segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Hellraiser - Renascido do Inferno

Hoje eu li uma crítica do site sobre cinema fantástico mais respeitado por mim (Boca do Inferno) sobre o último filme da franquia Hellraiser (Hellraiser Revelation) que, segundo o site, é uma bomba! Ainda não vi essa "pérola" e confesso que depois do que li fiquei com muito menos vontade de ver. Porém, fiquei nostálgica para ver o filme original de 1987.
O filme de Clive Barker (que além de cineasta é artista plástico e escritor) se transformou em um dos mais cultuados do cinema fantástico de todos os tempos. Muitas pessoas que nunca viram o filme conhecem (pelo menos a imagem) o personagem Pinhead - o cara com os pregos na cabeça (interpretado por Doug Bradley), que se tornou um dos vilões do terror mais icônicos do mundo.
Muitas das obras de Barker são caracterizadas pelo erotismo violento, com muito sangue, escatologia e sadomazoquismo o que choca o público com muita facilidade.


A história do filme (até pra entender melhor esse papo de erotismo e sadomazoquismo) nos mostra Frank - um depravado sexual, que foi em busca de um outro tipo de prazer prometido por uma espécie de cubo mágico (chamado de "Configuração do Lamento") que é capaz de abrir as portas para um mundo inimaginável de prazer: "Para uns o céu, para outros o inferno", como diz o próprio Pinhead em determinado momento do filme. Essa é a questão. O limiar entre a dor e o prazer, o prazer máximo que só pode ser encontrado pela dor máxima. Além disso, para desfrutar de todo esse prazer, a pessoa que abre o cubo precisa dar sua alma aos cenobitas - e não há volta!
Frank é destroçado pelos cenobitas... claro!


Algum tempo depois, o irmão de Frank, Larry resolve voltar para a casa da família (onde Frank vivia... e onde abriu o cubo) com sua esposa Julia. Sua filha, que já é uma jovem adulta, resolve cuidar da própria vida e alugar um espaço para ela... Pelo visto, seu relacionamento com a madrasta não é muito bom! (Não sabemos muito sobre sua mãe... só que ela morreu).
Acontece que, um acidente faz com que a mão de Larry sangre e, o sangue cai sobre o piso do quarto em que Frank realizou o tal ritual. E, este sangue, faz com que Frank retorne dos mortos. Descobrimos nesse meio tempo que Julia, a esposa de Larry teve um caso com o concunhado. Um super caso caliente, cheio de fogo e paixão. Frank convense a mulher a ajudá-lo a recuperar sua forma. Para isso ela precisaria trazer sangue para ele!


É ai que Julia se transforma em uma assassina! Tudo por uma paixão maluca.
Frank vai ficando cada vez mais forte, seu corpo cada vez mais completo... Mas bem, claro que não é tão simples fugir dos cenobitas.

Apesar de bastante conhecido, Pinhead não é o foco desse filme, que fica muito mais no processo de "reconstrução" de Frank com a ajuda de Julia.


Apesar de ser um filme dos anos 80 (que fará 25 anos em 2012) tem muitas cenas gore bem feitas! Claro que a pele sendo puxada pelos ganchos deixa a desejar, mas vamos combinar que pra tecnologia que tinham na época, é surpreendente.

Os personagens criados por Barker e a execução de suas ideias nas maquiagens cria um clima meio sadomazoquista, meio futurista. Muito couro, verniz, argolas... Lembra muito o visual de filmes com temáticas sado. Lembra muito também aquelas performances em que pessoas ficam suspensas por ganchos.


Esse é um filme que eu gosto bastante e que pode agradar até essa nova geração que só curte o cinema de terror gore!

Bom, como comentei no início do post, este é um filme que ganhou uma sequência (bem longa e ruim, inclusive):
- Hellraiser 2: Hellbound (1988)
- Hellraiser 3 (1992)
- Hellraiser, a herança maldita (1996)
- Hellraiser, inferno (2000)
- Hellraiser, caçador do inferno (2002)
- Hellraiser, o retorno dos mortos (2005)
- Hellraiser: Hellworld (2005)
- Hellraiser: Revelation (2011)

São 9 filmes... mas destes, creio que no máximo até o quarto vale a pena! Mas enfim, gosto é gosto!
Só pra lembrar, não vi o último... me recuso! Pelo bem da ideia que tenho da série e por respeito a Clive Barker (que não tem ligação nenhuma com a empreitada... e ficou até bravo por seu nome ser citado nos créditos).

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta-feira 13 - Parte 2

Como hoje é sexta-feira 13 resolvi rever um dos clássicos do cinema de terror: Sexta-feira 13 parte 2. Bom,  pra quem não sabe, é esse o primeiro filme em que o grande assassino das telas Jason Voorhees aparece de fato (ver post sobre Sexta-feira 13).


