segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Hora do Pesadelo - 1984

Acabei de rever "A Hora do Pesadelo" de 1984.

É interessante porque vi, recentemente, o remake e até já comentei sobre ele aqui. Queria só dizer mais uma vez que o antigo é muito melhor!

Apesar de não ter tanta tecnologia para efeitos especiais na época, o filme consegue nos prender na poltrona muito mais que esse novo. A versão original foca muito mais nos pesadelos e na tensão. Essa nova quer falar de drogas pra ficar acordado e pedofilia... Além do que, realmente o antigo Freddy Krueger (Robert Englund) é muito melhor. O filme novo perdeu uma das melhores sacadas do antigo: um Freddy irônico, que ria e brincava com as personagens (claro que do jeito dele! rs).
Continuo achando que este é um dos melhores filmes de terror que já foi feito até agora.

Titulo original: A Nightmare on Elm Street
Lançamento: 1984 (EUA)
Direção: Was Craven





Breve sinopse:
Um grupo de adolescentes tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono. (adorocinema.com)



Pra quem nunca viu, vale DEMAIS a pena ver!

Viva Freddy Krueger!




http://medoecia.blogspot.com/2010/05/hora-do-pesadelo.html

sexta-feira, 16 de julho de 2010

A Hora do Espanto

Hoje eu revi "A Hora do Espanto". Resolvi rever os filmes de vampiros e, na onde de "Crepúsculo" e vampiros gatões, achei que seria legal começar com esse. Lembro que, quando o vi pela primeira vez, achei o vampiro principal muito gato e charmoso. E não era só eu... todas minhas amigas concordavam.
Ao rever o filme percebi que ele continua legal. Claro que os efeitos especiais são precários, mas a história é bacana e o clima é bem interessante.
Este é mais um dos típicos filmes adolescentes dos anos 80. Não é super sombrio e assustador - tem até um certo toque de comédia. O clima não é tão sombrio e, em várias cenas, nem parece um filme de terror.
Tem vários elementos clássicos das histórias de vampiros, como crucifixo, água benta, alho, estacas, caixões... Aquela história de que os vampiros não aparecem nos espelhos e que se forem convidados, podem entrar sem nenhum problema na casa das pessoas. Ah, claro que nada de luz do sol (diferente, ainda bem, daquela ideia mega gay de vampiro brilhar ao sol).

Titulo original: (Fright Night)
Lançamento: 1985 (EUA)
Direção: Tom Hollan


Charley é um adolescente americano fascinado por filmes de terror. Sempre assiste a um programa chamado "A Hora do Espanto" (Fright Night) em que o apresentador, Peter Vincent, se entitula grande caçador de vampiros - na verdade ele é um ator de filmes de terror. Só que um dia, ou melhor, noite, enquanto Charley está em seu quarto namorando, escuta um barulho na casa ao lado, que estava vazia. Novos moradores estavam chegando e, pelo que ele observou, eles carregavam um caixão. Charley achou aquilo tudo muito estranho e, sua mente apaixonada por filmes de terror ficou cheia de ideias.
Um dia ele observa que uma bela moça loira entra na casa e, depois, descobre pela tv que ela tinha sido assassinada. O rapaz, então, começa a suspeitar do vizinho. Em outra noite ao espiar pela janela do seu quarto vê o vizinho com uma bela mulher... e percebe que ele tem presas: sim, ele é um vampiro. Charley tenta convencer os amigos e a mãe do que viu mas ninguém acredita. A tal moça também aparece morta e ele decide contar a polícia o que viu. Claro que eles não acreditam. O vampiro, porém, fica furioso e vai até a casa de Charley. Todo sedutor, é convidado a entrar pela mãe do rapaz... ou seja, a partir de então conseguiria entrar na casa sem problema. Acontece que a noite, quando ele está sozinho no quarto, o vampiro aparece e o ameaça pessoalmente. Charley consegue escapar aquela noite, mas o vampiro promete voltar.
Desesperado, o garoto resolve procurar Peter Vincent, o apresentador de "A Hora do Espanto". Ele nem escuta o garoto que considera maluco. Mas ele está realmente desesperado. Seus amigos resolvem ajudá-lo e vão até o ator, pedindo pra que ele prove pra Charley que seu vizinho não é um vampiro. Ele acha tudo ridículo, mas Amy o convence - com US$500. Eles ligam para Jerry (o tal vizinho vampiro) e pedem para fazer uma visita exatamente para provar o tal absurdo. Jerry concorda. No dia seguinte Peter Vincent, Amy, Charley e Ed vão até lá. Peter fala pra Jerry beber um líquido que diz ser água benta. O rapaz observa bem o líquido e decide bebê-lo. Fica a tensão! Mas nada acontece. Amy fica toda encantada por Jerry (vampiro gatão e charmoso, lembra!?). Quando estão de saída, Peter Vincent decide dar uma olhada em seu espelho sem que ninguem percebesse e observa o que não queria ver: ele não aparece! Ou seja, é um vampiro. Fica assustado e deixa o espelho cair. Todos saem dali... mas o vampiro percebe que eles sabem e resolve ir a caça.
Ai a aventura começa pra valer!

