quarta-feira, 13 de julho de 2011

Carrie, a estranha

Em época em que tanto se fala do tal bullying (confesso que esse assunto já me irritou!), não tem como não relacionar com a história da garota Carrie White criada por Stephen King. Já foram feitos dois filmes baseados no livro: um, o mais famoso, de 1976 (com Sissy Spacek e John Travolta no elenco) e um de 2002 (com a loirinha que participou como Claire em Lost, Emilie de Raven). O primeiro, de 1976 foi dirigido pelo prestigiado Brian de Palma, o segundo por um desconhecido David Carson (que atuou em "Pague para entrar, reze para sair").

 

Bom, confesso já de início, que gosto dos dois filmes. Cada um tem seus pontos positivos.
A versão de 2002 foi modernizada, a história foi trazida para os tempos atuais (bom, já não tão atuais assim!). O elenco é jovem e bonito (com exceção de Carrie, que é bem feiosa, coitada!). O clima do filme lembra aqueles seriados jovens! Acho que fez sentido, já que o apse do filme acontece em um colégio de ensino médio. No elenco do filme mais antigo, por mais que a história se passe também num colégio, os atores me parecem mais velhos! Sei lá, talvez seja só impressão minha.
A história de King fala da garota Carrie White que tem uma mãe maluca fanática religiosa. As duas vivem só, e a mãe não quer permitir que Carrie se aproxime das outras pessoas. Quer que ela se mantenha pura, sem se meter com os pecados e com a imundice que assola a mocidade! Mas com isso ela só consegue que sua filha se transforme em um ser absolutamente estranho. Ela se veste de modo estranho, se comporta de modo estranho, e não se socializa com os outros jovens de sua idade. Com tudo isso, claro, a pobre Carrie sofre com brincadeiras (o tal bulliyng). Só que Carrie é uma garota com poderes paranormais. Ela consegue mover objetos e fazer coisas que não entende exatamente.
A coisa começa a esquentar quando Carrie fica menstruada, um dia na escola, no chuveiro, depois de uma aula de educação física. Ela não fazia ideia que aquilo aconteceria com ela, não sabia nada a respeito (sua mãe não a tinha contado por achar que a menstruação era um castigo de Deus, e por pensar que como criava sua filha para não ser pecadora, ela não seria amaldiçoada com isso). O fato é que a menina pensa que está morrendo e fica desesperada! As outras meninas que já eram menstruadas (ou pelo menos sabiam o que era aquilo) zoam Carrie e ficam gritando pra ela!!!
A professora de educação física da escola fica puta com as meninas e acolhe Carrie, explicando pra ela o que estava acontecendo. Volta a falar com as garotas e as ameaça! Uma delas, Chris, a bonitinha e popular da escola, acha um absurdo ser repreendida e não aceita o castigo. Com isso, o que ela ganha é a proibição de ir no baile do colégio (que estava próximo).

Uma das garotas fica arrependida, e pede para que seu namorado convide a pobre Carrie para ir ao baile. Só que Chris tem um plano para acabar com Carrie, já que ficou absurdamente brava por ter sido impedida de ir ao baile.
Planeja com seu namorado (Travolta, na primeira versão) e outro amigo matar um porco para pecar seu sangue e vísceras, para jogar sobre Carrie, para ridicularizá-la na frente de todos. Para isso, ela teria que ser eleita a rainha do baile (e, claro, Chris daria um jeito de trocar as cédulas dos votos, para ter certeza de que isso aconteceria).


Bom, Carrie vai ao baile, é coroada rainha e... claro, o plano de Chris funciona certinho! O que ela (e ninguém mais ali presente) imaginava é que Carrie tinha poderes paranormais. Cheia de cólera, Carrie começa a destruir o ginásio! Fogo, objetos voando... e claro, muita gente morrendo!
Parece que nada conseguia conter a fúria de Carrie.
Ah, ela também mata sua mãe (e confesso, dá uma sensação boa de alívio! afinal, se Carrie era estranha, se tudo tinha chegado até aquele ponto, a culpa era dela!).

Tenho um pequeno comentário sobre as atrizes que fizeram Carrie. No primeiro, Sissy Spacek é uma Carrie muito bonita! Não faz tanto sentido. A atriz tinha que ser mais feia. Ela fica linda no baile, mas o contraste não é tão grande. No segundo, Angela Bettis é uma Carrie feia pra caramba! ok, que legal! Mas no baile ela não fica linda! Continua feia! hahahahahaha! Acho que ela tinha que ter ficado mais bonita no baile! (é que estou pensando no livro. Nele, a personagem é bem feia, mas no baile ela fica linda - bem aquele esquema de menina feia porque não se arruma, mas quando se arruma fica linda e chama a atenção de todos!).
As atuações de Sissy Spacek e Piper Laurie (como sua mãe) no filme de Brian de Palma são sensacionais!!!



Ah, o filme de 2002 foi feito diretamente para TV (como outras histórias de Stephen King).

