada, e como disse, não veria novamente.
O filme é de 2002 e foi dirigido por Shion Sono (que fez alguns filmes pornôs gays)... Trata de um assunto muito sério para os japoneses, já que têm a maior taxa de suicídios do mundo, sobretudo entre os adolescentes.



Bom, nem consigo escrever direito sobre ele... As lembranças me deixam arrepiadas.

Eu indico somente para pessoas de estômago forte e que não se impressionam facilmente. Além disso, é importante lembrar que os suicidas são, em sua maioria, adolescentes (o que me deixou mal). Apesar de confuso e estranho é uma boa produção...
Àqueles que ficaram curiosos mas costumam fechar os olhos em cenas fortes, saiba que nesse filme seus olhos serão fechados várias vezes!!!!

Jogos Suicidas

Já faz um tempo que não escrevo aqui no Blog... tive alguns problemas de falta de tempo e também falta de internet... nesse meio tempo vi vários filmes e preciso colocar os posts em dia. Vou começar por "Jogos Suicidas".
Vi esse filme por acaso... Nunca tinha ouvido falar dele e, talvez por isso, começo já adiantando que foi uma boa surpresa.


"Jogos Suicídas"(Die, no original) é uma produção canadense e italiana dirigida por Dominic James com roteiro de Domenico Salvaggio e Nick Mead. Procurei na internet e não achei nada significativo dessa turma ai... ou seja, totalmente tiro no escuro... Por falar em tiro no escuro, é um pouco por ai o filme!

Na capa do filme está escrito "ABRA SUA CAIXA, JOGUE O DADO, DEIXE O DESTINO DECIDIR".

O título original, "Die"nos faz pensar em morte, numa tradução literal do inglês... Mas o que percebemos só depois de ver o filme (ou, pelo menos prestando atenção na capa) é que é, na verdade, um jogo de palavras... É que além de significar MORTE, "die" também é usado para DADO... o cubinho usado em jogos! Pois é... e é ai que mora a ideia do filme.



Um homem de meia idade está em frente a uma mesa. Aparentemente acabou de jantar. Pede a seu filho que jogue o dado...  Ele joga... O homem pede para o garoto se retirar. Ele, então, coloca balas na arma, gira o tambor e atira... O garoto, que tinha ficado espiando (apesar das ordens do pai) vê tudo. Seu pai estava morto.




Depois dessa abertura um tanto triste (na minha opinião), nós vamos conhecer seis personagens. Eles acordam misteriosamente em celas de vidro sem saber como chegaram lá (ok, fórmula manjada, vista anteriormente em diversos filmes do gênero, como as famosas séries "Cubo" e "Jogos Mortais"). Todas, muito nervosas, tentam entender o que está acontecendo, o porque estão ali, que motivos algum bandido teria para sequestrá-las. Eis que surge um homem misterioso que as obriga a participar de uma terrível experiência... e ai, fica bem claro quais são suas intenções e porque eles estão ali.

Cada participante tem gravado uma marca em seu braço, bolinhas, como as dos dados. Cada um tem um número (de um a seis) e essa marcação, que determinará a ordem de sua participação nos jogos, foi previamente escolhida pelo sequestrador através de um sorteio com dados, claro!

Os dados, famosos dados.

Descobrimos que o que essas pessoas tem em comum é o fato de todas serem suicidas. Despresavam a vida e tinham atitudes auto-destrutivas.
Todos haviam tentado se matar de alguma maneira. Alguns, de forma mais rápida, outros, de modo lento... Só que agora, essas ações afetariam outras pessoas.

Elas precisam participar de um jogo de dados e, o resultado... bom, é de deixar o espectador nervoso, já que dependendo do número sorteado alguém poderá morrer ou não. A vida de um é colocada nas mãos do outro. A sorte decidirá... ou melhor, o dado.



Enfim, o filme segue bastante o esquema de "Jogos Mortais". O vilão não é exatamente um vilão, mas alguém que tenta fazer com que suas cobaias alcancem a redenção, mudem de vida... Não há nenhuma genialidade no roteiro...  O ritmo é mais lento e a produção não é grandiosa (já disse que é um filme canadense e italiano). Não é nenhuma preciosidade mas me agradou muito. Confesso até que gostei mais dessa ideia do que a de "Jogos Mortais", acho que faz mais sentido. Além disso me fez pensar bastante sobre a vida, e o quanto minhas ações podem interferir na vida dos outros.