Como eu disse anteriormente, as maquiagens são bizarras e os efeitos especiais mega trash! Mas tem todo aquele charme dos anos 80.


Olhem só essas maquiagens. Olha o tamanho da boca dessa mulher! hehehehehehe!


E olha só que gatão o vampiro lindo dos anos 80:


Vale a pena conferir esse clássico do terror dos anos 80. Já alerto que, para os amantes do terror gore da atualidade, o filme é meio fraco: provavelmente não levarão grandes sustos e nem terão vontade de vomitar, mas ainda assim, assistam!
Se tiverem dificuldade de achar por ai em videolocadoras, dá pra ver uma versão dublada em 11 partes no youtube.

O Iluminado

A primeira vez que vi esse filme, ainda era uma criança. Na época não consegui guardar todo o filme, mas algumas imagens me perseguiam, como a das menininhas no corredor, a velha na banheira o sangue que saia dos elevadores.
Na minha infância, morei em uma casa antiga, do final do século XIX. O banheiro tinha uma enorme banheira (enorme pra mim, na época) que era fechada por uma cortina. Confesso que, depois de ver "O Iluminado", sempre batia na cortina quando entrava no banheiro, para me certificar que não havia ninguém morto em estado de putrefação lá dentro.
Só que os anos se passaram e eu, já não lembrava mais o nome do filme. Quando eu tinha 15 anos, uma nova versão saiu e eu, que já naquela época gostava de ver filmes de terror, aluguei (lembro que eram duas fitas) sem relacionar uma coisa a outra. Coloquei o filme e, mesmo com as imensas diferenças, me veio a mente o nome do filme que eu tanto tentava rever: "O Iluminado".
Essa casa ficava do lado da videolocadora - literalmente ao lado. Várias vezes minha mãe, brava por algum motivo, me dizia pra não por os pés na rua e eu, pra sacanear, ia pra locadora sem colocar os pés na calçada, apenas pulando da porta de casa, pra porta do estabelecimento - e quando ela reclamava eu respondia: "Mas não coloquei o pé na rua!", riamos e eu escapava da bronca. Lá na locadora eu perguntei sobre outra versão de "O Iluminado" e a moça da loja me mostrou o de Stanley Kubrick.
O filme de 1997 é, sem sombra de dúvida, mais fiel à obra de Stephen King (livro que só fui ler aos 18 anos, quando o encontrei em um sebo). Porém, a tensão do filme de Kubrick é insuperável.
Muitos dos fãs de King não gostam do filme de Kubrick, principalmente por ele resumir a história e focar muito mais no problema piscológico que afeta Jack no que na força sobrenatural. Eu concordo, porém gosto muito mais do filme deKubrick que do livro de King.
O filme tem problemas: sim. Na minha opinião o maior deles é a atuação de Shelley Duvall como a esposa de Jack. Primeiro, porque quem é da minha idade, certamente olha pra ela e se lembra da Olívia Palito (filme também de 1980 que ela fez... com o Robbin Willians como Poppey!). Sua atuação não nos agrada e, confesso, depois de ver esse filme várias vezes, torço pra que Jack dê uma machadada na sua cabeça. Consta que até mesmo o diretor teve problemas com ela, chegando a gravar uma mesma cena 100 vezes para conseguir o efeito que queria.
Uma coisa bacana, pra mim, é o como o diretor fez para trabalhar com o pequeno Danny (Danny Lloyd), de 5 anos na época. Consta que o menino não soube (pelo menos até o filme estrear) que estava rodando um filme de terror! Que imaginação, heim!