Então, nenhum dos dois filmes é assustador! Não chegam a ser exatamente terror (daqueles de dar medo, de ficarmos presos na poltrona... tensos, nem de dar vontade de fechar os olhos para não ver certas cenas!). Carrie é classificado como Terror, mas como disse, é tranquilo! O mais bacana é realmente a questão do sobrenatural!
Pra mim este é um filme triste. Mais do que me assustar, me deixa triste. Triste pela Carrie. Triste por saber que tem vários pais malucos que estragam a vida de seus filhos. Triste por saber que tem muitos adolescentes maus, que são capazes de muitas crueldades... Tá cheio de Carries por ai (sem os poderes paranormais, creio eu)... e o pior é saber que também tem muitas "Chris" e muitas "Margaret White"...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Sexta-feira 13

Hoje resolvi rever o primeiro filme da super longa série de terror Sexta-feira 13. Faz tanto tempo que vi pela primeira vez que nem me lembrava mais dos detalhes.

Esse é o primeiro filme que trouxe a história de Jason Voorhees, de um dos maiores vilões de filmes de terror. Confesso que não sou tão fã de Jason, gosto mais do estilo de Freddy Krueger (de "A hora do pesadelo) e de Michael Myers (de "Halloween). Ainda assim, esta é uma série que deve ser respeitada pelos fãs do gênero. Nem todos os filmes da série são bons, alguns eu diria que são ruins... mas de maneira geral, Jason é Jason!!!


Pra quem já viu algum dos filmes da série, mas não o primeiro (de 1980), a história é a seguinte (bom, provavelmente colocarei alguns spoilers... mas como se trata de um filme já histórico, não acho que seja um problema!)
O filme começa em uma noite de 13 de junho de 1958. Somos levados até o Acampamento Cristal Lake (um daqueles acampamentos, como os que temos também por aqui... com atividades de férias pra criançada). As crianças já estão dormindo e um grupo de monitores está cantando canções super típicas de acampamentos (inclusive, quando eu era monitora em um, nós cantávamos uma versão da mesma música!!!) Eis que um casal resolve sair de fininho pra namorar. Mas quando estão quase nos finalmentes, alguém conhecido (mas que não nos é revelado) os surpreende e os mata. Sabemos que os jovens conheciam a pessoa porque eles falam com ela, tentando explicar que não estavam fazendo "nada"!
O tempo passa e somos levados ao tempo presente (bom, presente pra época que o filme foi feito - logo este presente é 1979).
Uma mocinha aparece com uma mochila enorme. Ela está indo pro acampamento Cristal Lake. Foi contratada para cozinhar. Ao parar na cidade para perguntar como chegar até o acampamento, ouve várias histórias de que aquele lugar é amaldiçoado, que é um lugar sangrento, azarado... Ainda assim, a mocinha (que diz que não acredita em fantasmas) ignora todos os avisos e resolve ir pra lá.
Na verdade ela nem chega lá, pois é encontrada pelo assassino (ela pega uma carona com ele, sem saber o que a esperava).
Então conhecemos os outros jovens (vítimas) que estão no acampamento. Steve Christy está tentando reabrir o local, e pra isso contratou alguns jovens monitores para ajudá-lo nos últimos retoques. Ele também não ouviu os avisos, e insistia que seria um ótimo negócio reabrir Cristal Lake.
Os jovens vão morrendo um a um... Como o local é grande e uma chuva torrencial começa a cair por lá, demora bastante pra última sobrevivente (Alice) perceber que os outros estavam mortos.
Então o vilão nos é apresentado (sim, isso mesmo! Nesse primeiro filme nada de maluco com máscara de  hóquei. Quando as mortes acontecem, vemos da perspectiva do assassino, com seus olhos! (algo que já tinha sido feito em Halloween, bem no começo do filme é, de certa forma, imitado neste).


Mas quando só sobre Alice, somos apresentados ao vilão. Ou melhor... à vilã! Isso mesmo, pra quem não sabe, no primeiro filme, Jason não mata ninguém. Quem mata é sua mãe Pamela Voorhees.
Ela conta pra Alice que em 1957, um menino tinha se afogado no lado por descuido de dois monitores que, ao invés de olhar as crianças, estavam namorando. Ela conta que aquela criança era seu filho Jason.
Ela nos conta que foi ela quem matou os dois jovens em 1958... e que matou esses de agora também!
Acontece então uma  perceguição típica dos filmes de terror. A mocinha, ao invés de correr pra estrada e tentar fugir dalí, fica se escondendo por lá mesmo, dentro das cabanas! Além disso, demora pra perceber que os vilões sempre voltam! Mas no fim ela aprende... e consegue cortar a cabeça de Pamela fora!
Entra em um caiaque e acaba adormecendo. Nisso Jason surge da água e a derruba do barquinho. Mas nisso acorda em um hospital. Era tudo um pesadelo (tudo médio, só a parte que Jason a derruba do barco). Aparentemente atormentada, ela pergunta pelo menino, mas o policial diz que não tinha menino nenhum... que eles não encontraram nenhum menino. E ela diz que então ele continua lá!



Bom, essa é a história.
Sean Cunningham (diretor do filme) chegou inclusive a dizer que, a princípio, não existia a ideia de transformar Jason no vilão. Isso acabou vindo depois que esse filme fez muito sucesso.
Eu gosto desse filme, mas acho que ele não consegue manter o suspense como Halloween, por exemplo (que é quase da mesma época). A trilha sonora me parece uma imitação da trilha de Psicose (com batidas bruscas). Eu gosto muito do texto de Victor Miller, mas acredito que faltou um pouco de brilhantismo pro diretor.
Mas ainda assim é um bom filme. Tem cenas de mortes boas (uma das minhas preferidas é a de Jack - interpretado por um joven Kevin Bacon). O machado na cabeça de uma das meninas também é bem legal!



