Mostrando postagens com marcador suicidio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador suicidio. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 22 de junho de 2012

O Pacto (Suicide Club)

Depois de ter visto "Jogos Suicidas" procurei algum outro filme sobre o assunto e encontrei esse japonês: "O Pacto".


Não gostei nem um pouco do título em português, já que existem outros filmes, que não têm nada a ver com este, com o mesmo nome.

Imagine só que assustadoramente bizarro, se a seguinte cena acontecesse perto de você... naquele dia, depois do trabalho... quando você está na plataforma do metrô: 54 estudantes, do nada, se juntam na plataforma, dão as mãos, fazem uma contagem e... puft, saltam sobre a linha cometendo suicídio coletivo!


Chocante, não é? Pois é exatamente assim que começa esse filme. E a cena não economiza em gore! O trem esmigalha todos aqueles adolescente, fazendo sangue voar pela plataforma, aterrorizando as pessoas que estavam ali... Medonho. Confesso que naquele instante pensei em desligar tudo e sair correndo dali! Pensei nos meus alunos adolescentes (muitos orientais como os do filme), lembrei de um ex aluno que se matou (pulando de uma ponte na 23 de maio) e tive vontade de chorar.
Fazia tempo que uma cena de filme não me deixava tão impressionada.


Dei uma pausa, respirei fundo e voltei a ver o filme.
Não sei exatamente se gostei... na verdade preferia não ter visto, mas não porque seja ruim... é que realmente achei bem chocante. Me deixou mais boquiaberta que o famoso "A Serbian Film" (que deixou muita gente de cabelo em pé).

Bom, depois do suicídio coletivo no metrô, começa uma investigação policial... Seria aquilo uma fatalidade ou um crime arquitetado por alguém ou por algum grupo? A situação se complica (fica ainda mais perturbadora) quando a polícia encontra na estação uma bolsa com uma "corrente" de pele humana, com pedaços de peles tatuadas que, obviamente, eram dos envolvidos no incidente do metrô). O que deixa as coisas ainda mais polêmicas, é o aparecimento de um site que é automaticamente atualizado após os suicídios. A polícia e a mídia tentam abafar o caso (como fazem sempre que acontecem suicídios - você já reparou que esse tipo de notícia não aparece na midia??? Você sabia que quase todos os dias pessoas se jogam nas linhas do metrô de São Paulo? Nada de notificações, e por quê? Para evitar comentários... para evitar que outras pessoas façam o mesmo).


No filme, foi impossível abafar um caso daquele tamanho, apesar dos esforços da polícia. Ele ganha proporções assustadoras e o suicídio começa a virar "moda".

Os jovens tratam os acontecimentos com descaso... como se isso fosse algo banal, como se a vida não valesse tanto assim. Algumas cenas são de arrepiar, ainda mais porque são todos adolescentes (também têm alguns jovens adultos, mas o "bicho pega" mesmo entre os mais novos). Nossa... eles falam em se matar como se estivessem combinando de ir ao shopping. As mortes soam como um pacto mesmo... uma ligação eterna entre essas pessoas! Credo!


No filme há uma banda pop que tem alguma conexão com as mortes... durante o filme praticamente todo eles cantam coisas que, de certa forma, incentivam a molecada. As letras parecem inocentes... mas podem gerar outras interpretações... afinal de contas, todos ouvem "Desert"!



O filme é meio enigmático, nem sei se entendi direito, mas na boa... nem quero ver outra vez pra tentar entender melhor. É uma daquelas produções que, certamente, gerou fãs e fez outros tantos detestarem. Eu realmente não sei em que grupo me incluo. Achei sensacional... mas fiquei chocada, e como disse, não veria novamente.
O filme é de 2002 e foi dirigido por Shion Sono (que fez alguns filmes pornôs gays)... Trata de um assunto muito sério para os japoneses, já que têm a maior taxa de suicídios do mundo, sobretudo entre os adolescentes.



Bom, nem consigo escrever direito sobre ele... As lembranças me deixam arrepiadas.