Titulo original: (The Shining)
Lançamento: 1980 (EUA)
Direção: Stanley Kubrick 


O filme começa mostrando as belas montanhas ao som de Berlioz, e o fusquinha amarelo subindo até o grande Overlook. Jack Torrance é contratado para ficar como zelador do hotel, nas montanhas do Colorado, durante o rigoroso inverno, quando a neve o deixava isolado. Alguém precisava ficar por lá para a manutenção. Como Jack queria escrever um livro, pensou que essa poderia ser uma boa oportunidade para ter paz e conseguir escrevê-lo.  O gerente do hotel conta pra ele o que tinha acontecido, anos antes, com um zelador, afim de alertá-lo sobre os problemas de permanecer tanto tempo isolado nas montanhas. Mesmo assim ele vai pra lá com sua esposa e seu filho pequeno (que tem um amigo imaginário chamado Tony - que é seu dedo indicador).
Quando eles chegam ao hotel, o cozinheiro Dick Halloran percebe que Danny é especial, é um iluminado (que consegue ver coisas e pode ter poderes sobrenaturais, como o de se comunicar com a força do pensamento... como o próprio cozinheiro podia). Danny comenta com o cozinheiro sobre as visões que teve antes mesmo de chegar ao hotel e ele o diz que algo terrível aconteceu naquele hotel e que era preciso ficar longe do quarto 237 (no livro, o número é 217. Dizem que a mudança aconteceu a pedido do dono do hotel que serviu de cenário para o filme, que tinha medo que os hospedes ficassem com medo e não quisessem mais o quarto 217. O quarto 237 não existe no hotel verdadeiro).
O isolamento começa a causar sérios problemas mentais em Jack e ele vai se tornando cada vez mais agressivo e perigoso... enquanto isso seu filho, andando de triciclo pelos corredores, tem a visão de duas meninas de vestidinho azul. Elas aparecem normais e depois assassinadas. Danny não conta pra ninguém o que viu. Um dia, ao brincar com carrinhos, uma bola rola em sua direção - parece ter vindo justo do quarto 237, o proibido. Ele, curioso, decide ir até lá. Depois disso as coisas vão ficando cada vez piores. Uma mulher na banheira do quarto 237 agarra o pescoço de Danny... Wendy acha que foi Jack e passa a persegui-lo com um taco de beisebol. Jack descobre o salão de baile e lá no bar encontra personagens da história do hotel, entre eles, Grady, que Jack relaciona com o antigo zelador que matou a família (só uma curiosidade, o nome que o gerente do hotel fala pra ele é Charles Grady... e o homem do bar, que o ajuda e o dá dicas, é Delbert Grady. Seriam a mesma pessoa?).
As coisas saem do controle e Jack passa a perseguir a família com um machado.


Esse não é um filme repleto de sangue ou sustos, ainda assim nos deixa grudados na poltrona, tensos. A mistura que o diretor faz com o problema psicológico do isolamento com os elementos sobrenaturais (que no livro pendem mais para o lado sobrenatural, diferente do filme que é bem mais psicológico) nos faz pensar muito mais na história: poderiamos fazer o mesmo? Como deve ser assustador para uma criança ter que fugir do próprio pai, aquele que deve protegê-la?
Nossa... a cena do labirinto é incrível... dá muita agonia ver o pequeno Danny fazendo o possível para apagar suas pegadas e se esconder na moita gelada.
Se vale a pena ver esse filme? Sim e muito! E muitas vezes.
Pela direção, pela atuação de Jack Nicholson, pela trilha sonora, pela fotografia, pela tensão...

Garota Infernal

Vi esse filme sem muita espectativa. Não tinha ouvido falar nada sobre ele (bom, nada além dos comentários sobre Megan Fox - a "gostosa"). De maneira geral achei um filme legal... bem adolescente, fraco mas com uma boa história. Sempre que isso acontece penso que o cinema de terror precisa de bons roteiristas urgentemente. Conheço pessoas que gostaram do filme, mas pra mim ele poderia ser mais sombrio - Ok, ele foi feito pro público teen e não pra gente como eu que gosta de terror dos bons, daqueles que nos sentimos pregados na poltrona, tensos...