Um clássico. Vale a pena! (mas acho que gosto mais da parte 2 - preciso rever e ai conto pra vocês).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Halloween

Hoje revi Halloween, um dos maiores clássicos de terror de todos os tempos.
Esse foi um dos filmes mais marcantes da minha infância. Lembro que o vi com minha irmã mais velha e alguns amigos dela. Eu era a mais nova do grupo e queria me fazer de durona. Apesar de estar assustada, não queria assumir. Naquela noite, não consegui dormir. Foi a única vez em toda a minha vida que precisei bater na porta do quarto dos meus pais dizendo que estava com medo, que não conseguia dormir.


Hoje acho isso tudo muito engraçado, mas lembro da sensação de pânico até hoje. Devia ter uns sete ou oito anos na época.
Como tinha ficado muito assustada, nunca mais o vi. Vi as continuações (que não gosto muito), mas esse, o primeiro, o responsável por vários pesadelos infantis, nunca mais.
Mas depois que resolvi fazer esse blog disse a mim mesma que era uma questão de honra rever o clássico de John Carpenter. E encontrar o filme em blu-ray em uma viagem ao interior no feriado, por um preço camarada me animou.
Uma das coisas mais interessantes de ver esse filme mais de vinte anos depois, foi que depois de toda a minha bagagem no gênero, me senti mais confiante... mas ainda assim levei vários sustos e fiquei tensa. Já não lembrava de detalhes (só do fato daquele maluco do Michael Myers não morrer nunca! De usar aquela máscara sinistra, carregar uma faca enorme e andar duro, quase como um robô - ah, também lembrava que a mocinha sobreviveria! rs).


O filme de Carpenter é sensacional. O modo como a história é contada, as tomadas de câmera, a trilha sonora (que é dele também), as atuações (sobretudo a expressão corporal de Tony Moran como Myers), a luz... fazem desse filme uma espécie de aula sobre filmes de terror. Claro que Carpenter bebe muito dos filmes de terror mais antigos, sobretudo do mestre Hitchcock... Mas é bastante claro que graças a Halloween é que surgiram outros grandes filmes, com grandes vilões (como Jason de Sexta-feira 13 ou Freddy Krueger de A hora do pesadelo).
O mais interessante é pensar que este foi um filme de baixíssimo orçamento. Custou US$ 320 mil. A equipe era super pequena e muita gente trabalhou de graça (ou quase isso). Tony Moran, por exemplo, ganhou US$ 25 por dia (não, não esqueci nenhum zero não), pensando que as filmagens duraram 20 dias apenas (divididos em 4 semanas), ele embolsou 500 dólares para ser um dos maiores vilões do cinema de todos os tempos!! (Ok, claro que depois, com todos os lucros que o filme teve - foi por muito tempo o mais lucrativo filme da história - creio que foi superado por "atividade paranormal"... ele ganhou mais!)
Esse foi o primeiro filme de Jamie Lee Curtis (que já atuava na tv). A atriz é filha de um casal de atores americanos. Sua mãe, inclusive, é Janet Leigh (que viveu a inesquecível Marion de Psicose) - que também aparece em Hallowen H20!


Bom, para quem por acaso não sabe, o filme conta a história de um garotinho de seis anos chamado Michael que, numa noite de Hallowen, mata a irmã a facadas e vai parar em um sanatório. Acontece que 15 anos depois ele consegue fugir de lá e volta para sua cidade (Haddonfiels no Illinois) e para sua casa. A única pessoa que sabe do perigo que as pessoas estão correndo é o médico que cuidava do garoto, o Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence), que insistia que ele era a encarnação do mal e que nunca deveria ser libertado.
Acontece que ao chegar a Haddonfiels e a sua velha casa (que ficou abandonada desde o crime), ele vê a jovem Laurie. Provavelmente a relaciona com sua irmã e passa a segui-la. Na verdade, como quase sempre vê Laurie com suas duas amigas Annie e Lynda, passa a persegui-las também.

Esse filme fala do mal que está em toda parte e que nunca morre. Myers não parece humano. Como muito bem diz o Dr Loomis a certa altura do filme, "ele não é humano". Claro que sabemos que ele é. Que é um garoto esquizofrênico que matou a própria irmã e que passou 15 anos mudo em um hospital psiquiátrico, com olhos negros, demoníacos, olhando para o nada, a espera de algo que o despertasse... e esse despertar foi o que fez com que ele fugisse e voltasse a matar. Voltasse a agir como um maluco.
Myers parece realmente um robô. Seus gestos são marcados, sem emoção (suas giradas de cabeça são espetaculares, sobretudo as da cena que esfaqueia Bob na cozinha, quando contempla o corpo morto, pendurado pela faca como se estivesse olhando um quadro ou uma coleção de borboletas). Esse filme personifica a ideia de bicho-papão! Quando o pequeno Tommy pergunda a Laurie o que é Bicho-papão, ou então quando vê Myers e o chama dessa maneira... ou ainda no fim, quando ela pergunta ao Dr Loomis e ela diz que sim, que de algum modo ele é.
Toda criança pensa em Bicho-papão. Ele é aquilo que tememos, e como Myers, não morre. Sempre levanta pronto pra atacar novamente.