Eu indico pra vocês!
Mas que fique claro que é mais psicológico que gore... se quer ver gore mais ou menos no mesmo estilo, veja "Jogos Mortais".

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A filha do mal

Apesar de já estar de saco cheio com os falsos documentários (mockumentary) que, infelizmente pipocaram no gênero de terror, fui assistir "A filha do mal".
O filme que estreou no começo de fevereiro nos Estados Unidos em primeiro lugar nas bilheterias (arrecadando U$34 milhões) não fez tanto barulho por aqui (pelo menos não que eu tenha percebido).

Estrelado pela brasileira Fernanda Andrade, o longa não traz nada de novo, o que é uma pena! O cinema de terror está tão carente de boas produções que faz com que pessoas como eu, cada vez mais, olhem os filmes do passado como grandes obras de arte - mesmo que sejam medíocres.


A história é relativamente simples: uma moça chamada Isabella (a brasileira) é filha de Maria (que matou de forma muito estranha, três pessoas há 20 anos). Fica sabendo que a mãe matou tais pessoas durante um exorcismo feito nela (apesar de a igreja não assumir tal fato) e assim, ela resolve investigar o que realmente aconteceu. A mãe estava internada em um hospital psiquiátrico em Roma e, sendo assim, Isabella parte pra lá na companhia de um cinegrafista para gravar um documentário a respeito de sua mãe. Apesar das negações, a ideia de que Maria vive possuída permanece na cabeça de Isabella.
Em um curso sobre exorcismo no Vaticano ela conhece dois padres que fazem exorcismos sem autorização da igreja.
E ai as coisas ficam meio obvias! É claro que Maria está possuída... não por um, mas por vários demônios. É claro que eles não são fortes o suficiente para salvar Maria (e nem a eles mesmos).


O filme é fraco, previsível, nem um pouco assustador e, pra piorar a situação tem um final péssimo. Além disso, no começo parece um documentário montado e editado e depois se transforma em um monte de colagens... Pra mim esse é um erro grosseiro de direção e edição. Como assim? Pelo menos isso eles deveriam ter mantido! Ou ser editado inteiro ou em nenhum momento.

Alguns pontos  conseguem salvar o filme (por alguns minutos): a atriz Suzan Crowley, que faz Maria - que se destaca muito dos demais... e o som (claro que isso só será percebido no cinema ou em uma casa com boa aparelhagem). A espacialização do som ajudava a plateia ter alguns sustos... em um momento, chegamos até a achar que tinha acontecido alguma coisa na sala de projeção.


A história em si não é ruim. O que me irritou foi o fato deles fazerem nesse estilo de mockumentary. Poxa, chega!!!! Eu sei que eles fazem pra ganhar dinheiro (o filme custou US$ 1 milhão e, como disse, faturou US$34 milhões só na estreia nos EUA). É uma mina de ouro!!! Mas poxa, cadê a criatividade? Cadê o respeito aos amantes do gênero?

Outro comentário é em relação ao final ruim. Foi algo bobo e que me deixou com medo!!! Calma, não medo do filme em si, mas medo de que possa gerar uma continuação!!!

Pra quem nunca viu um filme de exorcismo, ok! Pode ser uma experiência legal... mas não foi pra mim! (E olha que fui totalmente na boa, sem nenhuma expectativa).

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

11.11.11

Já faz um tempo que vi o filme 11.11.11 (queria ter visto na tal data, mas forças do destino - ou melhor, do trabalho - não me permitiram). Demorei pra escrever sobre o filme principalmente por não saber direito o que senti sobre ele.
Fui ao cinema sozinha (pra variar... como sempre faço quando quero ver algum lançamento de terror) numa segunda-feira a tarde pra conferir o filme de Darren Lynn Bousman (que assina o roteiro e a direção). Claro que me irritei com os adolescentes no cinema - confesso que muitas vezes meu instinto "Jason" aflora e tenho vontade de estourar os miolos de todos que insistem em ver filmes conversando e fazendo barulho. Mas passa... hehehe


O filme foi lançado no 11.11.11 pra aproveitar todo o merchan da data que há tempos é cercada de muito misticismo. Muita gente maluca falava do 11.11.11 como sendo um dia que várias coisas bizarras aconteceriam (bom, eu estava na sala de aula com meus alunos às 11:11:11hs e nada demais aconteceu nadaquele dia!). Vários sites falavam da data... alguns até bem engraçados (olha a cética!). O fato é que 11 de novembro de 2011 passou, nada aconteceu e todos eles ficaram feito bobos esperando.