Titulo original: (Jennifer's Body)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Karyn Kusam


O título brasileiro também não me agrada, preferia o jargão "possuída" (mesmo que já existam outros filmes com esse nome). Mas enfim, está feito e é esse o nome que temos.


A história se passa em uma pequena cidade americana (Devil's Kettle - caldeirão do diabo - como a cachoeira que tem na cidade) onde vivem as amigas Jennifer (Megan Fox) e Needy (Amanda Seyfried). Apesar de bem diferentes (Jennifer é toda fogosa e bonitona, cobiçada pelos meninos da escola e Needy tem aquele ar de nerd e beata de igreja) as duas são amigas inseparáveis desde a infância. Um belo dia, ou melhor, noite, a safadinha da Jennifer chama a amiga quietinha Neddy para ir a um bar local onde uma nova banda de rock fará um pequeno show. Jennifer, claro, fica se insinuando pros caras da banda... Nisso um grande incêndio acontece no local! Confusão, gente morrendo queimada, fogo por todo lado. As duas meninas conseguem escapar (muita gente morre nesse incêndio), mas Jennifer encontra os caras da banda - que também conseguem escapar. Eles a chamam pra dar uma voltinha... conhecer a van da banda. Needy, a certinha, acha um absurdo... mesmo assim, a amiga aceita o convite e entra na van.
Neddy vai pra casa... ela está sozinha falando com seu namorado (pelo telefone) quando ouve um barulho estranho. Vai até a cozinha e encontra Jennifer toda ensanguentada e vomitando um líquido estranho (além de estar estraha).
Depois disso ela passa a agir de forma muito estranha, por vezes arrogante e desprezando os mortos no incêndio. Consciente de que é objeto de desejo dos garotos da escola, ela passa a atraí-los para depois come-los, literalmente.
Ai começa a matança!!! Que vai acabar só quando a amiga percebe o que está acontecendo e resolve salvar seu namorado que está para se transformar na mais nova vítima de Jennifer. E ai o desfecho que, bom... não vou contar aqui.

O filme não começa pelo começo... mas com a Neddy aparecendo com cara de má na janela do quarto de Jennifer... o que nos faz pensar que ela é a garota do mal. Depois vemos uma Needy internada em um sanatório... Uma Needy agressiva que acaba sendo colocada em uma espécie de sala escura, como aquelas de presidios.
O nome da cidade, Devil's Kettle, que faz referência como já comentei acima, à cachoeira, será importante - Não é a toa que Needy nos explica isso no começo e nos mostra o que há de especial na tal cachoeira. Há uma espécie de redemoinho e, todos ficam espantados porque tudo que entra lá, não aparece mais! Esse será o palco do ritual que transformará Jennifer no monstro cheio de dentes devorador de homens.

Será que conto o final? Sempre tenho vontade! hehehehehe...
Bom, sem muitas delongas, o filme acaba meio que como começa... com a cena que Needy olha pelajanela do quarto de Jennifer.
Ah, gosto bastante do final... do quando já estão passando os créditos. Muita gente sai do cinema ou desliga o video em casa no começo do fim e perde de ver o que Needy faz com os caras da banda que fizeram aquilo com Jennifer. Imagens estéticamente lindas... não perca!

Boa diversão pra adolescentes e iniciantes no mundo do terror... Mas já aviso, pra quem espera ver Megan Fox pelada vai ficar decepcionado... nem dá pra ver nada! (Bom, mas tem uma cena de beijo entre as duas meninas...)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Lobisomem