Eu indico somente para pessoas de estômago forte e que não se impressionam facilmente. Além disso, é importante lembrar que os suicidas são, em sua maioria, adolescentes (o que me deixou mal). Apesar de confuso e estranho é uma boa produção...
Àqueles que ficaram curiosos mas costumam fechar os olhos em cenas fortes, saiba que nesse filme seus olhos serão fechados várias vezes!!!!

Jogos Suicidas

Já faz um tempo que não escrevo aqui no Blog... tive alguns problemas de falta de tempo e também falta de internet... nesse meio tempo vi vários filmes e preciso colocar os posts em dia. Vou começar por "Jogos Suicidas".
Vi esse filme por acaso... Nunca tinha ouvido falar dele e, talvez por isso, começo já adiantando que foi uma boa surpresa.


"Jogos Suicídas"(Die, no original) é uma produção canadense e italiana dirigida por Dominic James com roteiro de Domenico Salvaggio e Nick Mead. Procurei na internet e não achei nada significativo dessa turma ai... ou seja, totalmente tiro no escuro... Por falar em tiro no escuro, é um pouco por ai o filme!

Na capa do filme está escrito "ABRA SUA CAIXA, JOGUE O DADO, DEIXE O DESTINO DECIDIR".

O título original, "Die"nos faz pensar em morte, numa tradução literal do inglês... Mas o que percebemos só depois de ver o filme (ou, pelo menos prestando atenção na capa) é que é, na verdade, um jogo de palavras... É que além de significar MORTE, "die" também é usado para DADO... o cubinho usado em jogos! Pois é... e é ai que mora a ideia do filme.



Um homem de meia idade está em frente a uma mesa. Aparentemente acabou de jantar. Pede a seu filho que jogue o dado...  Ele joga... O homem pede para o garoto se retirar. Ele, então, coloca balas na arma, gira o tambor e atira... O garoto, que tinha ficado espiando (apesar das ordens do pai) vê tudo. Seu pai estava morto.




Depois dessa abertura um tanto triste (na minha opinião), nós vamos conhecer seis personagens. Eles acordam misteriosamente em celas de vidro sem saber como chegaram lá (ok, fórmula manjada, vista anteriormente em diversos filmes do gênero, como as famosas séries "Cubo" e "Jogos Mortais"). Todas, muito nervosas, tentam entender o que está acontecendo, o porque estão ali, que motivos algum bandido teria para sequestrá-las. Eis que surge um homem misterioso que as obriga a participar de uma terrível experiência... e ai, fica bem claro quais são suas intenções e porque eles estão ali.

Cada participante tem gravado uma marca em seu braço, bolinhas, como as dos dados. Cada um tem um número (de um a seis) e essa marcação, que determinará a ordem de sua participação nos jogos, foi previamente escolhida pelo sequestrador através de um sorteio com dados, claro!

Os dados, famosos dados.

Descobrimos que o que essas pessoas tem em comum é o fato de todas serem suicidas. Despresavam a vida e tinham atitudes auto-destrutivas.
Todos haviam tentado se matar de alguma maneira. Alguns, de forma mais rápida, outros, de modo lento... Só que agora, essas ações afetariam outras pessoas.

Elas precisam participar de um jogo de dados e, o resultado... bom, é de deixar o espectador nervoso, já que dependendo do número sorteado alguém poderá morrer ou não. A vida de um é colocada nas mãos do outro. A sorte decidirá... ou melhor, o dado.



Enfim, o filme segue bastante o esquema de "Jogos Mortais". O vilão não é exatamente um vilão, mas alguém que tenta fazer com que suas cobaias alcancem a redenção, mudem de vida... Não há nenhuma genialidade no roteiro...  O ritmo é mais lento e a produção não é grandiosa (já disse que é um filme canadense e italiano). Não é nenhuma preciosidade mas me agradou muito. Confesso até que gostei mais dessa ideia do que a de "Jogos Mortais", acho que faz mais sentido. Além disso me fez pensar bastante sobre a vida, e o quanto minhas ações podem interferir na vida dos outros.

Eu indico pra vocês!
Mas que fique claro que é mais psicológico que gore... se quer ver gore mais ou menos no mesmo estilo, veja "Jogos Mortais".