Infelizmente o dinheiro fez com que esse filme se transformasse em uma enorme sequência (ao todo são 10 filmes), sendo que a maioria deles é bem ruim - e nenhum chega aos pés deste.

Michael Myers ainda assusta e atrai uma legião de fãs. Ainda é um dos vilões mais lembrados do cinema de terror, ainda é um dos mais assustadores.

Se você ainda não viu esse filme, corra ver. Como é um clássico, não é nem um pouco difícil de encontrá-lo.
Além disso, como falei, há uma edição em Blu-ray lançada pela Spectra Nova (que apesar da má fama nos dvds, fez algo bacana no brd - a qualidade da imagem e do som está muito boa, além disso, eles mantiveram o documentário "Um corte acima de tudo", de 87 minutos, que certamente agradará aos fãs.)
Encontrei por R$ 29,90.


Vejam, divirtam-se!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Psicose

Psicose é, com certeza um dos maiores clássicos do cinema de terror. O filme do mestre do suspense Alfred Hitchcock apela para o terror psicológico ao contar a história de Marion Crane (Janet Leight), uma jovem apaixonada por seu noivo Sam (John Gavin), que é separado e tem que pagar pensão à ex-esposa, e não tem dinheiro para casar com ela e lhe dar uma vida confortável. Entra na história US$ 40 mil que mudarão os rumos de tudo. Esse dinheiro veio de um negócio fechado na imobiliária em que Marion trabalha. Seu chefe pede que ela deposite a quantia no banco, para não ficar com todo aquele dinheiro no escritório. Mas ao ver tanto dinheiro, ela resolve ir embora com ele e assim, começar sua vida com Sam.
A ideia de que fez algo errado atormenta Marion, que sente como se estivesse sendo seguida, procurada.
Segue de carro até a cidade onde mora Sam, mas no meio do caminho uma chuva muito forte faz com que ela se perca da estrada principal e tenha que pedir abrigo em um Motel um tanto abandonado: O "Bates Motel".

Lá é recepcionada pelo gentil Norman Bates, dono do local. Como chovia muito e não havia nenhum restaurante próximo dali, Norman convida a hospede (que se registra com um nome falso) para jantar com ele em sua casa. Ela aceita. Mas quando ele vai arrumar as coisas, Marion o ouve discutindo com uma mulher, que acha um absurdo ele dar bola para uma estranha e diz que não quer ninguém lá para jantar. Norman, envergonhado, traz para ela uma bandeja com algumas coisas. Conversam um pouco, mas depois de comer, ela vai pro quarto descansar. Afinal de contas, diz que precisa partir no dia seguinte ao amanhecer.
É ai que somos presenteados com uma das mais clássicas cenas de horror de todos os tempos. A famosa cena do chuveiro em que a Sra Bates mata Marion a facadas.


Como muita gente sabe, essa cena deu muito trabalho ao mestre do suspense. Com a falta de recursos da época foram necessários vários dias para se filmar essa cena que dura menos de dois minutos. Os vários cortes de cena aliado à trilha sonora (também uma das mais famosas do cinema de terror) ampliam a ideia de pânico - mesmo não nos mostrando em momento nenhum a faca entrar na atriz. O barulho da lâmina atravessando a carne foi conseguido com a gravação do som de uma faca entrando em um melão. O sangue é calda de chocolate. Como o filme é em preto e branco, a ideia de sangue conseguiu ser passada mesmo com algo que não tem cor de sangue... Usou chocolate pela viscosidade... assim, realmente parece sangue na tela.


Certeza que por causa desse filme, muita gente ficou com medo (ou ainda fica!) de tomar banho... sobretudo em banheiro com cortina! Confesso que um dos maiores sustos da minha vida - daqueles que você realmente pensa que vai morrer de ataque cardíaco veio de uma brincadeira inspirada em Psicose! Tenso! rs


A partir daí a história começa a mostrar a irmã de Marion desesperada por seu desaparecimento. Ela contrata um detetive particular e vão até Sam, com esperança de que ela estivesse com ele. Mas ele fica tão surpreso quanto ela. Não sabia de nada, nem do desaparecimento, nem do roubo do dinheiro. Decide ajudar a cunhada a encontrar sua amada.

A partir dai o filme vai se revelando. Conhecemos um pouco mais da história de Norman Bates, de sua loucura e dupla personalidade.

Psicose é, sem dúvida, um filme que até hoje consegue deixar os espectadores presos à poltrona. Queremos descobrir o que está acontecendo e o que motiva o assassino.
É mais um dos tantos filmes que mostram psicopatas e seus transtornos. Nos mostra como é difícil reconhecer um e como eles são terrivelmente violentos - e o quanto, em muitos casos, não tem noção do mal que fazem.

Muitos diretores do cinema de terror tem essa obra como base. Afinal, é uma aula de como se fazer um bom filme de suspense... O modo como Hitchcock posiciona as câmeras, os atores... sensacional. A tal cena do chuveiro é incrível! (Por isso coloquei no post, acho que merece ser mostrada). O foco da câmera no ralo, no olho da atriz. Lindo.