Assisti "Lobisomem" (The Wolfman) ontem. Já tinha ouvido coisas boas e ruins sobre o filme e resolvi, agora que estou de férias, vê-lo para tirar minhas próprias conclusões.
O longa do diretor Joe Johnston tem vários atores que eu gosto muito: Benício Del Toro (que também é um dos produtores do filme) como o Lobisomem, meu super querido Anthony Hopkins (que dispensa apresentações!) como Sir John Talbot, pai do personagem de Del Toro e Hugo Weaving (o eterno Agente Smith de Matrix). A mocinha é a não tão bonita e não tão boa atriz Emily Blunt (que ficou "meio" conhecida pela Emily de "O diabo veste prada").
O filme, até onde eu sei, é um remake de "O Lobisomem", de 1941.
Bom, não sei exatamente o que dizer sobre o filme de 2010. Achei um filme muito bonito estéticamente. Me remeteu ao cinema expressionista do começo do século XX (quando os filme de terror começaram). O filme tem imagens lindas em clima noir, a luz da lua batendo sobre as árvores criando aqueles efeitos de filmes de terror antigos, meio vintage... achei lindo. A história em si é boba. (Sobretudo pra mim que venho de uma região em que muitas pessoas juram de pé junto que já viram um lobisomem). Ok... essa foi, de certa forma, a primeira história sobre lobos apresentada ao público no cinema (a que deixou o monstro conhecido). Pesquisei e li isso sobre o filme de 1941, que foi por ele, que o lobisomem ficou conhecido.
Não posso dizer que achei o filme ótimo... mas é bom. Indico para aqueles que gostam de cinema de arte, para aqueles que gostam desses monstros mais antigos e lendários... Pra quem curte o terror gore e cheio de sustos, nem pensar. Vão achar o filme chato e idiota.
Pra mim que, além de gostar demais de filmes de terror, sou historiadora da arte, o filme foi bom. Não posso afirmar, mas acho que o diretor não queria fazer um filme cheio de sustos e efeitos especiais... como já disse, o que percebemos, na verdade, é um clima vintage à la cinema expressionista. De certa forma, uma homenagem.


São ou não são lindas estas fotos?

Só para constar, está acontecendo na cidade de São Paulo o 2º Festival Internacional de Cinema Fantástico, o SP TERROR.
http://www.spterror.com/

Abraços!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

A Hora do Pesadelo



Hoje fui assistir o novo “A Hora do Pesadelo”. Queria muito ver esse filme... Já fui muito fã de Freddy Krueger, vi todos os filmes várias vezes! Mas há muito tempo não os via. (Inclusive, pensei muito em vê-los esses dias, mas não tive tempo de procurá-los). Ainda assim fui ao cinema hoje, cheia de curiosidade e expectativa.
Logo no começo do filme tomei um baita susto. Não estava esperando... Confesso que achei que não seria surpreendida!
De maneira geral gostei do filme. Hoje em dia há muito mais tecnologia para realizar esse tipo de coisa e isso faz diferença. Porém, não gostei muito do Freddy. Pois é, justo dele... meu “ídolo de terror juvenil”. O antigo, Robert Englund, era muito melhor – ele tinha uma maquiagem “trash”, mas era irônico... Tinha um sorriso sarcástico que eu achava demais! Esse novo Freddy, Jackie Earle Haley, tem cara de mau. Ele não tem nada de cômico e, sua maquiagem não ficou legal... Ok, parece que ele está queimado! (Bem mais que o antigo, que como já disse, era meio mal feita!) Enfim, senti falta do sarcasmo... do jeito brincalhão.
Fora isso, gostei sim. Nessa versão eles colocam Freddy não mais como um assassino de crianças, mas como um pedófilo. Acho mais atual (ainda mais com todos esses escândalos atuais de pedofilia, envolvendo, sobretudo padres – pessoas que deveriam zelar pelas crianças – assim como o jardineiro da escola infantil). Nessa nova filmagem não há a caldeira onde Fredy queimava pistas... Mas mesmo nesse filme, nos sonhos, eles geralmente iam parar em um cenário que lembra caldeiras... muita fumaça, fogo, canos...
Algumas cenas do filme dos anos oitenta foram refilmadas nessa versão, como por exemplo, a cena da banheira, a cena da cama, o Freddy aparecendo na parede... Cenas memoráveis que gostei de ver na tela grande.
Acho que os mais jovens que não conhecem a história de Freddy Krueger vão gostar do filme. Tem susto, sangue, mistério (não pra nós que conhecemos a história)... A maioria dos filmes de terror atuais apela para os fantasmas orientais, ou então, para os loucos psicopatas... Fazia tempo (pelo menos pelo que eu tenha notado) que não apareciam “monstros” como Freddy.
Vou assistir o filme antigo e depois volto aqui pra falar mais... fazer uma análise comparativa. Por hora, deixo a dica: vale a pena SIM ver o novo “A Hora do Pesadelo”.