O filme se aproveitou desse clima místico em cima da data e dos números para causar medinho no público! Se conseguiu são outros quinhentos... mas tentar eles tentaram.

A história é a seguinte. Depois da morte trágica de sua esposa e filho (em um incêndio), o escritor Joseph viaja até a Espanha (Barcelona pra ser mais exata) para rever sua família que há tempos não via. Eles não tinham uma boa relação (já que Joseph não acreditava em Deus e seu pai e seu irmão não só eram muito crentes como tinham uma comunidade cristã), mas o pai estava muito doente... o filho queria vê-lo antes que morresse.
O 11.11.11 sempre marca a vida desse rapaz (foi a hora da morte do filho), várias vezes quando ele olha no relógio é 11:11... Ele sofreu um acidente 11:11...
Apesar de seu ceticismo, ele percebe que isso não era só coincidência mas algo muito mais sombrio.


Bom, o filme não é exatamente ruim... mas fizeram tanto alarde... se dourou tanto a pírula que a verdade não correspondeu à realidade. Além disso o diretor tinha assinado alguns dos "jogos mortais" e isso também gerou certa expectativa no público fã do gênero. É um filme bem comum, meio água com açúcar que certamente foi prejudicado pelo circo que foi criado em cima dele!

Diria que é um filme medíocre. Atuações medianas, efeitos especiais medianos, roteiro mediano... Ah, também vale lembrar que os demônios mais pareciam o Lord Sith do que qualquer outra coisa!!! (Não achei imagens deles na internet, mas tenho certeza de que quem viu esse filme e também Star Wars entendeu o que eu quiz dizer). Esse fato, confesso, me fez rir no cinema (#sorry).


É mais um filme que fala de demônios, que portanto traz questões relacionadas à fé e à religião... sobretudo em seu final (que preferi não comentar por aqui).

Vale a pena assistir?
Até vale. Mas vá sem expectativas! Certamente aproveitará muito mais.
Agora se você for mais exigente... não perca seu tempo com a produção!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A hora da escuridão


Esta é uma produção russa e americana sobre uma invasão alienígena.
Dois amigos americanos vão até a Russia para vender uma ideia de um aplicativo para a internet (mas não dá certo, já que a ideia deles é roubada por um vigarista). Já que estavam em Moscou, eles resolveram ir até uma boate para beber e afogar as mágoas. Lá encontram duas garotas americanas. Enfim, é basicamente isso... até que Moscou é invadida por alienígenas. Mas nada de monstros verdes, gosmentos ou naves espaciais... os ETs pareciam luz. Só isso, luz! A princípio é até bonito. Mas só até as pessoas perceberem o quanto eles eram mortais! Ai é aquela correria pra tentar escapar e sobreviver. E é isso.


Confesso que não gostei nem um pouco do filme. Primeiro fiquei muito brava porque ele me foi vendido como filme de terror e, em nenhum momento (nenhum mesmo) eu senti medo... nem um medinho de nada. A situação até poderia ser aterrorizante, mas o diretor não conseguiu passar essa sensação. Outra coisa que me deixou muito brava foi o fato do filme ser em 3D. O ingresso é mais caro e, de boa, não precisava! Não tem nada que faça com que o efeito 3d seja necessário.
Ou seja, um filme fraco, com efeitos especiais medíocres, que não me causou nenhuma emoção (nada... nem medo, nem dó de personagens, nem nada).


Nem queria perder meu tempo escrevendo sobre ele aqui no blog, mas dai pensei no fator "utilidade pública"! Além disso, achei o filme tão ruim, mas tão ruim que tenho até medo de precisar vê-lo novamente! (como uma espécie de tortura).

Tenho pena de alguns atores que pagaram mico na produção. Mas enfim, cada um tem que assumir as bombas que faz!

Mesmo. O filme é uma bomba!