O filme começa dois meses depois dos eventos do primeiro filme com a mocinha sobrevivente (Alice) tendo alguns pesadelos com o que viveu no Acampamento Cristal Lake - as cenas também nos ajudam a lembrar dos acontecimentos, o que será importante para entender um pouco mais a trama. Uma noite, ela é misteriosamente assassinada. Seu corpo desaparece e ninguém sabe ao certo o que aconteceu a ela.
O tempo passa (5 anos para ser exata). O acampamento está interditado e a presença de Jason se transforma em uma espécie de lenda - é importante lembrar que Alice, quando é resgatada pelos policiais (no primeiro filme, relembrado no início do segundo) pergunta sobre o menino no lago (lembram da cena? Tem uma foto dela no post do primeiro filme). Ao ouvir que os policiais não encontraram nenhum menino, ela comenta que então ele ainda deve estar lá.
Algumas pessoas da região diziam ter visto Jason na floresta, o que serviu para aumentar as especulações sobre ele realmente estar vivo.


Bom, isso não amedronta Paul, que decide abrir um acampamento do lado de Cristal Lake. Ele chama uma série de jovens para um treinamento de monitores. O velho Ralph (que também aparece no primeiro filme) tenta avisar os jovens sobre os perigos do lugar, mas todos o ignoram.
E ai já se imagina o que vem pela frente. Um massacre!

Não vou contar a história do filme em detalhes, mas gostaria de dizer que acho esse melhor que o primeiro, sobretudo pelo clima de pânico que é criado. Acontecem mais mortes (mais ainda continuo gostando mais da morte de Jack no primeiro filme).


Também gosto mais desse por ser Jason o assassino. Um garoto deformado (que usa um saco na cabeça - isso mesmo, um saco! Sei que muitos conhecem Jason com a máscara de Hóquei na cabeça, mas não... ele ainda não a usa), doente, que viu a mãe morrer decapitada e resolveu se vingar de todos que invadem sua área. Além disso, a sequência da perseguição final é bem melhor que a do filme anterior - incluindo a ótima tentativa da mocinha (que estudava psicologia) de se passar pela mãe de Jason.
Ah, também gostaria comentar que esse é o único filme de terror que eu vi até hoje em que há um personagem cadeirante (será que tem outro? Se alguém souber me fala). Muitas vezes vemos cadeirantes como "coitados", mas Jason não estava nem ai! Sua morte é bem bacana! (Ou seja, inclusão! Nada de salvar o carinha só porque ele é cadeirante).


Outro comentário (bobo, mas que tem sentido): se transar, morre! Quem transa nos filmes, não sobrevive!!! hehehehe (Será que tem alguma relação com o fato de que dois monitores que deveriam estar cuidando dele estavam transando enquanto ele se afogou no lago?)
Alguns devem estar pensando... se ele se afogou no lago, como ele está vivo matando pessoas? Bom, talvez ele não tenha se afogado, tenha conseguido se salvar mas tenha ficado assustado demais. Sua mãe, pensando que ele morreu matou várias pessoas até que ele a viu morrer. E ai pronto, um maluco assassino é criado. Também podemos pensar na ideia de que ele morreu sim, e esse Jason é um monstro (assim como Freddy Krugger). Bom, eu sei a resposta... mas coloquei a pergunta pensando no que aparece apenas nos dois primeiros filmes!


Vale a pena assistir ou rever - se você, como eu, o viu há muuuuuito tempo.

Os produtores resolveram fazer a sequência graças ao sucesso do primeiro filme. Não existia a ideia de Jason ser o vilão, mas como todos vimos a mãe (a vilã original) morrer decapitada por Alice, era necessário se inventar algo diferente. E foi incrível! Eles criaram Jason, um dos maiores vilões dos cinemas de todos os tempos! Tem muita gente que nunca viu os filmes mas já ouviu falar em Jason! Que conhece a máscara do assassino.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Anticristo

Já faz algum tempo que eu queria escrever sobre esse filme... Sempre faltava palavras. Não que agora eu tenha decifrado todo o enigma de Lars Von Trier, mas quero tentar.
Gosto muito desse cineasta maluco detestado por muitos. O primeiro filme seu que vi foi o musical "Dançando no escuro". Não sabia nada sobre ele, mas fiquei curiosa porque o filme tinha a cantora Bijork no elenco. Foi uma experiência traumática, mas ao mesmo tempo sensacional. Chorei como nunca tinha chorado antes vendo um filme. Precisei de um tempo para conseguir me acalmar depois que o filme acabou. Ao invés de fugir do cineasta, resolvi conhecer um pouco mais sobre ele e me surpreendi ainda mais.
Pra tentar entender um pouquinho mais de Lars Von Trier, é preciso primeiro saber que ele participou de um movimento artístico cinematográfico nos anos 90 chamado "Dogma 95", que surgiu em Copenhage, Dinamarca. Basicamente, eles buscavam um cinema mais realista e crítico e menos comercial. A cena deveria ser gravada sem efeitos especiais, os sons deveriam ser diretos e a câmera seria conduzida pelo próprio cineasta. Algo parecido aconteceu anos antes no Brasil, com o movimento chamado Cinema Novo, que teve Glauber Rocha como um de seus principais representantes. Glauber dizia que para se fazer cinema era necessário apenas uma "ideia na cabeça e uma câmera na mão".