Só não vale ficar com medo de dormir!

(Olha o antigo Freddy... só pra comparar!)

domingo, 2 de maio de 2010

Hannibal Lecter, M.D.


Chega a ser complicado falar de Hannibal Lecter, meu vilão adorado. Ele já foi eleito pela BBC o maior vilão do cinema de todos os tempos e, na minha opinião, o que o faz tão famoso é que, apesar dele ser um monstro abominável, não conseguimos ter raiva dele (pelo menos eu não consigo).
O personagem é elegante, charmoso, culto e sabe usar as palavras como poucos. Apesar de nos ter sido apresentado em 1991 pelo filme “O silêncio dos inocentes”, ele nasceu pelas mãos do escritor americano Thomas Harris em 1981 com o livro “Red Dragon” (O Dragão Vermelho). O livro “The silence of the lambs” é de 1988. Em “O silêncio dos inocentes” conhecemos um Hannibal prisioneiro em um hospital psiquiátrico, condenado a prisão perpétua. Ele não é exatamente o vilão do filme, mas ajuda a encontrá-lo em suas conversas com a estudante da Academia do FBI Clarice Starling.
Sobre os filmes, o melhor na minha opinião é “O silêncio dos inocentes”. A atuação de Hopkins é primorosa. Seus olhares, seu jeito de falar... Gosto de todos os filmes (o mais fraco é, sem dúvida, o último “Hannibal, a origem do mal”. Não gosto muito do menino que faz Hannibal jovem... e aquele furo estranho que ele tem na bochecha me irrita! Hehehehehe!)
Eu que sou um tanto conservadora para cronologia dos fatos, teria gostado muito mais se conhecessemos mais aquele canibal no primeiro filme; o ideal teria sido que o conhecessemos com “O Dragão Vermelho”, que só foi lançado nos cinemas em 2002. Mesmo “Hannibal” que encerra a história foi lançado antes, em 2001. Ou seja, pra fazer uma análise do personagem é preciso ler os livros (é possível encontrá-los traduzidos pro português em algumas livrarias) ou então ver os quatro filmes (creio que essa sequência pode cooperar:

HANNIBAL, A ORIGEM DO MAL
titulo original: (Hannibal Rising)
lançamento: 2007 (França) (EUA) (Inglaterra)
direção: Peter Webber

DRAGÃO VERMELHO
titulo original: (Red Dragon)
lançamento: 2002 (EUA)
direção: Brett Ratner

O SILÊNCIO DOS INOCENTES
titulo original: (The Silence of the Lambs)
lançamento: 1991 (EUA)
direção: Jonathan Demme

HANNIBAL
titulo original: (Hannibal)
lançamento: 2001 (EUA)
direção: Ridley Scott

