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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Jogos Suicidas

Já faz um tempo que não escrevo aqui no Blog... tive alguns problemas de falta de tempo e também falta de internet... nesse meio tempo vi vários filmes e preciso colocar os posts em dia. Vou começar por "Jogos Suicidas".
Vi esse filme por acaso... Nunca tinha ouvido falar dele e, talvez por isso, começo já adiantando que foi uma boa surpresa.


"Jogos Suicídas"(Die, no original) é uma produção canadense e italiana dirigida por Dominic James com roteiro de Domenico Salvaggio e Nick Mead. Procurei na internet e não achei nada significativo dessa turma ai... ou seja, totalmente tiro no escuro... Por falar em tiro no escuro, é um pouco por ai o filme!

Na capa do filme está escrito "ABRA SUA CAIXA, JOGUE O DADO, DEIXE O DESTINO DECIDIR".

O título original, "Die"nos faz pensar em morte, numa tradução literal do inglês... Mas o que percebemos só depois de ver o filme (ou, pelo menos prestando atenção na capa) é que é, na verdade, um jogo de palavras... É que além de significar MORTE, "die" também é usado para DADO... o cubinho usado em jogos! Pois é... e é ai que mora a ideia do filme.



Um homem de meia idade está em frente a uma mesa. Aparentemente acabou de jantar. Pede a seu filho que jogue o dado...  Ele joga... O homem pede para o garoto se retirar. Ele, então, coloca balas na arma, gira o tambor e atira... O garoto, que tinha ficado espiando (apesar das ordens do pai) vê tudo. Seu pai estava morto.




Depois dessa abertura um tanto triste (na minha opinião), nós vamos conhecer seis personagens. Eles acordam misteriosamente em celas de vidro sem saber como chegaram lá (ok, fórmula manjada, vista anteriormente em diversos filmes do gênero, como as famosas séries "Cubo" e "Jogos Mortais"). Todas, muito nervosas, tentam entender o que está acontecendo, o porque estão ali, que motivos algum bandido teria para sequestrá-las. Eis que surge um homem misterioso que as obriga a participar de uma terrível experiência... e ai, fica bem claro quais são suas intenções e porque eles estão ali.

Cada participante tem gravado uma marca em seu braço, bolinhas, como as dos dados. Cada um tem um número (de um a seis) e essa marcação, que determinará a ordem de sua participação nos jogos, foi previamente escolhida pelo sequestrador através de um sorteio com dados, claro!

Os dados, famosos dados.

Descobrimos que o que essas pessoas tem em comum é o fato de todas serem suicidas. Despresavam a vida e tinham atitudes auto-destrutivas.
Todos haviam tentado se matar de alguma maneira. Alguns, de forma mais rápida, outros, de modo lento... Só que agora, essas ações afetariam outras pessoas.

Elas precisam participar de um jogo de dados e, o resultado... bom, é de deixar o espectador nervoso, já que dependendo do número sorteado alguém poderá morrer ou não. A vida de um é colocada nas mãos do outro. A sorte decidirá... ou melhor, o dado.



Enfim, o filme segue bastante o esquema de "Jogos Mortais". O vilão não é exatamente um vilão, mas alguém que tenta fazer com que suas cobaias alcancem a redenção, mudem de vida... Não há nenhuma genialidade no roteiro...  O ritmo é mais lento e a produção não é grandiosa (já disse que é um filme canadense e italiano). Não é nenhuma preciosidade mas me agradou muito. Confesso até que gostei mais dessa ideia do que a de "Jogos Mortais", acho que faz mais sentido. Além disso me fez pensar bastante sobre a vida, e o quanto minhas ações podem interferir na vida dos outros.

Eu indico pra vocês!
Mas que fique claro que é mais psicológico que gore... se quer ver gore mais ou menos no mesmo estilo, veja "Jogos Mortais".

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Saw


Acabei de assistir a Jogos Mortais 6... eu não tinha visto ainda. Não vou, neste post, contar o enredo de cada um dos 6 filmes... Só fazer alguns comentários.
Confesso que, a princípio, gostei muito dos dois primeiros, mas depois perdi um pouco o interesse... Só que mais tarde, analisando os filmes, mudei de ideia. A história é genial. Não tenho certeza se continuará assim, já que semana que vem estreia o que estão chamando de última parte. Espero realmente que seja. Acho que já está longo demais e precisa de um fim pra poder se tornar uma obra-prima completa.