Lars Von Trier não seguiu a risca o Dogma 95 por muito tempo, mas algumas dessas ideias ainda podem ser vistas em seus filmes que trazem muitas reflexões ao público. Ou seja, aqueles que encaram o cinema apenas como diversão e entretenimento devem passar longe de suas produções.

Mas vamos a Anticristo. Certamente terão spoilers no texto... além de algumas opiniões pessoais!


Mais uma vez o diretor divide a obra em capítulos ("Luto", "Dor", "Desespero" e "Os três mendigos"), mais um prólogo e um epílogo. O enredo em si é simples: um casal perdeu um filho e a esposa não aceita. Sente-se culpada. O marido, um terapeuta, decide ele mesmo tratar da esposa.
O que faz do filme tão denso é o modo como as cenas são realizadas, são os detalhes, os símbolos que ele apresenta que nos fazem pensar em razão, religião, moral...

No prólogo, filmado em preto-e-branco, com uma trilha sonora espetacular (Ave MAria de Händel) e cenas em câmera lenta, vemos o casal fazendo sexo de forma intensa e poética. Sim, isso mesmo: poética. Apesar das imagens serem bem explícitas, não é vulgar - isso, claro, pelo medo como foi filmada. Paralelo a isso, vemos a criança escapando do berço e indo em direção da janela. O menino cai enquanto os pais têm um orgasmo. Lindo e trágico.
Em seguida somos submetidos ao velho estilo Lars Von Trier de filmar: câmeras que "balançam", só o som da cena, sem efeitos (com alguns momentos de cenas mais artísticas, sempre simbólicas).


A loucura dessa mulher por sentir-se culpada pela morte do filho (lindamente mostrada no prólogo) vai a consumindo e é isso que vemos na tela, misturada a tentativa do marido em encontrar uma solução e a esposa não resistindo à culpa.
Em sua pesquisa, o marido procura descobrir o que a esposa teme, para que ela aprenda a lidar com o medo. Descobre que o que ela tema é a natureza, assim eles vão para uma cabana no meio da floresta chamada por eles de Éden. Lá, no meio da natureza, longe da civilização, isolados de tudo, a mulher começa a ficar cada vez mais violenta. Seria fruto da loucura ou de sua natureza maligna?

Alguns meses antes, ela tinha estado ali em Éden para tentar escrever sua tese. A criança esteve com ela durante esse tempo. Ela pesquisava sobre o sofrimento das mulheres medievais que eram acusadas de bruxaria, torturadas e mortas, muitas vezes, só por serem mulheres. Mas ao longo de sua pesquisa, ela chegou a conclusão de que talvez as mulheres realmente fossem realmente más: naturalmente malignas.
Em um momento do filme ela diz que é "a natureza que controla a mulher". Sendo assim, ela poderia não estar só enlouquecendo, mas despertando sua verdadeira natureza.
Outra questão que tem relação com isso, é o furor que essa mulher tem pelo sexo. Ela quer e quer sexo. Ele, em um momento, pede para que ela se afaste, pois precisa conseguir vê-la como uma paciente, mas ela não consegue resistir.

O sexo, para a igreja (que queimava as mulheres na idade média) é pecado. No filme, é a mulher que sempre vai atrás do marido pelo sexo. É ela a pecadora, a "Eva" que come a maçã, que não resiste à tentação. É durante o ato sexual que a criança morre. Além disso, a castração (baita cena forte, inclusive!) dos dois é algo que vem como a punição: ela não quer mais sentir prazer, já que o prazer é o que a torna pecadora. Foi pelo prazer que ela deixou o filho morrer (sim, há uma cena de flash back que insinua que ela viu o menino caminhando para a janela e não fez nada).
A mulher, é a que carrega o pecado (não vamos esquecer que o cristianismo, religião que domina o mundo ocidental, você goste ou não, é uma religião extremamente magista. Foi Eva, uma mulher, quem comeu a maçã. São as mulheres que são fracas, impuras e inferiores - não estou inventando nada... muito disso que disse está escrito na Bíblia). A mulher do filme nem tem nome. É "A" mulher.