Ah, só um comentário sociológico. O filme se passa em Moscou, Russia. O diretor é russo. Mas até boa parte do filme, dá a impressão que eles querem mostrar o quanto a Russia está americanizada (foco em várias marcas, out doors, cartazes... sobretudo o Mc Donald's - a ponto de me questionar se eles patrocinaram o filme!). Parece que há uma necessidade de criticar a Russia!

Quando o vigarista avisa aos rapazes americanos que roubou sua ideia, diz: "This is Russia!" (oi! como assim? Lá eles são ladrões? Lá roubar é normal?). Na boate, quando acaba a luz (sinal da chegada dos ETs) alguém fala "Ah, Moscou...", como se isso fosse normal por lá! (ou como se só lá acabasse a energia!).
Ai, no final, eu fiquei com a ideia de que o diretor deve ser um saudosista da União Soviética! Pois os sobreviventes pareciam soldados soviéticos! Na hora dos guerreiros, dos sobreviventes, dos que podem salvar a humanidade: a velha Russia! A Russia orgulhosa do seu arsenal bélico, dos seus submarinos! (Senti uma certa nostalgia da Guerra Fria).

Mas enfim, bomba!

Só percam seu tempo se realmente não tiverem mais nada pra fazer! (E olha que, de verdade, ficar em casa vendo Domingão do Faustão pode ser mais divertido!).

#desculpe o desabafo!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Garotos Perdidos

Empolgada pela nostalgia dos clássicos do terror dos anos 80, resolvi rever hoje "The Lost Boys", de 1987.

Esse é mais um dos típicos filmes de terror dos anos 80 em que o suspense, o sangue e as mortes se misturam ao humor adolescente.


A história é a seguinte. Lucy é uma mulher de meia idade, divorciada, que resolve ir para Santa Carla, uma pacata cidade da Califórnia, para morar com seu pai. Leva com ela seus dois filhos, os adolescentes Sam e Michael.
Michael fica encantado por uma bela morena, mas ela pertence a um grupo de jovens bem estranho! Aparentemente, um bando de arruaceiros liderados por David (o "Jack Bauer" Kiefer Sutherland)... Só que depois descobrimos que, na verdade, eles são vampiros.


Sam conhece os irmãos Edgar e Alan Frog em uma loja de HQs. Os Frog insistem para Sam levar uma revista sobre vampiros, mesmo ele dizendo não ser fã do gênero... A princípio o garoto acha tudo maluquice mas, quando seu irmão começa a agir de forma estranha, percebe que as histórias de vampiros eram reais!

E por ai vai!


Esse filme traz várias das famosas lendas sobre vampiros, do tipo:

- Vampiros não podem ser expostos à luz do sol (ou viram cinzas!)
- Vampiros não tem reflexo nos espelhos;
- Vampiros não suportam crucifixos;
- Vampiros não suportam água benta;
- Vampiros não suportam alho;
- Nunca convide um vampiro para entrar em sua casa (ou você não conseguirá atacá-lo e os 4 itens anteriores não surtirão efeito);
- Para matar um vampiro é preciso cravar uma estaca em seu coração.


E, é claro, vampiros precisam se alimentar! E eles se alimentam de sangue humano, claro! (Nada dessa frescura vegetariana de Crepúsculo! hehehehehe).

Este não é um filme assustador (a não ser que você seja um iniciante no gênero, ou se assuste com pouco), mas é bem legal de assistir! (por exemplo, hoje está chovendo e eu aproveitei para vê-lo deitada no sofá comendo pipoca! Típico "sessão da tarde"). Certamente, um filme que deixou muitos fãs pelo mundo! Vale demais a pena conferir!

Algo que merece destaque nesse filme é a trilha sonora! Ele segue uma pegada rock'n'roll. Inclusive no figurino dos vampiros - e de uma enorme bandeira com a foto de Jim Morrison, vocalista do The doors. Inclusive, uma das músicas mais importantes do filme é deles: "People are Strange". Para quem curte o rock dos anos 80, vale a pena até tentar baixá-la! A caracterização de Michael (Jason Patric), também lembra muito Morrison!

Só pra constar, o ator que fez Sam (o filho mais novo), Corey Haim, morreu em março de 2010, vítima de uma overdose com apenas 38 anos.