Hannibal Lecter nasceu na Lituânia e era filho de uma família rica (eles viviam em um castelo). A região que vivia foi devastada durante a segunda guerra mundial por causa dos ataques dos nazistas aos russos. Sua família resolve sair de casa e se refugiar em uma cabana, porém o local foi palco de uma briga entre nazistas e russos, e isso matou os pais do pequeno Hannibal, deixando somente ele e sua irmãzinha Mischa. Os dois estavam escondidos ali no meio da floresta, na cabana, em condições precárias e, se não bastasse tudo o que já tinham passado, alguns saqueadores que tinham trabalhado pros nazistas ocupam a cabana. Como não tinham o que comer, os homens matam Mischa e a comem (no sentido gustativo e mastigatório da palavra). Hannibal vê tudo aquilo e não consegui salvar a irmãzinha. A cabana é bombardeada e os homens fogem, deixando o menino pra trás. Ele consegue sair da casa e é encontrado por soldados russos. Hannibal passa a viver em um orfanato que, ironicamente, fica no castelo que, anos antes, era sua casa. O jovem Hannibal é atormentado pelas visões do que tinha acontecido na cabana e gritava, em seus pesadelos, o nome da irmã Mischa. Como já não suportava mais a situação no orfanato, resolve partir. Vai até a França em busca de um tio que ainda poderia estar vivo. Ao chegar na casa do tio descobre que ele também tinha morrido. Restava apenas sua tia e esta o acolhe. Vão morar em Paris onde Hannibal estuda medicina. Era um aluno aplicado que conseguiu trabalho na universidade cuidando dos corpos que seriam usados nas aulas de anatomia. Se transforma em um rapaz gentil, educado e culto.
Apesar de seguir sua vida, Hannibal não consegue esquecer o passado e resolve sair a procura dos homens que fizeram aquilo com Mischa. Para isso retorna até a Lituânia, à cabana onde tudo tinha acontecido. Lá encontra pistas que o levariam até os canibais. Sai à caça deles para ter sua vingança. Não se satisfaz apenas em matá-los, precisa sentir o gosto da carne, do sangue.
Aqueles homens atormentaram tanto a alma do pequeno garoto que o transformaram em um monstro. Eles o tinham feito comer uma sopa feita com a carne de Mischa... e isso o tinha traumatizado. Ver a irmã morrer para ser comida por um bando de bandidos e, pra não morrer, ter também comido parte dela, mudariam pra sempre a vida de Hannibal.
O último canibal estava no Canadá, o que o fez viajar para a América. Depois de tê-lo encontrado, Hannibal continua sua vida. Continua sendo um médico gentil, educado e culto. Torna-se doutor em psiquiatria. Um grande entendedor da mente humana que trabalha para analisar a mente de assassinos em Maryland e Virginia.
Provavelmente, sua primeira vítima depois de ter conseguido sua vingança foi Mason Verger, um de seus pacientes. Eles se aproximam e Lecter o sugere que se autoflagele – Mason tinha vários problemas por ser homossexual. Ele ouve os conselhos malucos do Dr Lecter e faz várias feridas em seu rosto (chegando a arrancar partes da carne). Hannibal o fere mortalmente, porém Mason Verger sobrevive ficando tetraplégico e com a face deformada.
Dr Hannibal Lecter continua sendo um médico respeitado e cheio de amigos influentes. Mas continua matando pessoas, agora, muito mais pelo simples prazer de degustá-las. O mais interessante é que, como é cheio de amigos importante, frequentemente serve seus convidados com iguarias extraordinárias (carne humana) e todos se deleitam sem saber o que realmente estão comendo.
Como continua colaborando com o FBI na elaboração de perfis psicológicos criminais, Dr Lecter conhece o agente especial William Graham. Graham está investigando um assassino serial que, tudo indica, come a carne das vítimas. O jovem investigador descobre que o assassino em questão é o seu “amigo” Hannibal Lecter. Dr Lecter também descobre que Graham sabe de tudo e decide matá-lo, porém, o investigador sobrevive. Dr Hannibal Lecter finalmente vai para a prisão. Por todos os crimes que cometeu, foi julgado a nove prisões perpétuas. (Bastava uma! Hehehehehe!)
Porém um novo serial killer aparece no pedaço: o “Fada dos dentes”. Como a polícia não consegue encontrar o bandido, pedem ajuda para o agente Willian Graham que estava aposentado desde o ocorrido com Dr Lecter. Ele procura o antigo “amigo” Hannibal e este, mais uma vez o ajuda a encontrar o caminho para o assassino.
Este acontecimento faz com que mais um agente procure o “doutor canibal”, na verdade uma jovem agente, ainda estudante da academia de polícia do FBI: Clarice Starling. A jovem tenta fazer o perfil psicológico de um assassino de mulheres, o Buffalo Bill. Mais uma vez, com seus jogos psicológicos, Dr Lecter consegue fazer com que cheguem ao criminoso. Mas dessa vez, Hannibal tem um plano para conseguir escapar da cadeia. A última vítima (ainda viva) de Buffalo Bill é a filha de uma importante senadora americana: pronto, decide fazer um acordo: informações por uma transferência. Aproveita de todo o circo que montam para sua transferência para conseguir escapar, não sem antes matar algumas pessoas (incluindo ai uma obra de arte, homenagem a Francis Bacon – que ele faz com o corpo de um dos guardas!).
Ele consegue escapar e vai atrás do diretor do hospital-presídio, que está de férias.
O tempo passa, Hannibal Lecter entra para a lista dos dez mais procurados do FBI, porém, ninguém o encontra.
Ele passa a viver na Itália, em Florença. Cria uma identidade falsa e consegue se infiltrar na sociedade florentina. Passa, inclusive a ser respeitado por ser um homem incrivelmente culto. Porém não permanece tanto tempo no anonimato. Uma antiga vítima sua, Mason Verger, não agüenta mais esperar sua vingança e resolve comprar policiais do FBI para ajudá-lo na captura de Hannibal. Através de uma carta que Dr Lecter mandou para Clarice Starling, conseguem localizá-lo.
Dr Lecter então sai do anonimato e, de maneira “sublime”, retoma seus assassinatos, até, por fim, conseguir se livrar definitivamente de Mason (indiretamente, mais uma vez) e fugir.