O título do filme faz com que algumas pessoas pensem que se trata de um filme sobre possessões, sobre "o" anticristo. Mas notem que o título não tem o artigo. É apenas Anticristo.
Uma ipótese é que o tal anticristo é a natureza - tanto a natureza em sim: plantas, animais... como a nossa natureza humana pecadora.
Também pode ser uma postura ideológica do autor. Quem sabe um manifesto contra o cristianismo (sobretudo ao cristianismo opressor, machista, preconceituoso e manipulador).
Além disso, não podemos esquecer que Lars Von Trier é filho de ateus e que aos 12 anos ganhou de seus pais um exemplar de "O Anticristo" de Nietzche: uma declaração contra o cristianismo. Talvez o filme seja antirreligioso... tentando dizer pra gente que sexo não é pecado e que a mulher não é impura. E que é esse sentimento de culpa cristão o grande responsável por tantas tragédias.

O que acho meio estranho é que, até onde sei, Lars Von Trier se converteu ao cristianismo. Será que essa "conversão" faz parte de algum plano de parecer ainda mais polêmico?

Em entrevistas, ele contou que fez esse filme para se livrar de uma depressão (e ai resolveu passá-la pro público!) e que, por isso, considera o filme, um dos momentos mais importantes de sua vida e, o mais importante de sua carreira.

A atriz inglesa Charlotte Gainsbourg recebeu a Palma de Ouro em Cannes (2009) por sua ótima atuação - poxa, esse diretor realmente sabe fazer as atrizes renderem (várias outras atrizes de seus filmes receberam o mesmo prêmio).

Enfim, esse é um filme que deve ser visto. Muitos amaram, muitos odiaram. Acho bastante triste e até deprimente... mas bonito. É confuso dizer o que sinto por esse filme. Pra mim ele é lindo, poético, mas triste e deprimente. Me deixa triste. Mas eu gosto... porque me faz pensar na vida, na natureza humana, nos meus valores.
Acho que sempre vale a pena ver os filmes desse diretor maluco. Porque sim, ele é bem maluco, mas não podemos negar que o que ele faz é arte (lembremos que, nem sempre entendemos as obras de arte contemporâneas, mas elas sempre tem muuuuitas coisas pra nos dizer).

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A pele que habito

Estive algum tempo longe do blog, vi vários filmes desde o último post e resolvi aproveitar para colocar as coisas "em dia".
Resolvi começar pelo esperado (por mim, pelo menos) "La piel que habito", de meu amado Pedro Almodóvar.


Este não é exatamente um filme de terror, mas assim como "Cisne Negro" trata de temas que levam ao medo.
Este é o último filme do (amado) cineasta espanhol Pedro Almodóvar (de "Má Educação", "Volver", "Fale com ela", "Tudo sobre minha mãe" entre outros). É a primeira vez que o cineasta caminha por caminhos mais sombrios. O drama familiar, a dor, a morte... sempre estiveram de uma forma ou outra presentes em seus filmes, mas agora ele desce mais ao fundo do abismo do medo.


Inspirado no romance francês "Tarantula", de Thierry Jonquet (de 1984), esse é um filme espetacular.
"A pele que habito" conta a história do cirurgião plástico Robert Ledgard (Antonio Bandeiras), obstinado a construir uma pele pefeita, capaz de suportar a dor e, sobretudo o fogo (que tinha acabado com a vida de sua esposa anos antes). O médico realiza seus experimentos em uma moça chamada Vera, que vive em sua casa presa a um quarto. A princípio nos parece que o filme trata apenas de um "Dr. Frankenstein" moderno que faz suas pesquisas sem se preocupar com a ética médica. Mas as coisas são muito, muito mais complexas.


A história vai indo e vindo no tempo e vamos conhecendo outros personagens do drama. Descobrimos o que aconteceu a esposa do Dr. Ledgard e também à sua filha. Descobrimos quem é Vera e porque ela está naquela casa... descobrimos que Vera é "a cara" da esposa morta do médico, e que isso não é uma coincidência... que Marília, a empregada é bem mais que isso... e que apesar de passear por um novo estilo cinematográfico, Almodóvar não deixa de discutir a sexualidade, os segredos, os jogos de poder, o kitsch, os tabus sociais...

Almodóvar está um pouco menos colorido, mais ainda assim usa cores fortes (o que podemos dizer do sangue super vermelho?)... A mansão em que vive o médico é repleta de obras de arte (todas com cores quentes, intensas) - incluindo uma obra da brasileira Tarsila do Amaral ("Paisagem com ponte")


Não sou uma expert no assunto, mas acho que o cineasta espanhol se inspirou muito em Hitchcook para fazer este filme (sobretudo em "Um corpo que cai", de 1959, que merece um post aqui no blog) e também no filme francês "Olhos sem rosto", de 1960 (outro que precisa um post) de Georges Franju. São filmes que falam de obsessões... nos três filmes, o personagem principal são capazes de tudo (tudo mesmo) para recriar a alguma maneira o objeto (uma mulher) dos seus desejos. Bom, não coloquei "objeto" de propósito. Mas não vejo semelhanças só no tema, mas no como as ações cênicas são desenvolvidas.