O livro de Robert Bloch (que inspirou o roteirista Joseph Stefano a fazer o roteiro de Psicose) é inspirado no serial killer Ed Gein, um conhecido assassino canibal que viveu em Winsconsin (EUA), e que em nos anos 1950 matou várias pessoas (além de matar, arrancava a pele e utilizava pedaços do cadáver ara fazer objetos domésticos). Esse rapaz (o serial killer) também foi inspiração para vários outros super filmes do gênero, como "O massacre da serra elétrica", 1973 e "O silêncio dos inocentes", 1991 (na concepção de Buffalo Bill). Também tem um filme assumidamente sobre ele "Ed Glein", de 2001 (mas eu não vi).






O fato é que este é um dos filmes mais imperdíveis do gênero. Se você ainda não viu, corra ver. 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Exorcista

Hoje resolvi rever um dos maiores clássicos do cinema de terror: O EXORCISTA.
No último natal ganhei do meu marido uma caixinha com 2 blu-rays e uma espécie de livrinho especial com textos, curiosidades e fotos do filme. Resolvi ver a versão do diretor que é a estendida. (O outro blu-ray tem a versão original). Apesar de o natal já ter passado faz tempo, ainda não tinha visto o meu presente completamente. Coloquei só um pedacinho no dia 25/12 mesmo, deixei só um pouquinho pra ver a qualidade da imagem... (nem todo mundo por lá gosta de filme de terror, e não quis acabar com a festa da família só porque eu adoro!!!)
O fato é que decidi revê-lo hoje. (Na verdade isso faz parte de um plano meu de rever alguns clássicos).


Bom, se você gosta de filmes de terror e ainda não viu o Exorcista, pode ter certeza que você não é um FÃ de verdade do gênero! E a única coisa que pode fazer para resolver esse "pecado" é sair da frente do computador nesse instante, correr a uma videolocadora e pegar o filme pra ver. Agora!!! rs

O Exorcista foi lançado em 1973 e, desde lá, vem trazendo muito medo pra plateias do mundo todo.
Além de ser considerado um dos filmes mais assustadores de todos os tempos, a obra de William Friedkin foi o único filme de terror (até agora) a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme (bom, não estou considerando "Cisne Negro", um dos indicados desse ano, como filme de terror).

No filme, vemos três histórias se cruzarem. O primeiro personagem que nos é apresentado é o padre Merrin (Max von Sydow). Ele está no Oriente fazendo escavações. Sabemos que ele já está velho e com a saúde debilitada, mas permanece com suas pesquisas. No meio de uma escavação encontra uma pequena escultura de um demônio. Temos os indícios de que ele já conheceu o demônio! E, portanto, irá reencontrá-lo.
Também somos apresentados à atriz Chris MacNeil (Ellen Burstyn) e sua adorável filha Regan (Linda Blair). Elas vivem em uma confortável casa com dois empregados. Chris é separada do marido e a menina de 12 anos, aparentemente lida bem com isso. É uma garota normal, doce, bonita e que gosta de fazer arte (nossa... é incrível como eles mostram arte nesse filme - tanto na metalinguagem, por mostrar um filme sendo rodado, como em tantos quadros de importantes artistas, e obras pela casa de Chris e Regan).
Outra história é a do padre Damien Karras (Jason Miller), que questiona sua fé, se deve mesmo continuar sendo padre e sofre com o fato de ter deixado sua mãe sozinha para ir ao seminário. O pior é que ele não tem tempo para cuidar dela, já que ela insiste em ficar na sua casa em Nova York, e ele trabalho e mora em Washington. Para completar (e reduzir a história) ela morre e ele fica se sentindo super culpado por não estar lá com ela.
A menina Regan começa a ser atormentada por alguma coisa. A mãe preocupada procura ajuda de médicos. Eles acham que ela sofre de algum problema grave no cérebro, mas os exames mostram que está tudo bem com ela. O problema pode ser psicológico, mas também todas as tentativas de resolvê-lo são frustradas. A doce garotinha fica irreconhecível - não só fisicamente. Fala e age de modo absurdamente estranho. E tudo fica fora de controle.
Depois de muitas tentativas na área médicas, os próprios médicos falam à Chris para procurar um padre. Não havia mais o que eles pudessem fazer, e quem sabe isso poderia ajudar. Apesar de não ser crente, está tão desesperada que aceita a sujestão.
É ai que as três histórias se cruzam.
E a partir dai começa o exorcismo.



Esse é um filme que não tem muito sangue, nem muitas coisas nojentas (bom, tem a gosma verde que Regan vomita... mas nem é TÃO nojento assim!). Apesar de usar recursos simples (para os dias de hoje), consegue nos deixar tensos. A trilha sonora e a fotografia são poderosos aliados do diretor. O clima gélido das cenas do quarto de Regan (conseguidos graças à super baixa temperatura do local) tornam as coisas ainda mais mórbidas.

Filmes que tem o demônio como vilão, geralmente assustam mais facilmente que outros (se bem que eu particularmente tenho mais medo de psicopatas).  O demônio assusta aqueles que acreditam nele (ou em Deus! Afinal... se Deus existe, o demônio também existe). O que deixa tudo ainda mais assustador são os relatos de pessoas que dizem já ter vivido coisas parecidas. Eu, confesso, sou meio descrente. Tenho formação cristã católica, mais não acredito exatamente nessas coisas. Enfim, não posso dizer que não acredito em Deus ou no Diabo, só não sei se ele se manifestaria dessa maneira.