O que nos faz temer Hannibal Lecter? Será que é seu instinto canibal ou o fato dele ser um psicopata? Ele não reage emocionalmente. No filme “A origem do mal” ele consegue passar por um detector de mentiras na boa, sem nenhum esforço. O modo como mata suas vítimas, sempre tão tranqüilo... como se aquilo fosse normal e belo. Pode existir beleza na morte e no sangue (acabei de me lembrar do filme “Beleza americana” e daquele rapaz que filmava tudo o que via... sua reação quando vê o protagonista morto... o sangue escorrendo). O que acontece de fato é a atração que temos por Hannibal Lecter – claro que isso é “culpa” do excelente trabalho do ator Anthony Hopkins (que lhe rendeu, inclusive, um Oscar pelo papel em “O silêncio dos inocentes”).
Que vilão adorável!
Penso que admiramos os bons vilões. Conseguimos enxergar suas qualidades (mesmo que elas sejam moralmente erradas). Por exemplo, mesmo considerando Hitler um monstro, não deixamos de admirar o seu poder de persuasão. Pra mim, os dois “melhores” crimes de Hannibal são os que ele não faz com as próprias mãos, mas com suas palavras: o do idiota que estava preso no mesmo corredor que ele (o que fala para a agente Starling que consegue sentir o cheiro de sua “boceta”) – que, por sugestão de Hannibal engole a própria língua e, o do homossexual Mason Verger, que se auto-flagela (em uma cena linda – ok, gore... mas linda!).
Hannibal Lecter é um misto de canibal, vampiro e “Dom Juan” (apesar de ser um psicopata, e não “comer” ninguém – no sentido sexual da coisa – não podemos negar seu charme! Ele é muito sedutor).
Esse é o pior vilão... não conseguimos perceber que somos vítimas – até que a lâmina esteja cortando nossa carne. É diferente de um monstro feioso que usa máscara ou que tem o rosto deformado... Assim que o olhamos sabemos que são “do mal”... Mas, se encontrássemos Hannibal em uma sala de concerto, em uma galeria de arte ou em uma bela praça da Europa, não saberíamos. E existem Hannibals por aí. Aos montes. A história desse vilão, conforme nos mostrou seu “pai”, o escritor Thomas Harris, começou com um trauma de infância, como a de muitos malucos por ai. É fato que a maioria das pessoas que se envolvem em crimes tiveram uma infância conturbada... Muitos pedófilos, foram abusados sexualmente quando crianças... Há exceções? Claro. Mas, pelo jeito, não é o caso de Hannibal. Ele é um coitado que morreu em 1944 junto com Mischa. O que restou foi só o monstro, só a casca, só o apaixonante vilão.
Nos quatro filmes temos cenas primorosas, que eu gosto muito. Pequenos detalhes... Por exemplo, a refeição que Lecter faz depois de matar os dois policiais em “O silêncio dos inocentes”, come enquanto saboreia uma boa música... O jantar no começo de “Dragão Vermelho”, a cena da ópera em “Hannibal”... Também gosto muito de ouvir Hopkins dizer, pela boca de seu personagem: “Hello, Clarice!”...
Já está longo demais este post, portanto gostaria de terminar dizendo a quem não viu os filmes que os veja... todos os quatro. Se viu somente um deles, veja os outros. São esteticamente diferentes, cada um com uma pitada do diretor.
Não é uma série que provoca sustos nos espectadores. Aos muito fracos talvez provoque náuseas! Hehehehe!
É isso. Certamente não consegui dizer tudo o que queria. Tentei.