Enfim, este é um filme incrível. Eu que sou fã de Almodóvar digo que foi um alívio delicioso - já que não gostei do último antes desse ("Los abrazos rotos").

Não quero contar a história em detalhes para guardar o suspense.

Ah, pra quem gosta de filmes de terror cheio de sangue e mutilações, este não é um bom filme. Mas para quem gosta de suspense, tortura (psicológica, sobretudo) e até crueldade, é uma excelente opção!

E inclusive, escrever isso aqui me deu vontade de rever o filme!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Atividade Paranormal 1, 2 e 3.

Esses dias fui no cinema ver Atividade Paranormal 3. Tinha lido críticas boas e resolvi conferir.
Bom, começo dizendo que achei o primeiro filme uma bomba (conforme comente num post mais antigo).


Agora, decidi escrever alguma coisa sobre a série como um todo (já que pulei o 2).


Depois de ver AP2 e AP3, confesso que achei a ideia interessante. Tem seus problemas, mas é bacana.
No primeiro filme, Micah me dava nos nervos. Sua mania de filmar tudo era absurdamente falsa e não conseguiu me convencer em nada, mas nos outros dois filmes as câmeras não são tão forçadas, e além disso também tem o fato de que se a pessoa não leva a câmera, não saberemos o que está acontecendo... ou seja, existe uma certa "licença poética"! hahahahahaha!


O fato é que no segundo, as câmeras são instaladas para proteger a casa de um suposto invasor (vândalos, ladrões...) o que faz muito mais sentido e no terceiro, as câmeras são colocadas para conferir o que está acontecendo (como no primeiro), mas Dennis é um profissional que vive de filmagens e não fica andando com a câmera o tempo todo, ele coloca câmeras em pontos estratégicos da casa.


Bom, a sequencia vai em uma crescente. Pra mim, o dois é melhor que o um e o três é melhor que o dois. Oh, que coisa rara! Mas é isso mesmo! (bom, em minha humilde opinião). Ah, tem gente que prefere o primeiro... mas é como eu disse, é só minha opinião.
Bom, vou contar com alguns spoilers... portanto, se ainda não viu os filmes, para de ler... ok! (a não ser que não se importe com spoilers).











No dois conhecemos um pouco mais sobre os personagens (as ações começam 2 meses antes do primeiro filme). Somos apresentados a Kristi (irmã de Katie - AP1). Ela é casada com Daniel, que é pai da adolescente Ali. Juntos tiveram o pequeno Hunter.
Um dia quando todos estão fora, a casa é invadida (e revirada). Eles não percebem a falta de nada (apenas de um colar que Katie tinha feito para Kristi), mas ficam amedrontados e resolvem instalar câmeras de segurança pela casa.
Coisas estranhas começam a acontecer, mas Daniel é muito sético e nem vê as imagens gravadas para ver se descobre alguma coisa. Katie e Kristi conversam sobre alguma coisa que teria acontecido quando elas eram crianças... Katie não gosta de falar sobre isso e Kristi diz que não consegue se lembrar direito, só do medo que sentia (relacionado ao filme 3), mas sente que está acontecendo novamente.


As "assombrações" vão se tornando cada vez mais intensas... Alguns sustos, algumas cenas boas!
Mesmo com tantas evidências Daniel não quer acreditar!
Até que um dia a "coisa" começa atacar a sério. Primeiro foi a coitada da cadela! Coitada mesmo! Detesto quando animais sofrem (e olha que lá nem aparece, só ouvimos!!! Isso é legal, isso é "realismo", já que a cachorra não pegaria a câmera para filmar! hehehehe). Todos acordam com os berros do animal. Daniel e sua filha vão levar a cadela que está toda estranha, quase morta até o veterinário e Kristi fica em casa com Hunter (e acontece uma das melhores cenas desse filme, quando ela tenta pegar Hunter no berço e uma força a puxa para fora do quarto e pela escada... ela tenta se desvencilhar, mas é puxada novamente para fora do quarto, com mais força... e trancada no porão). Depois disso, ela pira.


Depois de ser convencido por sua filha que a casa estava com forças malignas (ela o obriga a ver algumas imagens gravadas), ele percebe que sua esposa estava possuida por alguma coisa... ela quase o mata.


Enfim, tudo parece ter se resolvido... se acalmado depois que ele consegue pegar sua esposa (com a ajuda de uma "mandinga" que a empregada latina (a quem ele ligou pedindo socorro) tinha ensinado (ah, por falar em empregada latina, ela foi a primeira a perceber o perigo, mas ele a demitiu por isso... Ele ficou louco da vida porque, um dia, ela estava "defumando" a casa).
A "mandinga" era a de mandar o mal para outra pessoa... no caso, já sabemos para quem foi, não é mesmo?
Bom... parece que tudo tinha acabado ali naquela casa.
Vemos então uma cena entre Katie e Kristi... Katie comenta que coisas estranhas estavam acontecendo na casa dela (referência ao primeiro filme), mas Kristi a lembra de não comentar... que atrai.