Os filmes contam a história de John Kramer, um homem que pra mim não pode ser chamado de vilão. John, o “Jigsaw” é uma espécie de serial killer... mas ele não mata ninguém. Coloca as pessoas em uma espécie de jogo no qual devem refletir sobre suas vidas e tomar escolhas que podem resultar na morte de pessoas (ou dela mesma). Ninguém que participa dos jogos de Jigsaw é inocente ou bonzinho. Elas precisam estar ali. Precisam refletir sobre suas vidas. Precisam aprender a fazer escolhas certas. Esses jogos são como uma terapia que ele acredita realmente funcionar.
John era casado com Jill Tuck, uma terapeuta. Ela trabalhava com dependentes químicos, na tentativa de livrá-los do vício. Mas foram feridos “mortalmente” por um deles... Um daqueles que Jill tentava curar faz com que ela perca o bebê que esperava com tanto amor. Isso machucou muito John. Além disso ele descobriu que tem um câncer muito severo. Ou seja, é um cara que não tem mais expectativa de vida e que resolve ajudar as pessoas a refletirem sobre a vida delas.
Ok, ok... os métodos empregados por John são um tanto sádicos! Além disso, quem é ele pra escolher quem precisa ser testado? Quem é ele pra julgar o que é certo ou errado? Talvez isso o torne um tipo de vilão, mas continuo acreditando que ele, na verdade, é só alguém que quer ajudar... uma espécie de anjo torto. Tá mais pra filosofo que maníaco. Afinal, ele sempre joga na nossa cara (em todos os filmes) que não sabemos dar valor à existência. Essa série e esse personagem me fazem pensar sobre mim e minha vida. Primeiro, que escolher nunca é fácil e sempre que escolhemos um lado, deixamos outro (ou outros). Segundo, não dá pra ajudar todo mundo. Terceiro se realmente amamos a vida é preciso pensarmos em nós mesmos. Claro que devemos tentar ajudar quem amamos... Mas mais importante do que fazer por ela, é fazer com que ela se ajude. Cada um precisa superar seus obstáculos, cada um precisa fazer suas escolhas. Sabe... aquela velha história de não dar o peixe, mas ensinar a pescar.
Bom, ele também não é tão mau assim, pensem um pouco. Muitas pessoas (e isso me irrita profundamente em algumas “vítimas”) simplesmente não conseguem entender as regras!!! Não vou citar nomes pra não escrever spoilers... Mas algumas são óbvias pra quem viu os filmes! Dá ou não dá raiva!?? Muitas vezes é só relaxar e deixar as coisas acontecerem... Mas não, somos incapazes de ouvir os outros e de ter calma. Olha só se Jigsaw é ou não é um sabedor da alma humana?
Outra coisa que me irrita nas “vítimas” é que não conseguem se controlar e fazem tudo errado ou então não conseguem sacar as coisas. Ok, estão sobre pressão... Não deve ser nada fácil pensar com calma numa situação limite como as propostas por ele... Mas ainda assim. Mais uma vez eu digo. O problema não é ele, mas a nossa fraqueza, nossa maldade, nossa incapacidade em lidar com a vida.
Sabe do que eu me lembrei... Não tem nada a ver com os filmes... Quando estamos em um avião, a aeromoça fala pra, em caso de pane e despressurização, colocarmos as máscaras de ar primeiro em nós mesmos e só depois ajudar alguém! Nunca passei por um acidente aéreo (e, espero nunca passar!!!) mas certeza que, muita gente morre porque não escuta isso e quer salvar alguém do lado que parece mais frágil. Primeiro nós! É difícil ouvir, é difícil seguir as regras, é difícil assumir que precisamos pensar primeiro na gente mesmo (como poderemos ajudar alguém sem antes estarmos bem?).


Os filmes nos fazem refletir demais. Acho que por isso que eu até não ligo tanto pro lado gore. Adoro filmes de terror e suspense, mas prefiro muito mais os psicológicos que os simplesmente violentos. Acontece que, pra mim, essa série é muito mais psicológica que violência pura. Claro que muitos vão dizer que Saw é só sangue, mutilações e carnificinas em geral. Mas continuo afirmando, pra mim não é!
John diz coisas incríveis nos filmes... Não marquei pra escrever aqui direitinho, mas algumas ideias ficaram na minha cabeça. Ele diz que não é assassino, e que na verdade, despreza os assassinos... que o que ele faz é reabilitação. John Kramer nos ensina a não menosprezar a vida.
Acho que o pessoal que pensou na continuação da série pode até ter errado em alguns momentos (a história é ótima, mas poderia ser resumida em uns 3 filmes...) Quiseram lucrar demais e, agora, todo ano no Halloween tem mais um Saw. Isso até já virou motivo de piada. Uma vez, vendo “Two and a half man” apareceu uma piada em que o garotinho (que é um folgado escroto) era mais velho, e um “perdedor” que trabalhava num cinema vendendo pipocas. O cartaz atrás dele era Saw # (um número imenso que não me lembro mais... Mas coisa de 32, 25... por ai! Hehehehehe). Por isso espero realmente que em novembro essa história acabe.
Se acabar (e acabar direito) pode se tornar um ícone do mundo do terror. Uma obra-prima! Será encerrado e então cultuado. Agora, se começar a palhaçada de continuar mais e mais... Afe, até eu que curto a série vou perder o respeito.

No filme 6 muitas coisas começam se resolver e, a situação já está no limite.

Bom, daqui uns dias (depois que eu ver o sétimo) volto aqui e escrevo outro post mais completo, com uma análise mais profunda de tudo isso. Por hora quero dizer pra vocês verem Saw. Mas verem mesmo, não só pelo sangue e pelas tripas... Mas pelas ideias lançadas. Pela reflexão. Mas tem que ver todos, desde o começo. Não dá pra ver fora da ordem, já que muita coisa se perderá. Os personagens estão ligados, os fatos são quase todos simultâneos.