Bom, sobre a manifestação do demônio em Regan, em certo momento do filme, o padre Karras pergunta "por que essa menina?". Uns podem entender que o demônio pode se manifestar em qualquer pessoa e, portanto, todos somos vulneráveis (e, em se tratando de demônio, não há o que fazer... se ele quiser te possuir, ele conseguirá! rs). E isso é assustador. O demônio pode estar ai, do seu lado, esperando você se distrair pra te possuir! Isso faz as pessoas mais medrosas ficarem de cabelo em pé! Pensam: "podia ser eu!" ou pior: "isso pode acontecer comigo também!" Mas também podemos analisar a escolha do demônio (pela Regan) de uma forma crítica. Ou seja, o demônio entra no corpo de uma menina filha de uma mulher separada e atriz. Isso pode ser uma ideia do "politicamente correto", da moral cristã. Chris Macneil diz não ter nenhuma crença! Oh, uma pecadora! E também é pecadora por não ter mantido seu casamento (afinal, para a igreja católica, o casamento deve durar até a morte - e o marido dela não está morto, mora na Europa). E pecadora por ser atriz! Uma profissão que, por mais que hoje em dia seja tão desejada, nos anos setenta (época do filme) ainda não era exatamente vista com bons olhos. Sendo assim, podemos ver "O Exorcista" como uma crítica moralista aos "pecadores"! Ou seja, temos que ser bons e viver dentro da moral! Assim não seremos atacados pelo demônio!
O Padre Karras, que questiona sua fé e consegue fazer com que o demônio saia do corpo de Regan não tem um final exatamente feliz! (mas não vou contar aqui qual é, apesar de ter quase certeza que todo mundo já viu o filme).
O padre Merrin fala pro padre Karras não ouvir o demônio porque ele mente e fala coisas para nos destruir. Não é à toa que Karras vê e ouve sua mãe. Ele sente culpa. Esse é seu pecado. A mãe vê a filha fazer coisas estranhas, entre elas, uma masturbação com um crucifixo (uma das cenas mais fortes do filme na minha opinião). O sexo pode ser seu pecado. Ela é separada e atriz. Ela não fica horrorizada quando o médico conta que a menina falou pra ele "tirar os dedos da sua boceta"... ela ri.
Eu moro do lado de uma igreja evangélica e, toda semana eles fazem cultos pra exorcizar o demônio! Gritam pra ele sair! Mas o pastor chama de demônio várias coisas (a doença, a dívida, o medo e as drogas, por exemplo).
Mesmo com essas críticas todas (que eu realmente acho que fazem sentido), continuo louvando esse filme! Afinal, é uma história cristã... São os cristãos que acreditam nesse tipo de ritual. Para um cristão o demônio existe e é ele o responsável por todas as coisas ruins do mundo (é fácil botar a culpa em algo que não somos nós, não é mesmo!?)

Sou formada em artes cênicas (sou atriz... tenho até drt! hehehe) e sei muito bem que mesmo hoje, com tanta gente que quer ser ator / atriz, há preconceito de que todo ator é gay e toda atriz é puta. Imagina nos anos 70! Até hoje quando vemos padres bebendo cerveja, whisky... achamos estranho (e até errado). Imagina nos anos 70!

Apesar de ser uma história de demônio, de exorcismo... consegue assustar até mesmo os ateus. E ai, muitas vezes eu penso: será que realmente os ateus existem? Será que numa situação dessa mesmo um ateu procuraria ajuda de um padre ou pastor? Eu, não sei se isso pode acontecer... mas duvidar, não duvido! Afinal, não faz nenhum sentido um ateu ter medo de filme de terror com demônios ou coisas do gênero!

Bom, é difícil escrever sobre uma obra tão boa como essa. O importante é deixar aqui minha admiração por esse trabalho!


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Pânico 4

Acabei de sair do cinema. Quase perco a sessão, cheguei no meio dos trailers... mal consegui escolher o lugar de sentar - o cinema já estava escuro. Depois de um trailer e meio começou o filme.

Eu era adolescente nos anos 90 e posso dizer que sou da "geração Pânico". Como sempre gostei de filmes de terror, claro que me deliciei, quando adolescente, com os clássicos dos anos 70 e 80, mas... sem sombra de dúvidas, o melhor filme feito na minha época de adolescente foi Pânico. Diferente, engraçado, surpreendente. Foi o primeiro filme de assassino maluco que realmente chamou minha atenção e me fez perceber que são eles os que mais temo. Era (e continuo sendo) fissurada por vampiros (não os que brilham na luz, ok), monstros, zumbis, fantasmas e personagens fantásticos. Mas a ideia de um maluco (ou malucos) que andam por ai e passam despercebidos me assusta muito mais.
Esses dias foi notícia de jornal o horrível massacre de adolescentes em uma escola no Rio de Janeiro. O assassino? Um maluco. Viu como eles existem! Segundo alguns sobreviventes, enquanto ele atirava, ele sorria. Há pouco tempo atrás uma notícia me deixou muito chocada. Não deu tanta repercussão como o caso da escola do Rio, mas em São Paulo, mesmo depois de ter roubado um jovem enquanto este estava chegando em casa (em um condomínio de apartamentos), o bandido volta e dá um tiro na cabeça da vítima. Pra quê? O garoto já tinha entregado tudo. O garoto já estava assustado. Mas não, o maluco precisava voltar, mirar e atirar. E tudo foi gravado pelas câmeras de segurança do tal prédio e, claro, estão na internet pra todos verem.