Ou seja o espírito estava com Kristi, mas depois do que Daniel faz, vai para sua irmã Katie!


A licença poética nos leva até a câmera de Micah (sua nova câmera... que aparece no 1) e Katie chegando em casa.
Então o letreiro nos mostra que Micah morre dia 8 de outubro. No dia 9 de outubro vemos novamente as imagens das câmeras de segurança da casa de Daniel e Kristi. Kate aparece ensanguentada (o que realmente apaga a ideia que eu tinha achado melhor do primeiro filme, de que ela se mata... ops, contei! E assume a versão dos cinemas - a do susto - ela joga o corpo de Micah na câmera!) vai até Daniel e ops... sobre até o quarto onde Kristi está com Hunter. Joga a irmã longe e pega o bebê.


Somos informados que no dia 12, a adolescente Ali está voltando de um passeio escolar e encontra os corpos do pai e da madrasta... mas não o de Hunter.


Bom... esse é o final da série, ok! Sim isso mesmo!!!
Para os desavisados, o terceiro filme é anterior aos outros dois... conta como as coisas começaram na vida dessas duas irmãs. Pretende, portanto, mostrar a origem do mal.


As primeiras cenas do filme se passam antes de AP1 e AP2. Kate vai visitar a irmã Kristi que está grávida. Elas encontram uma caixa que pertencera à avó, repleta de fitas VHS... muitas fitas, todas com datas e nome de cômodos. E resolvem ver. Bom, quem as vê somos nós!


Somos levados aos anos 80 (20 anos antes dos acontecimentos dos filmes anteriores). Katie e Kristi são crianças.
Cenas de família (bem comuns nos anos 80!)... e então Dennis resolve filmar ele e a esposa fazendo sexo... Bom, fiquem tranquilos que não seremos obrigados a ver senas de sexo (ah... que pena, alguns pensarão! hehehehe). A tal filmagem é interrompida por uma espécie de terremoto.
Quando Dennis vai conferir o que a câmera captou, ele percebe algo muito estranho... como se alguém estivesse ali no quarto... o pó encobre uma espécie de "vulto".
Além disso, a pequena Kristi (que é brilhantemente interpretada pela jovem Jessica Tyler Brown!) diz que vê um tal de Toby, que todos acham que é seu amigo imaginário... até ai, normal... afinal, muitas crianças da idade dela dizem que tem um amigo imaginário. Só que Toby não é exatamente muito amigável e proibe a menina de comentar sobre ele...
Pois é... esse tal de Toby vai dar muito trabalho para essa família.


Esse terceiro filme é muito mais movimentado e repleto de sustos e cenas bem tensas. Como já mencionei, Dennis instala algumas câmeras pela casa para tentar descobrir o que está acontecendo. Uma delas é brilhantemente acoplada em um ventilador, ou seja, ela gira e consegue filmar a sala e a cozinha. Mas o movimento é relativamente lento e ficamos todos apreensivos com o movimento, curiosos para saber o que estará lá.


Nossa, como as meninas sofrem... Coitadinhas! Sobretudo a pobre Katie, que é um pouquinho mais velha. Ela não acredita em Toby (de início) e acha que é infantilidade da irmã... mas vai descobrir na pele que é verdade. Bom, ela não era tão pequena assim... e com certeza lembraria de tudo o que aconteceu. Isso me faz achar o primeiro filme ainda mais bobo. O problema é que parece que quando ele foi feito, não existia uma ideia mais complexa - como a que somos apresentados nos outros dois filmes). Bom... pra não perder o encanto, vou imaginar que a pobre Katie ficou tão traumatizada que seu cérebro bloqueou certas lembranças... O que não é de todo absurdo!


Com o desenrolar da trama descobrimos que a avó das meninas participava de um coven (grupo de bruxaria) e que tinha alguma relação com tudo - incluindo a morte de sua própria filha e seu genro. Ela cuidaria das meninas...

Bom...

No segundo filme, Ale pesquisa sobre espíritos e demônios e descobre que eles poderiam estar sendo assombrados por uma espécie de demônio (o que também é comentado no primeiro filme). Ale encontra uma teoria de que algumas pessoas fazem pactos com o demônio para obter poder ou riquezas... mas que precisam sacrificar uma criança (o primeiro menino) para pagar a conta. Bom... eles ali são todos ricos! A casa que Katie e Micah moram é imensa! No segundo, eles vivem em uma casa enorme, cheia de luxos. Daniel é dono de algumas lojas do Burguer King... ainda assim, será que isso seria suficiente para o luxo ou uma parte do dinheiro viria de Kristi?
Ah, Katie dirige um super carro conversível... que, bom... deve custar bem caro! (isso aparece no 1 e no 2).
As duas não trabalham!
No terceiro filme, Julie, a mãe das meninas também não trabalha e é casada com um "filmador" de eventos sociais... Sua mãe, em uma cena, comenta sobre ele não ganhar dinheiro... Bom, se ele ganha pouco e eles vivem com todo conforto, presuminos que o dinheiro é dela.
Ou seja, provavelmente sua mãe fez algum pacto com o "coisa ruim" para ter muito dinheiro. Mas teve só uma filha! E sua filha teve duas filhas!!! O primeiro homem da família (como constata Ale pesquisando a árvore genealógica de Kristi) é Hunter: o que faz muito sentido.
Ainda assim, porque matar (ou permitir que matassem) a própria filha?
Pelo que as irmãs conversam no segundo filme, a avó deve ter dito a elas que a mãe enlouqueceu, porque Katie comenta com Kristi que ela precisa não dar bola pro que está acontecendo pra não ficar igual a mãe!

Ai ficam algumas pontas soltas (ótimas pros produtores que, certamente, já estão providenciando mais uma sequencia). Por exemplo, o que aconteceu a avó? (Ok, sabemos que ela morreu... uma das duas, não me lembro... acho que a Kristi, comenta no começo do terceiro filme). Mas morreu como? E o que ela fez com as meninas depois do fim do terceiro? O que ela disse às meninas? Como explicou tudo?
Além disso, para onde Katie levou o pequeno Hunter? Será que ela o matou?
O que Ale fez? Será que simplesmente se conformou ou foi atrás de uma resposta? (Já que estava muito curiosa sobre tudo).

Bom... aguardemos o próximo Atividade Paranormal!

Ah, queria fazer mais um comentário. Como detesto adolescentes no cinema!!! #prontofalei!
Eles gritam a toa, e na maioria das vezes só pra atrapalhar quem está tentando ver o filme e curtir.
Meu problema, na verdade, não são exatamente os adolescentes... mas os adolescentes malas! hehehehehe!
Se não fosse por um bando deles, dos mega sem educação, provavelmente eu teria curtido ainda mais o filme!

Ah, mais uma vez algumas cenas que aparecem no trailer não estão no filme! Entre elas a do "bloody mary"... bom, tem uma cena parecida - muito boa, por sinal - mas não é a do trailer! ;)

Bom sustos pra vocês!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Ritual

Hoje resolvi ver "O Ritual", de Mikael Håfström. A curiosidade de ver o filme foi muito mais por que é estrelado pelo meu querido Anthony Hopkins do que pelo assunto em si. (Apesar de ser muito fã de Hopkins ainda não tinha encontrado um tempinho para ver essa produção).
Particularmente gosto de filmes com esse assunto, o demônio sempre me faz refletir sobre alguns valores como fé, Deus, igreja... Confesso que não me assusto muito com esse tipo de filme, não são os que mais me dão medo (tenho mais medo de pessoas reais, malucas, piscopatas).


O filme em questão é inspirado em fatos (teoricamente) reais que foram narrados no livro "The Rite", do jornalista Matt Baglio que, supostamente, vivenciou as coisas que são contadas no filme (ele seria a personagem da brasileira Alice Braga, a jornalista Angelina).

Conta a história de Michael Kovak (fracamente interpretado por Colin O'Donoghue), fillho de um agente funerário. Michael trabalha com o pai preparando cadáveres para seus funerais, mas não quer isso pra sua vida. Para não ser questionado pelo pai, vai ao seminário (já que na sua família as pessoas trabalham com funerais ou são padres). Seu plano é terminar os estudos mas não se ordenar. Mas um padre do seminário pede que ele reconsidere, já que acredita que ele seria um exelente padre. Só que Michael não tem certeza de sua fé, não acredita que foi realmente escolhido para o sacerdócio. Seu superior pede que ele pense mais um pouco e o convida a passar um período em Roma, no Vaticano, para estudar exorcismo... Eles estavam precisando de jovens interessados e Michael poderia ser uma boa opção.
Ele vai, mas seu ceticismo só o faz querer, cada vez mais, provar que as pessoas ditas possuídas, tem na verdade problemas psiquiátricos.


O professor do Vaticano, percebendo sua incredulidade, pede que Michael procure Padre Lucas (Hopkins), um jesuíta que pratica exorcismos. Com ele, o jovem padre americano começa a questionar suas crenças. Se ele tem dúvidas que Deus exista, o Demônio também não pode existir. Mas é ai que as coisas começam a esquentar. Será que é real? Será que está perdendo a sanidade?