Pânico 4 fala um pouco disso: de malucos e de vídeos gravados e divulgados pela internet.

Quando o primeiro filme da franquia estreou em 1996, celular era uma coisa rara. Internet também. Os tempos eram outros. As razões eram outras. Mas os malucos estavam lá, afinal, já existiam.

Depois de uma queda ladeira abaixo, parece que Pânico voltou com tudo. Wes Craven (pai do meu tão querido Freddy Krugger e também de Pânico) foi bastante feliz com essa nova empreitada. Eu, particularmente gosto de Pânico 2, mas é, sem dúvida, mais fraco que o primeiro e o terceiro é o mais fraco de todos. Mas então chega essa quarta parte e... ual! Confesso que sai bem feliz do cinema.

Pois é, isso mesmo. Estou aqui pra elogiar Pânico 4!

Já comento que meu texto poderá ter alguns pequenos spoilers. Ou seja, se você ainda não viu o filme,  corra ao cinema e pegue a sessão mais imediata! Ou continue lendo por sua conta e risco.


O filme começa relendo o próprio filme. Vemos cenas de "Stab #" que sacaneam a própria franquia, dando o tão gostoso ar de comédia desse filme. Mas eles não apresentam isso ai pra gente de cara... muitos (como eu) podem pensar que se trata realmente do começo do filme. Mas ai aparece o nome do filme... Mais uma vez, você vê outra sequência inicial com Anna Paquin (de True Blood, x-men e que recebeu o Oscar por "O Pianista") e ai você se pergunta se será mais uma cena de "Stab", já que não viu seu nome nem sua foto no cartaz do filme. E sim, é! E é muito boa, por sinal. Depois de algumas risadas, mais uma sequência inicial com duas garotas que são mortas pelo cara mascarado. E então, o título que aparece não é mais "Stab", mas "Scream". Sabemos que sim, este é o começo do filme.

15 anos se passaram desde o primeiro massacre e Sidney Prescott volta a sua cidade natal para promover o lançamento de seu livro. Depois de tudo que passou e de sua luta para sobreviver e vencer os traumas, ela vira autora de um super livro de auto-ajuda ("Out of darkness").  Sua assistente tinha marcado a tarde de autógrafos em Woodsboro exatamente no dia do aniversário do massacre (pensando em lucro, claro). Só que Sidney terá que se encontrar mais uma vez com o maluco mascarado (ou malucos mascarados). Só que desta vez ele não está só atrás dela, mas de sua família. Ela tem uma prima adolescente e, desta vez, o foco dos assassinatos está sobre ela, Jill.
As duas garotas mortas na noite anterior (cena de abertura do filme) eram suas amigas... e, na manhã do tal aniversário ela e mais uma amiga recebem a fatídica ligação do tal assassino.


Coloque nesse bolo o fato de que o xerife da cidade é Dewey, o policial meio atrapalhado dos filmes anteriores que agora é casado com Gale, a jornalista que escreve o livro sobre o massacre que gera as versões de "Stab". Os dois vivem uma crise de casal... depois de dez anos de casados e de Gale ter abandonado sua carreira de jornalista, ela está frustrada. Não consegue mais escrever e se sente sem rumo na vida, até que a nova onda de crimes volta a acontecer.  Isso parece uma luz para ela que vê na motivação para descobrir o assassino (ou assassinos) uma razão para ir à luta.


Dessa vez o mascarado está menos estabanado (se bem que Sidney consegue dar vários chutes e derrubá-lo de escadas várias vezes) e muito mais sangrento. A produção deve ter sacado que, depois de "Jogos Mortais" e "O Albergue" a moçada gosta de ver sangue. Mas calma... não tem tanto sangue assim! Digo que é mais sangrento se comparado aos três primeiros filmes. Acontecem mais mortes e algumas são bem interessantes, inclusive.

O filme trabalha com a febre do momento: a internet, os blogs, as redes de relacionamentos, o youtube. Dessa vez o assassino não quer só matar as vítimas, mas filmar tudo e publicar na rede pro mundo todo ver. Quer ser imortalizado. Quer ser famoso. Quer ter fãs. A busca incessante por fama na rede faz com que muitos jovens fazem de tudo para consegui-la. E isso pode ser perigoso.


Também vemos várias conversas sobre filmes de terror, sobre o próprio filme e sobre as continuações e remakes. Wes Craven foi bastante feliz nisso, na minha opinião. Critica a indústria do cinema americano que só pensa em refilmar sucessos do cinema oriental (e europeu, visto o incrível "Deixa ela entrar", sueco, que ganhou uma refilmagem americana boa mas desnecessária). No clube de cinema do colégio eles discutem não mais só as sequências (como em Pânico 2, por exemplo), mas os tais remakes. E concluem que o assassino não está fazendo uma continuação, mas um remake. Só que agora, com novas regras. Se é um remake, as coisas começam do mesmo modo... a história parece a mesma... Duas garotas... uma outra... depois uma festa com massacre... Mas a partir daí as coisas começam a mudar, afinal de contas, o novo diretor também precisa mostrar seu talento.