Pra variar, é mais um filme super moralista que a Igreja deveria passar para os fiéis verem! hehehehehehe!
Sempre que eu vejo um filme com esse assunto penso nisso. Creio que o interessante seria fazer um filme que parecesse o tempo todo que o problema é o demônio, mas no final, conseguirem provar que é tudo fruto da mente humana! Aí sim seria assustador!!!


Antes, quando eu era mais crente, eu me assustava mais... agora, só vejo um filme que faz apologia ao poder da Igreja Católica: se há o demônio, ele pode nos possuir. E nós, fracos, devemos recorrer à Igreja e aos bondosos padres exorcistas.

Bom, pra quem gosta de filmes com esse assunto, é bacana! Tem algumas cenas bem interessantes e até assustadoras. Hopkins está ótimo no papel (pra variar), o que dá ao filme um charme incrível. Alice Braga também se destaca, sobretudo porque (como já comentei rapidamente no começo) O'Donoghue não me convenceu como o jovem padre Michael.

Linda trilha sonora!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

REC


REC é um filme espanhol de 2007 dirigido por Jaume Balagueró e Paco Plaza que traz a ideia de um falso documentário. Uma reporter, Angela, e seu operador de câmera pablo estão gravando um programa para uma tv local de Barcelona (o fictício "enquanto você dorme"). Naquela noite, Angela estava cobrindo uma noite com o corpo de bombeiro, para registrar o cotidiano desses homens. No começo tudo está bem, calmo até demais, e Angela aproveita pra registrar coisas comuns do batalhão, como o local em que eles comem, descansam, se distraem e se exercitam. A repórter espera ansiosa por uma chamada, já que a equipe de tv irá acompanhar os bombeiros na "aventura". Um bombeiro até explica pra ela que, muitas vezes, os chamados são coisas bem simples, como resgatar animais de estimação, por exemplo.


A sirene toca. Uma chamada para a equipe atender. Não é um incêndio, por isso só uma pequena equipe se desloca para atender a ocorrência. Angela e Pablo vão com eles.
Eles chegam a um pequeno prédio de apartamentos. Os vizinhos contam que chamaram socorro porque ouviram muitos gritos vindo do apartamento de uma senhora idosa. A polícia também já tinha chegado e, todos (policiais e bombeiros) foram até o apartamento para resgatar e prestar socorro à mulher. Claro que Angela e Pablo acompanham os profissionais, mesmo com reclamações dos policiais.
Quando eles chegam no tal apartamento, as coisas começam a acontecer! O filme começa a esquentar!!! A velha está toda suja de sangue e, quando um policial tenta acalmá-la, ela pula sobre ele, alucinadamente, como um animal feroz... arrancando pedaços.


A tensão vai aumentando. Eles não conseguem sair do prédio porque as autoridades isolaram o local. Mesmo com um policial gravemente ferido, ninguém pode sair dali. O pânico se instaura.
O prédio estava infectado por alguma coisa terrível, uma espécie de "raiva" super forte, que era transmitida pela saliva e que transformava os infectados em monstros violentos.
Ninguém consegue entender o que está havendo, até que o governo manda um agente sanitarista para colher amostras de sangue dos moradores e de todos que estão lá dentro para saber quem poderá sair... mas é claro que as coisas saem do controle.


As cenas que vemos são todas da câmera de Pablo, como se realmente tivessem acontecendo de verdade.
O que posso dizer é que os espanhóis conseguem trazer o clima de realismo que alguns outros filmes nesse estilo não conseguem (como o aclamado - mas bomba na minha opinião - "Atividade Paranormal").
Quando "Bruxa de Blair" surgiu, confesso que cheguei a acreditar na possibilidade daquilo ser real (eu não tinha internet em casa, e mesmo que ela já existisse, o acesso às informações era bem mais limitado que hoje), agora com REC, mesmo sabendo que é um filme (assumidamente um filme), temos a impressão de realismo. Os atores estavam muito bem e, segundo algumas revistas sobre cinema, algumas cenas foram filmadas sem que eles soubessem, para dar mais realismo ainda (como por exemplo o momento que um bombeiro cai das escadas. Aquele susto foi real!).


Gostei muito de REC. É um filme relativamente simples, mas conseguiu manter minha atenção. Ok, é um filme curto... e o bicho começa pegar mesmo só depois de um tempo... ainda assim, fiquei ligada nele o tempo todo. Consegue ser envolvente, assustador, nojento... conseguiu me dar uns sustos! (eu gosto de ser assustada vendo filmes de terror! hehehehehe).


Pra variar, os americanos ficaram com invejinha e fizeram uma cópia (Quarentena, de 2008) - os americanos vivem fazendo cópias de filmes bons de outros países (como o espetacular "Deixa ela entrar", e tantos outros orientais).

Há uma sequência (REC 2, de 2009), REC 3: Gênesis que parece que vai estrear em janeiro de 2012 e já um quarto filme também.

Vale a pena assistir!