O filme tem alguns defeito... sim, mas eles são perdoáveis. Pra mim, uma das coisas mais absurdas nesse tipo de filme é o como parece fácil dar uma facada em alguém... A faca tem que ser MUITO boa. Tem uma cena, por exemplo, em que um personagem leva uma facada na cabeça, bem no meio da testa! Tem osso!!! Parece tão fácil... quase como se o assassino estivesse enfiando a faca em um travesseiro.
Além disso o assassino sempre parece maior que os personagens quando eles são descobertos - isso nos três anteriores também! Parecem maiores e mais fortes! Talvez seja uma super força do além que surge quando eles vestem a tal roupa! rs

Mas os pequenos defeitos não diminuem a graça do filme. Atuações boas (além do trio dos anteriores - Neve Campbell, David Arquette e Courteney Cox)  como a da jovem Emma Roberts como Jill (a prima de Sidney) e de Hayden Panettiere (a Claire de "Heroes") como Kirby, um personagem super legal, que dá um ritmo ótimo ao filme.

Mais uma vez o final surpreende. Pelo menos a mim surpreendeu! E gostei bastante! Coerente e, ao mesmo tempo, assustador. Do tipo que eu morro de medo, com malucos bem malucos!

Vale a pena ver o filme pelo roteiro, pelas atuações, pelos sustos, pelas risadas, pelo assunto abordado, pelas mortes (apesar de nem todas serem tão incríveis - vale o destaque para a morte no quarto... a do closet como bem legal e a da garagem como a mais boboca! Ah, eles podiam ter feito algo mais emocionante lá! Bom... mas pelo menos saíram do óbvio em cenas de mortes em estacionamentos... É tão simples que deixa de ser cliché! rs).

Além disso, tem uma fala no fim do filme que eu, particularmente, achei sensacional!!!!! Sobre remakes!
Não vou dizer qual é! Se você viu o filme sabe do que estou falando, se ainda não viu, quando ver, entenderá! Só digo que concordo plenamente!!!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Devil

Esses dias eu vi o filme "Devil" (Demônio), dirigido por John Erick Dowdie, com roteiro de Brian Nelson (inspirado em uma história escrita por M. Night Shyamalan).


O filme conta a história de cinco pessoas que ficam presas em um elevador de um arranha céu comercial. Estar preso em um elevador com desconhecidos já seria algo extremamente complicado, até bem difícil e assustador para alguns, mas nesse caso a coisa é bem pior. Coisas estranhas começam a acontecer e alguém ali dentro não é quem diz ser. Quem é o responsável por tudo?

Ok... a história é basicamente essa.
Claro que uma história pensada por Shyamalan vai ter alguma coisa sobrenatural... Mas ele, há tempos (pelo menos na minha humilde opinião) não fez nada sensacional. Depois do fenomenal "Sexto Sentido" até vieram alguns filmes bons - eu gosto muito de "Corpo Fechado", "Sinais" e "A Vila" (e só... e olhe lá!) - mas os outros são de dar dó!
O fato é que, pra mim, essa história é genial! Sim, essa de "Devil". Mas, calma! Eu não disse que o filme é. Pelo contrário. O filme é sem graça e com atuações medíocres. Essa é uma história que, se bem trabalhada (culpa do roteirista) poderia ter rendido um filme surpreendente. Se Brian Nelson tivesse omitido o "demônio" do título e de certas imagens "bizonhas" do meio, poderia ter nos conduzido a um enigma: os acontecimentos eram fruto de um maluco ou de forças sobrenaturais? As crendices do funcionário da segurança até ajudariam para nos fazer pensar em forças demoníacas... mas a razão dos outros poderia nos mostrar que tudo era fruto de um maluco psicopata. Seria muito mais legal. Ainda mais se o roteiro nos levasse a realmente acreditar na hipótese do maluco.
(um certo spoiler vem pela frente)
O final com a coincidência - a ligação entre um dos presos no elevador com o policial - poderia ter um gostinho de "noooossa!!!" se esse mistério do demônio não fosse escancarado desde o início. Faria muito mais sentido a ideia do perdão, de aceitar que forças demoníacas existem (e se o Demônio existe, Deus também existe), sobretudo pra ele.


Fora esse problema do roteiro ruim, algumas cenas são bobas demais. Há uma em que o segurança crente quer mostrar que é o demônio porque coisas ruins acontecem... e ele usa o exemplo de uma torrada que cai no chão do lado da manteiga! Afe!
Além disso, alguns personagens são apresentados de modo vago... algumas informações sobre eles são jogadas e não servem pra nada...

Ah, o suicídio do início do filme é absolutamente esquecido... nem parece que aconteceu. Então eu penso: pra que ter?

O filme é bom? Não.
Vale a pena ver: depende!
Se você estiver de bobeira até vale. São só 80 minutos.
Se você gosta de boas histórias veja... Mas saiba que foi uma ótima história "queimada". (Poxa, porque não fui eu que fiz o roteiro?? hahahahahahahahaha)

Ouvi dizer que algumas pessoas gostaram do filme e que outras não. Alguns disseram que ficaram presos  à trama. Eu fiquei, confesso... mas, provavelmente porque gostei muito da história.

Ou seja. É ruim mas é bom!
Vale a pipoca!